quarta-feira, 3 de junho de 2026

“Orelha não passa cabeça” dentro do axé é fundamento, respeito e ancestralidade.


Na nossa religião, aprendemos que ninguém chega antes de quem abriu os caminhos. Pais e mães de santo, mais velhos e ancestrais carregam a sabedoria, o peso e a força do terreiro.

A orelha pode estar junto da cabeça, mas nunca passa na frente dela. Assim também é dentro do ilê: antes de querer falar, é preciso aprender a ouvir. Antes de querer ocupar lugares altos, é preciso honrar quem sustentou o axé antes de nós.

Pais de santo, mães de santo, madrinhas e padrinhos não ocupam lugares por vaidade. Cada um carrega responsabilidades, renúncias, ensinamentos e cicatrizes que muitos não veem. São eles que acolhem, corrigem, ensinam e sustentam o axé de pé, mesmo nas batalhas silenciosas.

Respeitar quem veio antes não é diminuir a si mesmo, é reconhecer que existe uma caminhada construída com suor, fé e ancestralidade. Quem não aprende a honrar a raiz, não consegue sustentar os próprios frutos.

Hierarquia não é prisão, é equilíbrio.

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