REVISTA CARAS EM 2011

Compartilhe

WhatsApp Windows Gadget Pocket Flipboard Blogger Facebook Twitter Google+ LinkedIn Pinterest Addthis

domingo, 18 de outubro de 2015

Mediunidade

Não pense que é melhor que alguém por ser médium, pois ser médium não é um privilegio mais sim uma missão um Dom ao qual temos que saber executar.
Esteja preparado para aceitar as dificuldades que viram com determinado dom.
Seja forte para lutar, sábio para entender, cauteloso para não errar e ao mesmo tempo humilde apara admitir o seu erro, seja paciente e inteligente para ensinar e aprender com seu próximo, persistente para seguir em frente quando tudo parecer terminado, e acima de tudo seja sincero e verdadeiro com os outros e principalmente com sigo mesmo, pois um médium que engana a si mesmo não esta preparado para os planos que Deus traçou para sua vida.

Mediunidade
A mediunidade é a capacidade que todos nós temos, em maior ou menor grau e tipos diferentes, de servirmos de veículo de comunicação entre o plano físico e o plano espiritual.

A mediunidade é a principal ferramenta utilizada na umbanda em seus trabalhos, pois através desta, os médiuns (pessoas que fazem uso direto da mediunidade) exercem poder de cura, aconselhamento e de realização espiritual para aqueles que buscam auxílio.

Através dela, ocorre o contato com os mestres espirituais; e também através dela, sanamos as nossas deficiências, nos evoluindo pela prática da caridade que ela nos oferece, no intuito de diminuir as nossas dívidas para com a humanidade. Um dom. Uma missão.

A mediunidade pode ficar latente durante toda a vida e não causar maiores problemas, ou pode "explodir", causando transtornos na saúde, na vida sentimental e na vida profissional, dependendo da sensibilidade do médium, o que varia de pessoa para pessoa.

Devemos esclarecer, entretanto, que não é a mediunidade que causa esses transtornos e sim o comportamento irregular que a pessoa passa a ter, uma vez que fica sem autocontrole, instável emocionalmente, e captando vibrações nem sempre boas, das pessoas com quem convive e dos ambientes que freqüenta.

Tudo isso contribui para que a pessoa se indisponha com seus entes mais queridos, se indisponha no seu ambiente de trabalho e, muitas vezes, perca a sua boa saúde anterior, já que normalmente assumirá um estado mental negativo.

A mediunidade é um dom que precisamos aprender a controlar e que precisa ser disciplinada. E para controlarmos esse processo, fazemos  uso do "Desenvolvimento Mediúnico".

Cuidado aos médiuns
O grande problema do médium, além da vaidade, é o deslumbre pelas coisas fáceis que nada mais são que falsas promessas de falsos chefes de terreiro.
Verdadeiros charlatães a serviço da espiritualidade inferior que prometem mundos e fundos e, o que é pior, elogia e enaltece a sua mediunidade e as entidades de trabalho, dizendo-as lindas e iluminadas, verdadeiras potestades a serviço deles próprios, estimulando assim a vaidade do médium invigilante.
Após se perder nesse caminho tortuoso, o retorno as hostes celestiais é doloroso, difícil e demorado.
Falo com o saber de quem já se deslumbrou por falsas promessas, porque infelizmente não tive quem me orientasse. Vocês têm! Façam bom uso disso e não se esqueçam que para evoluir é fundamental ter os pés no chão, a mente aberta a sugestões da Luz e o coração totalmente entregue ao serviço da caridade

Para o médium refletir
Tenho muita dó de quem pensa que a Umbanda é um mar de rosas e que todos nossos problemas serão resolvidos a partir do momento em que colocarmos a roupa branca.

Muito pelo contrário, a Umbanda, quando aceita de coração e incorporada à nossa vida, nos leva a ficar cara a cara com nossas deficiências e falhas, escancarando nossos sentimentos e apurando nossas verdades.

Um verdadeiro vendaval de mudanças internas nos arrasta e transforma nosso intimo preparando-o para o bom exercício religioso tornando-nos pessoas melhores e mais centradas.

Deixa-nos mais fortes e tolerantes, mais sensíveis e piedosos, mas os problemas acumulados em nossa existência somente serão resolvidos com firmeza, determinação e o uso sapiente do livre arbítrio, inerente a todos os seres humanos, nunca pelos meandros ou facilidades de nossa religião, por mais que isso seja apregoado por uma imensa turba de aproveitadores da boa fé alheia.

O mau uso dos mistérios astrais, a exigência demasiada com nossos orixás e entidades, a falta de humildade, ou pior ainda, a falsa humildade, colocarão o médium em seu devido lugar, pois o espiritismo não deve ser leva como uma brincadeira e sim com respeito e seriedade.

A Umbanda não foi criada para satisfazer desejos pecaminosos e sonhos grandiloqüentes, nem para destruir nossos inimigos com trabalhos mirabolantes à base de velas pretas.

O bom trabalhador umbandista deve, acima de tudo, manter a atitude de fé, compaixão, respeito e caridade proposta pela lei de Oxalá, nunca fazer julgamentos apressados muito menos pedir o que não poderá ser dado.

Esse conjunto de atitudes aplicado em sua vida religiosa fará com que o grande médium desabroche em plenitude e você descobrirá encantado, que esse grande médium, até então escondido, é você!


Um bom Umbandista

Responsabilidade
Cumprir com seus deveres de médium.
Não faltar às sessões de caridade e/ou desenvolvimento.
Não faltar aos trabalhos marcados por seus guias.

Honestidade
Não usar de mistificações.
Não enganar os outros com informações que desconheça.
Não mexer em coisas que não lhe dizem respeito.
Discutir suas dúvidas com seu Pai de Santo ou Pais e Mães pequenos ou ainda, alguém que possa responder por eles.
Não mentir a fim de tirar proveito pessoal.

Humildade
Admitir o seu erro.
Saber ouvir os outros.
Não ter vaidade com seus guias.
Agradar sem ser interesseiro.
Conscientizar-se que a mediunidade é uma prova e não privilégio de alguns.

Fraternidade
Ter amor pela casa, pelos irmãos de Santo e pela sua religião.
Saber ajudar a quem precisa de uma palavra, com gesto, com carinho ou até mesmo, somente ouvindo.

Caridade
Ajudar aos outros materialmente quando possível e espiritualmente sempre.


Ser ou estar Umbandista?


SER

Umbandista é não ter vergonha de dizer que é UMBANDISTA.

ESTAR
Umbandista é fugir do assunto quando perguntado.

SER
Umbandista é ir para o terreiro pensando em ajudar a melhorar um pouco o mundo e conseqüentemente receber sua parte nesta melhora.

ESTAR
Umbandista é simplesmente ir o terreiro para resolver a sua vida.

SER
Umbandista é não ter vergonha de limpar cinzeiros, varrer o chão, acender um cachimbo, enfim é não ter vergonha de servir.

ESTAR
Umbandista é fugir dos trabalhos mais humildes, achando que sua capacidade esta acima deles.

SER
Umbandista é estar presente no terreiro pronto a “receber” qualquer entidade que esteja sujeita ou que necessite vir, mesmo sendo um irmão sofredor, praticando assim a verdadeira caridade.

ESTAR
Umbandista é se preocupar com que entidade vai “receber”, torcendo para que seja uma bem famosa.

SER
Umbandista é não se preocupar com o tempo que vai precisar ficar no terreiro até que todos os que precisam sejam atendidos.

ESTAR
Umbandista é preocupar-se com a demora uma vez que tem outros compromissos.

SER
Umbandista é agradecer aos Guias e Orixás por sua vida.

ESTAR
Umbandista é barganhar com eles por favores mesquinhos.

ESTAR Umbandista é gostar da Umbanda enquanto ela servir.
Enfim, SER Umbandista é amar a Umbanda e assumi-la como sua religião, falando de suas virtudes, mas sem fechar os olhos para seus problemas.

Tendo dito tudo que aqui foi relatado
Só me resta dizer
Que Deus esteja com vocês nessa nova caminha. E que ele a sua divina benção lance sobre vocês e que as forças de Aruanda estejam com vocês para guiá-los e protegê-los.
Sejam todos abençoados e saibam seguir essa missão com responsabilidade e Fé.  


                             Caboclo Estrela Guia

O MÉDIUM


(Recebido espiritualmente por Hilderlan Rodrigues da Costa em 04/09/2010 em Piauí)

           O médium é o Office boy da espiritualidade e existem muitos.

           Uns trabalham nas empresas de luz e trazem as respectivas mensagens, outros trabalham nas empresas da escuridão e
também respectivamente as trazem travestidos de líderes espirituais com objetivos materiais negros.

           O médium consciente sabe que é médium, é mais lúcido, reconhece e admite a presença dos amigos espirituais e se
assume médium mesmo perante a crítica dos fundamentalistas "espumantes" que são capazes de morder a própria língua para
ofender e perpetrar àqueles que não comungam com as suas idéias estreitas.

           O médium é a última milha do telefone sem fio interdimensional. O que antes fez como brincadeira de criança hoje faz
como responsabilidade de adulto.

           O médium não é evoluído e nem melhor, aliás muito pelo contrário, a mediunidade na maioria das vezes é apenas
oportunidade kármica (dharma) de resgatar os erros do passado que pode se manifestar como fardo, como bênção ou como ambos
dependendo da situação e "n" variáveis consciências intervenientes.

           Cada médium tem um trabalho, uma tarefa ou obrigação consciencial que lhe foi gentilmente cedido pelo Alto face a seu arrependimento e vontade de mudar mas muitos
, "perecem" no meio do caminho e se atolam na repetição de erros do passado.
Outros tantos se estagnam e efetuam pequena fração de suas tarefas que antes tanto se entusiasmaram por fazer acreditando que
seria fácil.

           A mediunidade não é brincadeira, é tarefa séria e de alta responsabilidade que independe de hora, idade, local, doutrina,
religião, intelectualidade ou situação financeira.

           Cada médium programou para si adstrito a orientação de seus mentores e que seria melhor para si dentro do contexto
evolutivo.

           Mediunidade não é tarefa para os fracos e covardes, mas para os abnegados e persistentes. O Alto necessita de cada alma que se dispõe a retornar ao bem e
a assumir sua tarefa de mini-peça cósmica consciente frente ao Universo regido pelas leis de
Deus.
           A mediunidade é uma associação de vontade mais talento mais oportunidade mais responsabilidade mais renúncia a fim
de ajudar a muitos outros para no fim estar ajudando mais a si próprio.
           O médium vaidoso só o é porque não é lúcido e não se lembra, ou melhor, não deseja se lembrar dos erros do passado e hoje custa a admitir que sua mediunidade-trabalho
-tarefa-obrigação foi implorada por ele ao Alto no período intermissivo.
           Ser médium não é bonito e nem vantagem, mas é obrigação por opção voluntária endossada pelo Alto ao fim de auto-burilar a conduta íntima quitar karma, no atacado,
superar um novo degrau nesta íngreme escalada evolutiva da vida.

           Deus não joga dados e a vida não é brincadeira, muito menos o trabalho e a mediunidade. O amor é um direito de todas
as criaturas e nos parece que não temos outra opção senão ter coragem de enfrentá-lo.
           Dá trabalho? Sim!
           Mas ser feliz é um trabalho que compensa.
           Não existe fuga para você, tu sejas médium ou não.
           O médium pulou de pára-quedas no meio guerra, admitiu a auto-luta em princípio a pôs a cara a tapa na reencarnação a
que se propôs e no meio do caminho não há como desistir. É como uma represa que ruiu, nada segura a força da água e nada segura o fluxo de energias consciências
na vida dos seres.
           Aos médiuns nós sugerimos, abandonem as brincadeiras irresponsáveis e assumam seus serviços, nós precisamos de vocês.
Percam a vergonha de assumir sua mediunidade tanto na frente dos ignorantes tridimensionais, como aos invejosos espiritualistas ou aos parapsiquistas
multidimensionais e confiem em si.
           Auto-estima para o médium é fundamental, mas sem vaidade. Não respondam as críticas maldosas, elas merecem ser desprezadas, a melhor resposta é o resultado
de seu trabalho que só irá obter trabalhando.

           Mãos à obra, a espiritualidade não dorme!

Compartilhe

WhatsApp Windows Gadget Pocket Flipboard Blogger Facebook Twitter Google+ LinkedIn Pinterest Addthis