REVISTA CARAS EM 2011

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sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Olokun qualidade de oxala!!!!!!!!!!!!!!






Olokun (ou Olocum, do iorubá, Olóòkun, "proprietário do oceano") é a divindade iorubá do mar, considerada em Ilê-Ifé (Nigéria) e no Brasil como do sexo feminino, e em Benin como do sexo masculino. Na verdade, sua força é ainda maior ao ser considerada a divindade das águas do Universo.

Casada com Oduduwa, Olokun era triste e infeliz e se largou na escuridão ao se separar. Pediu, então, para Olodumaré transformá-la em água. O deus - que já vagava pelo mundo quando somente havia pedras e fogo - transformou o vapor das chamas vulcânicas em uma grande quantidade de nuvens que se precipitaram sob a forma de chuva: era Olokun, que ocupou os espaço da Terra e formou os oceanos. Poderosa, tornou-se Rainha dos Iorubás. Dizia-se que morava no fundo do mar em um vasto palácio, e que tinha humanos e peixes como criados.

Olokun é, às vezes, representada por uma serpente gigante presa por Obatalá e, um dia, irá subir a terra e se mostrar aos homens. Portanto, é a escuridão do mar, sombria, dona das ondas e a fúria do oceano, capaz de engolir a Terra. Mas também tinha seu lado bondoso (OLOKUN SENIADE), que, vestida de branca, mandava mensagens de responsabilidade, pureza, respeito, honra e caráter, dançava majestosamente e lançava búzios de riqueza em forma de benção. Em sua versão masculina, vestia-se de corais e cada perna era um rabo de peixe.

Com Olokun vivem dois espíritos: Samugagawa (vida) e Acaró (morte), ambos representados em suas "ferramentas", às vezes, como lagartos. Tem ligações com os eguns (espíritos dos ancestrais), pois têm um papel crítico na morte, na vida e na transição de humanos e espíritos entre as duas existências.

Uma lenda conta que Olokun e Olorun eram casados e criaram tudo. Mas se separaram numa disputa de poder e viveram em guerra (separação do céu e da terra). Certa vez, Olokun invadiu a Terra para destruir a humanidade e demonstrar seu poder (dilúvio?). Olorun salvou parte da humanidade lançando uma corrente para os homens subirem. Com essa mesma corrente, Olorun atou Olokun ao fundo do mar. Olokun mandou uma gigantesca serpente marinha engolir a lua, mas Olorun disse que sacrificaria um humano por dia para acalmar a deusa. Assim, todo dia uma pessoa se afoga no mar.

No Brasil, é comparado a Iemanjá, mas, Iemanjá representaria o mar cristalino e visível, de beleza inimaginável, enquanto Olokun representaria o mar desconhecido, escuro, do fundo do oceano. Alguns terreiros a consideram mãe de Iemanjá e a homenagem nas festas de sua filha, mas não se incorpora. Iemanjá assumiu seu papel como deusa do mar. Na Nigéria, Iemanjá é uma divindade do Rio Ogun, enquanto Olokun é a mãe de todas as águas. Em Cuba, diz-se que é andrógino, casado com 11 olosas e olonas (espíritos femininos do mar), pai e mãe de Iemanjá e senhor das profundezas do mar. Suas cores são azul-marinho, negro e branco.

Olokun desempenhava um papel importante na religião iorubá: vinha logo depois de Orixála, o deus criador em pessoa, relação semelhante a Zeus e Poseidon na mitologia grega. Também tinha relação com Oiá (divindade da mudança repentina). Era padroeiro dos descendentes de africanos levados para as Américas. Oferecem-lhe milho cozido com alho, cebola e manteiga, feijões, doce de coco, melado, inhame cozido, carne de porco, bananas verdes fritas e outras iguarias envolvidas em pano azul e levadas ao mar dentro de uma cesta. Recebe sacrifícios de galo branco, frangos, pombas, ganso, pato e da tartaruga Jicotea.

São inúmeras suas associações:
• Um grande jarro de barro ou cerâmica, de cor preta ou azulada, onde seus atributos são encontrados vivos na água do mar
• Representações náuticas, como barcos, lemes, âncoras, correntes etc.
• Uma sereia com uma cobra em uma mão e uma máscara na outra
• Conchas, cavalos marinhos e estrelas do mar
• Tudo sobre o oceano feito de chumbo e prata

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Exu Tuniquinho - Na Gira dos Exus


É da regência de Obàtálá e Bàbá Egúngún.






uma  das folhas mais utilizadas dentro da Liturgia do Culto a Òrìsà no Brasil (Candomblé) e na Nigéria (Èsìn yorùbá). Folha de grande importância e fundamento, e isso se dão ao fato, de Tètèrègún ser capaz de proporcionar a Vida ou a Morte a alguém.
A mesma é utilizada em Iniciações (Igbèrè), na sacralização de elementos ritualísticos, em magias e medicinas = Oògùn, etc.
No Brasil, é uma das oito (8) principais folhas (ewé) que fazem parte da composição do Àgbo (mistura vegetal) que banha o Iniciado (Ìyàwó) no período de reclusão para seu Orixá. Representando a Morte (para a vida profana) e a Vida (nascimento para a vida religiosa). É também capaz de provocar o transe em omo Obàtálá (filhos de Oxalá), omo Sàngó (filhos de Xangô) e omo Ògún (filhos de Ògún).
É uma das principais folhas de Obàtálá (Oxalá), sendo utilizada em quase todos os ritos que se utilizam de folhas, para o Grande Rei do Pano Branco.
Medicinalmente a Cana-do-brejo é utiliza-da no combate a solitárias, vermes e principalmente nos casos de cálculos renais.


“Têtêrêgún òjò do m’pá
Têtêrêgún òjò wo bi wá”

Têtêrêgún é como a chuva que mata.
Têtêrêgún é como a chuva que dá vida.

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

ABÓBORA






Ela é rica em betacaroteno e minerais como potássio e cálcio. É um dos alimentos que possuem as mais baixas taxas de gorduras e sódio, principais fatores que levam ao entupimento de veias do coração

É um ótimo preventivo para a hipertensão arterial, pois além de possuir poucas gorduras e sódio – que entopem as veias – apresenta uma grande quantidade de potássio em sua composição, e este é conhecido por evitar a hipertensão (Para ela ter esses efeitos é necessário que seja consumida sem sal).

Quem já teve infarto ou sofre de angina no peito deveria comer abóbora pelo menos três vezes por semana, pois ela é muito útil no combate a afecções coronárias e arteriosclerose.

Por apresentar efeitos diuréticos ela atua nos rins, aumentando a produção de urina e eliminando afecções renais.

A poupa da abóbora também é capaz de eliminar a acidez do estômago e proteger a mucosa que faz uma camada de proteção interna para o órgão, por isso é muito recomendada para quem apresenta gastrite, úlceras no estômago, pirose ou dispepsia.

Ela também apresenta efeito laxante sobre o intestino, e por isso é muito recomendada para pessoas que sofrem de prisão de ventre.

Juntamente com a couve, a abóbora é o melhor alimento para a prevenção de diversos tipos de câncer, pois ela possui os três nutrientes com o maior poder de ação anticancerígena já comprovada: betacaroteno, vitamina C e fibra vegetal.

POEJO














Usar um galho de poejo, sempre junto ao corpo, previne mau olhado.

Quando dentro de casa estiver havendo algum desentendimento, experimente queimar alguns galhos dessa erva.

Para evitar enjôo nas viagens marítimas, mastigue folhas de poejo.

Funciona como tônico;

Excitante;

Contra dores de barriga e gases;

Enjôo;

Colecistite;

Auxilia na ausência de menstruação;

Em dores histéricas;

Em forma de chá atua como expectorante nas bronquites.

Estimula o apetite.

Deve-se tomar cuidado, pois pode ser abortiva.

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

o banquete do rei

...





.o banquete do rei

O ritmo da Ramunha reúne a todos. ê na mesma ordem da sequência anterior que os dançarinos, em número de vinte e um, dirigem-se a esse novo lugar, no exterior. Sobre as cabeças, os alguidares, cheio de iguarias , visto que o Olubajé é uma grande produção, distribuição e consumo do que se alimentam os orixás.

Diante do cortejo, Yaloshundê. Atrás dela, uma filha de Oyá carrega algumas esteiras. Logo a seguir, uma outra traz, na louça de barro as folhas de “ ewe-lará”. Uma terceira filha sustenta em sua cabeça um pote de argila contendo o “ aluá “ , a bebida sagrada. Vinte e um tipos de comida geralmente são oferecidos, sete no mínimo.

Um novo cântico de ritmo lento começa a ser ouvido. Ele marca o início do grande banquete do rei e vai se prolongar por muito tempo até o seu final.

“ Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo
Aráayé a je nbo , Olúbàje a je nbo”
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.
Povo da terra, vamos comer e adorá-lo, o senhor aceitou comer.

As esteiras são desenroladas e sobre elas é colocado um tecido branco e imaculado. Um após outro, os alguidares e potes são colocados sobre a toalha e formam sobre o chão a grande mesa .
Yaloshundê incumbe a três dos mais velhos iniciados a servir, sobre as folhas de mamona, utilizados como pratos, um pouco de cada alimento contido nos recipientes. Ela mesma se encarrega de oferecer os primeiros aos convidados mais importantes, aconselhando a todos a não ficarem imóveis, mas a dançar ou se mover sem parar e comer com as maõs.

A música continua. Ao lado e a um canto da “mesa” uma grande bacia esta preparada para receber os restos que devem ali ser depositados. As folhas que servem de prato devem ser fechadas, juntamente com os restos de comida não consumidos, e passadas ao longo do corpo, as mãos não devem ser lavadas...elas serão limpas ao serem esfregadas nos braços, pernas ou cabeça para que o Axé se impregne na pele.

Yaloshundê , assegurando-se de que cada um foi servido, dirige-se até um convidado de grande importância de outra comunidade, exortando-o a cantar as preces de Obaluaiê.


È é é ajeniníiyá, ajeniníiyá
Àgò ajeniníiyá
Máà kà lo, ajeniníiyá,
Ajínsùn aráaye, ó ló ìjeniníiyá
E wa ká ló
Sápadà aráaye, ló ìjeniníiyá,
E wa ká ló
Ìjeniníiyá aráaye
A vós punidor, te pedimos licença, não nos leve embora.
Ele pode castigar e levar-nos embora, mandar-nos embora de volta para o outro mundo( outro, o dos mortos).
Pode castigar e levar-nos embora, castigar nos humanos.



Todos se ajoelham e um cântico em solo é ouvido de forma melodiosa e respondido pela audiência três vezes.Fora a voz humana, somente o Agogô , marca os intervalos entre cada estrofe.
A prece continua.....

Opeèré má dó péré Operé(Pássaro) não ficará só Ó bèré ké se Ele começará a gritar.
Má dó há, má dó pèré Partilhara sua comida,não ficará só
Opeèré má dó péré Somente Operé não ficara só.
Ó bèré ké se Ele proclamará a todos.
Má dó há, má dó pèré Ele ficará e gritará, e não ficará só.
02
Don hòn há Os de Empé usarão barreiras contra feitiços,
Don hòn há é à , Empé se tornarão visíveis
Don hòn há e dividirão a sua comida
Don hòn há é à , Empé

Opèré má dó péré
Dó sú, màá dó é Operé não ficará só
Dó sú, màá dó , Dó sú, màá dó ficará cansado, ficará bem
Dó sú, màá má n’gbé ficará cansado e será ajudado.
Ayò kégbe hún hún Contende gritara, sim , sim
Ayò kégbe hún hún

........ Todos batem palmas pausadamente – paó – saudando Obaluaiê.

Com voz forte e cheia de entusiasmo, esta frase melodiosa ecoa. O conjunto dos participantes se levantan e cantan:

Omolú Kíí bèrú jà Omolu não teme a briga.
Kòlòbó se a je nbo Em sua pequena cabaça traz axé e feitiço.
Kòlòbó se a je nbo Vamos comer cultuando-o
Kòlòbó se a je nbo Omolu não teme a briga.
Aráayé. Em sua pequena cabaça traz axé e feitiço.
Vamos comer cultuando-o, todos juntos.

Dançam em volta da mesa até que a música termine.Novamente a Avamunha se instala. Toda a louça, a toalha ,a esteira , a bacia com os restos são retirados do local e a antiga roda sai em fila indiana, portando os recipientes sobre os ombros, os quais serão depositados na casa de Obaluaiê e na manha seguinte serão despachados.

Yaloshundê anuncia em voz baixa e alguém trás um grande cesto de pipocas que é depositado aos seus pés.Com um gesto delicado ela toma um punhado de Doburus lançando sobre os convidados caindo como chuva.
Um novo intervalo permite que os atabaques retornem ao seus lugares de origem.

.... a dança do rei

O Adjarim quebra o silencio , Yaloshundê a frente do cortejo entoa um novo cântico como súplica marcado ao tom do agogô.

Ágò n’ilé , n’ilé Permissão ( licença )
N’ilé ma dàgó para entrar na casa.
Sápadà , A jí nsún , licença Sapatá
Ma dàgó Ajinsun, permissão
Ágò n’ilé ágò. Para entrar na casa, licença.

A estrofe é repetida até que todo o cortejo esteja presente no interior do barracão.A cada vez, o nome litúrgico de Sapatá é substituído saudando: Ajinsun – Omolu – Onilé – Obaluaê – Jagun – Azuane e outros num total de 16.

Um solo surge respondido em uníssono pelo público com entusiasmo:

Ó gbélé ìko , sàlàrè Ele vive em casa de palha
Sálà rè lórí que é o seu alá, que cobre a sua cabeça
Ó gbélé ìko, Ó gbélé ìko vive em casa de palha
Sálà rè lórí o alá que cobre a sua cabeça.

Três golpes fortes no Run , fazem cessar a melodia de maneira abrupta; é o remate, que se ouve para que um outro canto possa se elevar:

Olórí ìjeníiyà a pàdé O Senhor que mata, o Senhor que castiga
Olorí pa vem ao nosso encontro.
Olórí ìjeníiyà a pàdé O Senhor que mata, o Senhor que castiga
Olorí pa vem ao nosso encontro.

O canto repetido varias vezes fala daquele que castiga e pune os infratores.
03

O refrão a seguir , fala da proteção àqueles que sabem bem receber :

Jó alé ijó , é Dance em nossa casa,
Jó alé ijó , é jó dance, dance , dance em nossa casa.
alé ijó , dando força e energia à nossa casa.
Àfaradà a lé Dançando ele dá proteção à casa.
Njó ó ngbèlé

Um quarto e quinto cânticos falam da tradição e da constante peregrinação do Rei conquistador. O povo de santo sempre fala dos respeito que se deve aos andarilhos, pobres e pedintes, dizendo que “ são os afilhados de Obaluaê ou até ele mesmo disfarçado” para observar os seus . E o último, dos campos daqueles que cultivam a terra, do lavrador que pede a Onilé fartura para seu povo

Àká ki fàbò wíwà Celeiro para onde retorna a existência,
Àká ki fàbò wíwà que possa você ter celeiro para onde
Wáá kalé , wáá retorna a existência, longa vida
Kalé sé awo orò para cultuar as tradições, e que
Wáá kalé , wáá possa você ter longa vida
Kalé sé awo orò para culturar as tradições.

Ò kíní gbé fáárà farotì Ele é aquele que pode aproximar-se e dar apoio
Ò kíní gbé fáárà àfaradà aquele que pode dar força e energia
Oní pópó oníyè com sua proximidade. Senhor das estradas
Kíní ìyìyá wa ìfaradá e dos campos, Senhor da boa memória,
que pode nos dar força para resistirmos à dor.

Ò ní a ló ìjeníìyà Ele pode fazer secar a cabeça do homen,
Ajàgun tó ló levá-lo embora e
Ìjeníìyà olúwàié esculpir a cabeça do homem .
Táálá bé okùnrin Ele pode fazer definhar,
O táálá bé okùnrin matar a cabeça do homen.
Wa ki ló kun É o executor que decapita ,
Táálá bé okùnrin que pode nos castigar .
Abénilorí ìbé O guerreiro que pode castigar.
Rí ó ní je olúwàié O senhor da terra.
Táálá bé okùnrin O guerreiro que pode punir.

O cântico suplica ao Deus , cujo rosto oculto inspira temor e medo, porem todos sabem que padeceu enfermo, sofreu o flagelo do abandono e, por isso mesmo, ampara e protege os desafortunados.

Wúlò ní wulò Ele é importante e necessário
A nilè gbèlé ibé kò para nós da terra, dá proteção à casa
Wúlò ní wulò não permita que nossas cabeças tombem
A nilè gbèlé ibé kò ( pelas mãos do inimigo )

O aspecto punitivo do Orixá, é expresso em outra cantiga , assim como seu poder criador.

Omolú tó ló kum eron ènìòn Omolu é aquele que pode
E ló e ló e kum esculpir na carne das pessoas.
Omolú tó ló kum eron ènìòn Omolu é aquele que pode
E ló e ló e kum esculpir na carne das pessoas.
Omolú tó ló kum eron ènìòn Ele pode, ele pode e ele esculpe.
Omolú tó ló kum eron ènìòn Ele pode, ele pode e ele esculpe




Os Sábio-sacerdotes , diante de Onilé ( Senhor da terra ) se dizem pequenos: a modéstia , no entanto , é só aparência diante dos poderosos.


As cantigas falam disso............


Onilè wà àwa lèsé òrisá O Senhor da terra está entre nós que cultuamos orixá.
Opé ire onílè wà a lèsé òrisá Opé ire Agradecemos felizes pelo Senhor da terra
E kòlòbó e kòlòbó sín sín sín estar entre nós que cultuamos orixá.
Kòlòbó Agradecemos felizes.
E kòlòbó e kòlòbó sín sín sín Em sua pequena cabaça traz remédios
Kòlòbó para livrar-nos das doenças


Omolú pè olóre a àwúre e Omolu te pedimos Senhor da boa sorte,
Kú àbó que use seus remédios ( sortilégios )
Omolú pè olóre a àwúre e para nos trazer boa sorte.
Kú àbó Seja bem-vindo!!!


Jé a npenpe e ló gbé wàiyé Senhor que tem boa memória e pode tornar-se inteligente.
Tó ní gbón mi pois eu sou insignificante ( pequenino )
Jé a npenpe É ele que pode dar proteção ao nosso mundo.
Omolú wàiyé ( Obalúwaiyé ) È ele que pode dar inteligência, eu sou pequenino
Tó ní gbón mi ó Rei, Senhor da terra, torne-me inteligente.



Um último canto precede o balé dos outros orixás presentes á festa. Em algumas casas de santo de tradição nagô, ele antecede o banquete. Os adeptos entram no barracão dançando.

Á frente do cortejo uma filha de Iansã tem sobre sua cabeça um balaio ornado com grandes laços.
Dentro um “ assentamento “ de Obaluaê recoberto de pipocas que são distribuídas aos presentes.
Em troca, quando podem oferecem pequenas quantias em dinheiro.



Kóró nló awo , kóró nló awo Ele vai embora,
sé ó gbèje embora da cerimônia,
Kóró nló awo , kóró nló awo embora do culto.
sé ó gbèje Ele aceitou comer.



Este canto anuncia que Onilé – Senhor da terra , aceitou as homenagens partilhando com todos , povo e Orixás,
as oferendas.
Tem como praxe luvar os orixás Ossañhe patrono das folhas e medicinas
Nanã a mais velha das iyabás e mãe de omolú ,Oxumare o senhor das Riquezas e renovação , Yewá senhóra das possibilidades e do iló segredo.
Ou seja a família ( ují ) ou para alguns kerejébe .

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Akòko








 A folha do Reconhecimento uma das folhas fundamentalmente
Importante ao culto do candomblé principalmente para os filhos
De odé folha dos reis

É uma folha associada a realeza daí ser chamada de "a folha dos reis".
Muito utilizada em ebós para obter um título honorífico ou para que ouçam nossas opiniões.
O Akòko é uma das folhas preferidas, sendo que costuma ser associada sempre a prosperidade, tanto de dinheiro (owo) como de filhos (omo). Essa árvore não é uma espécie nativa do Brasil, sendo introduzida aqui pelos africanos, onde se adaptou perfeitamente.

Entre os iorubas, é considerada um sinal de prosperidade, pois seus troncos eram muito empregados nas feiras, locais onde o comércio era intenso. Era comum que, após serem utilizadas como estacas seus troncos brotassem, gerando novas árvores. Dentro das casas de Candomblé Ketu costuma estar associada principalmente a Ogun e Ossayin, embora na verdade costume ser empregada para todos os orixás.

Já no culto Egúngun, o akòko desempenha um papel fundamental na união dos seres do Ayé (mundo dos vivos) e Orun (mundo dos espíritos). Seu tronco, que geralmente não é muito ramificado, lembra um grande opó ixé, que ligaria o Céu a Terra. Nesse caso, sua principal relação se dá com a iyagbá Oyá, Senhora dos Ventos e dos eguns, que recebe o título de Alakòko, Senhora do Akòko. Constatamos assim dois aspectos importantes dessa árvore: sua ligação com a ancestralidade e com o elemento ar.

Entre os Jeje, recebe o nome de Ahoho (pelos Mahí) e Hunmatin (pelos Mina). O ahoho é um huntingomé/jassú (árvore sagrada) consagrado ao vodún Gun (Togbo) que costuma tê-la como seu principal atín sa. Segundo a tradição Mahí os galhos do Ahoho devem ser levados junto ao corpo, em viagens longas, ou que ofereçam algum tipo de risco. Durante a execução de obrigações difíceis também. Essa medida teria como finalidade atrair a proteção de Togbô, que é um guerreiro terrível e que sempre luta pelos seus filhos.

Dizem os antigos que esse ewé está ligado ao final do ciclo da iniciação, quando uma nova etapa na vida do iniciado começará. Por isso é uma folha muito empregada durante cerimônias de festejo dos sete anos (Odu Ige) de iniciado, principalmente quando ocorre entrega de oye (cargo). Segundo alguns, nenhum rei é considerado rei se não tiver levado no seu ori a folha do akòko.

Quem quiser plantar o akóko não precisa de muito espaço, pois o seu tronco não é muito grosso, porém o seu porte é majestoso, fica bem alta. Suas flores também são bem bonitas, lembram bastante a de um ipê rosa, pois pertence a mesma família botânica (Bignoniaceae). Só cuidado, pois eu já vi gente vendendo akosí (Polyscias guilfoylei) como se fosse akòko. Salve o novo Rei! Árvore forte e imponente, esse é o akoko. Vamos cantar para ele:


Ewé ófé gbogbo akoko
Ewé ofé gbogbo akoko
Awá li li awá oro
Ewé ofé gbogbo akoko

Akoko,é a folha de todas as pessoas inteligentes
Akoko é a folhas de todas as pessoas inteligentes
Nós temos , nós somos, riquezas e saúde
Akoko é a folha de todas as pessoas inteligentes

“Ewé njé Oògún njé Oògún tikò jé Ewé re í kò pé”
“As folhas funcionam. Os remédios funcionam. Remédio que não funciona é que tem folha faltando"”.
Babalorisá Kleber Ti Ogun

sábado, 3 de agosto de 2013

trabalho da maça.



Bem Vindo ao Meu Blog ;)Volte Sempre !

1 maçã bem vermelha.
7 fitas coloridas(exceto cor preta)
Um pouco de açúcar cristal
Um pouco de mel
Um pedaço de papel branco sem linhas
1 vela vermelha.

Modo de fazer:
1*=Lave a maçã,e depois faça uma tampa na parte de cima(com a faca),em seguida,
retire o miolo da maçã,fazendo assim,um buraco,reseve.
Escreva o nome completo da pessoa que deseja amarrar no papel,se não tiver o nome
completo,escreva:ex:(fulano pé e cabeça),e coloque o papel dentro da maçã,ponha também,dentro da maçã o açúcar cristal e o mel.
2*=Tampe a maçã,com a sua propria tampa,e em seguida amarre a maçã com as 7
fitas,uma de cada vez,pensando na pessoa amada.
Depois de amarrado a maçã,ascenda uma vela ao lado dela,
pedindo a Maria Padilha que lhe dê a pessoa amada.
3*=Esse trabalho deve ser deixado no mato ou grama após 7 dias de feito.
O mais importante para que o trabalho dê certo é a FÉ,pois sem ela nada na vida dá
algum resultado.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

O PILÃO DE OXAGUIÃN







Oxaguian teria nascido em Ifé, bem antes de seu pai tornar-se o rei de Ifan. Valente guerreiro, desejou, por sua vez, conquistar um reino. Partiu, acompanhado de seu amigo Awoledjê. 

Oxaguiã não tinha ainda este nome. Chegou num lugar chamado Ejigbô e aí tornou-se Elejigbô (Rei de Ejigbô). Ele tinha uma grande paixão por inhame pilado, comida que os iorubás chamam iyan. Elejigbô comia deste iyan a todo momento; comia de manhã, ao meio-dia e depois da sesta; comia no jantar e até mesmo durante a noite, se sentisse vazio seu estômago! Ele recusava qualquer outra comida, era sempre iyan que devia ser-lhe servido.

Chegou ao ponto de inventar o pilão para que fosse preparado seu prato predileto! Impressionados pela sua mania, os outros orixás deram-lhe um cognome: Oxaguiã, que significa "Orixá-comedor-de-inhame-pilado", e assim passou a ser chamado.

Awoledjê, seu companheiro, era babalawo, um grande adivinho, que o aconselhava no que devia ou não fazer. Certa ocasião, Awoledjê aconselhou a Oxaguiã oferecer: dois ratos de tamanho médio; dois peixes, que nadassem majestosamente; duas galinhas, cujo fígado fosse bem grande; duas cabras, cujo leite fosse abundante; duas cestas de caramujos e muitos panos brancos.

Disse-lhe, ainda, que se ele seguisse seus conselhos, Ejigbô, que era então um pequeno vilarejo dentro da floresta, tornar-se-ia, muito em breve, uma cidade grande e poderosa e povoada de muitos habitantes.

Depois disso Awoledjê partiu em viagem a outros lugares. Ejigbô tornou-se uma grande cidade, como previra Awoledjê. Ela era arrodeada de muralhas com fossos profundos, as portas fortificadas e guardas armados vigiavam suas entradas e saídas.

Havia um grande mercado, em frente ao palácio, que atraía, de muito longe, compradores e vendedores de mercadorias e escravos. Elejigbô vivia com pompa entre suas mulheres e servidores. Músicos cantavam seus louvores. Quando falava-se dele, não se usava seu nome jamais, pois seria falta de respeito. Era a expressão Kabiyesi, isto é, Sua Majestade, que deveria ser empregada.

Ao cabo de alguns anos, Awoledjê voltou. Ele desconhecia, ainda, o novo esplendor de seu amigo. Chegando diante dos guardas, na entrada do palácio, Awoledjê pediu, familiarmente, notícias do "Comedor-de-inhame-pilado". Chocados pela insolência do forasteiro, os guardas gritaram: "Que ultraje falar desta maneira de Kabiyesi! Que impertinência! Que falta de respeito!" E caíram sobre ele dando-lhe pauladas e cruelmente jogaram-no na cadeia.

Awoledjê, mortificado pelos maus tratos, decidiu vingar-se, utilizando sua magia. Durante sete anos a chuva não caiu sobre Ejigbô, as mulheres não tiveram mais filhos e os cavalos do rei não tinham pasto. Elejigbô, desesperado, consultou um babalaô para remediar esta triste situação. "Kabiyesi, toda esta infelicidade é consequência da injusta prisão de um dos meus confrades! É preciso soltá-lo, Kabiyesi! É preciso obter o seu perdão!"

Awoledjê foi solto e, cheio de ressentimento, foi-se esconder no fundo da mata. Elejigbô, apesar de rei tão importante, teve que ir suplicar-lhe que esquecesse os maus tratos sofridos e o perdoasse.

"Muito bem! - respondeu-lhe. Eu permito que a chuva caia de novo, Oxaguiã, mas tem uma condição: Cada ano, por ocasião de sua festa, será necessário que você envie muita gente à floresta, cortar trezentos feixes de varetas. Os habitantes de Ejigbô, divididos em dois campos, deverão golpear-se, uns aos outros, até que estas varetas estejam gastas ou quebrem-se".

Desde então, todos os anos, no fim da seca, os habitantes de dois bairros de Ejigbô, aqueles de Ixalê Oxolô e aqueles de Okê Mapô, batem-se todo um dia, em sinal de contrição e na esperança de verem, novamente, a chuva cair.

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