REVISTA CARAS EM 2011

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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

EXU e caminho !!!!!






Ouve-se muito falar das peculiaridades, aparências e linguagens dos exus. 
Porém, pouco se diz sobre a vibração energética exu separada de entidades espirituais que atuam enfeixados nela.

Objetivamente, todo o movimento no cosmo em suas diversas dimensões vibratórias é exu. 
Se não fosse exu o universo seria estático e não haveria evolução. Desde o nascimento de uma estrela, um orbe, o balanço das ondas do mar e das folhas em uma árvore tem incidência de exu.

Exu não é a energia primordial que forma tudo, mas a faz se movimentar.
Se assim não fosse, não teríamos os descensos vibratórios de espíritos para encarnarem, assim como também ao desencarnarem não conseguiríamos voltar para a dimensão astral, ficando “presos” na crosta.

A própria coesão molecular planetária é originada do movimento de aglutinação que a vibração de exu propicia. Por isto se diz na umbanda que não existe orixá sem exu.
Quando manipulamos qualquer elemento, como flores ou ervas para os orixás, na verdade quem transporta o fluído liberado é a vibração de exu.
Se exu tudo equilibra, abre e fecha, faz descer e subir, seja na horizontal ou na vertical, quais são as tarefas e peculiaridades das entidades que labutam nesta vibratória?

Primordialmente, podemos dizer que são guardiões do carma, do Eu Crístico de cada individualidade.
Atuam muito próximo ao Criador pela aplicação da lei universal de causa e efeito.
Assim, pertos d’Ele não são dualistas e se expressam em similitude ao Uno e não se prendem a julgamentos de certo ou errado, bem ou mal, milagre ou pecado, como nos impuseram no inconsciente por milênios de culpa as religiões judaico-cristãs.

O que aparentemente pode ser um mal em nossa limitada avaliação, para uma entidade exu é o necessário para o re-encaminhamento de um filho à equidade de suas ações. Imaginemos que uma determinada pessoa não admite que seu esposo seja médium umbandista.
Afora colocar seu nome em uma corrente de orações na igreja que freqüenta, arquiteta vir junto com o pastor e mais um grupo de obreiros até o terreiro fazer um “barraco” no dia da sessão em que seu esposo se encontra presente.

Ao sair de casa para ir de encontro aos demais, o exu guardião do médium em questão, autorizado pelo guia chefe do terreiro no astral, dá um “toque” em seus ouvidos fazendo-a ter uma crise de labirintite, o que a impede de concretizar suas intenções.
Numa outra tentativa, novamente advém a crise de labirintite e o impedimento da esposa intrometida na opção religiosa do esposo. Alguns dirão: “nossa, isto é uma maldade”.

Para exu, nada mais é do que aplicação da lei, dado que a nossa irmã não está respeitando o livre arbítrio do companheiro e individualmente premedita um escândalo perante uma coletividade. Perde assim todo o direito de ação e tem a lei universal de causa e efeito contra si, potencializada pelo interesse coletivo diante do egoísmo individual.

Exu não tem pena e não se liga emocionalmente.
Ele simplesmente cumpre a aplicação da lei que imputa a todos que somos nós os responsáveis pelos nossos atos, doa a quem doer. Numa escala maior, exu se apresentará afim em sua forma no meio que atuará. Se no meio feio e de baixa vibração, será denso e horripilante para impor respeito.

Nos páramos celestiais, se iguala em beleza aos arcanjos como vemos nas imagens católicas.
A cada um de acordo com a sua afinidade e a do meio que o cerca. Obviamente, se não houver merecimento para a atuação de exu, nada adianta pedir em contrário.
Há que se comentar que os pedidos e oferendas para exu fazer o mal ao outro, arrumar namoradas, conseguir empregos, derrubar desafetos, trazer amor de volta, e tantas outras artimanhas desrespeitosas para com o livre arbítrio e merecimento do próximo, nada tem haver com os verdadeiros exus da umbanda.

Pode até ter na fachada do terreiro o nome umbanda, mas aí o engambelo, o engodo e a mistificação se fazem presentes, pois o falso exu tripudia encima do verdadeiro se ancorando no imediatismo das pessoas que o invocam.
Enquanto persistir este escambo do toma lá da cá, teremos falsos exus, assim como temos falsos caboclos, pretos velhos, ciganos,…, tal qual existem engenheiros corruptos, médicos que fazem aborto, advogados que aceitam propinas; em igualdade com os falsos encantadores de serpentes ao longo da história.

E!
Exu!
Pisa no toco de um galho só… Pisa no toco, pisa no galho, galho balança, Exu não cai.
Ô Ganga!




O “erro” é dos Homens e não da Umbanda



Sem nenhuma conotação de superioridade me sinto uma pessoa muito privilegiada. Vivencio com centenas e centenas de pessoas, espíritos e situações diariamente, fato que me proporciona um intenso aprendizado, que exige muita disciplina e muita capacidade de discernir.

Algumas vezes consigo lidar bem com as situações, outras, ainda me perco dentro de tantos deveres, obrigações, saberes e conduta.

No entanto, procuro refletir sobre o porque de não conseguir ‘lidar com tal situação’ e na maioria das vezes chego a mesma conclusão: o erro está no “olhar”.

No Olhar para com o outro, com o intangível, com o Além e com as possibilidades.

Percebo que muitas vezes o Limite do Olhar nos enraíza em determinadas situações deixando-nos às avessas e cheios de indagações e inquietações.

Outro dia ouvi uma Entidade Espiritual dizer que, metaforicamente, algumas vezes parecemos “cães pulguentos, sarnentos e perebentos” de tanto que nos maltratamos e nos cutucamos compulsivamente, de tanto que as pessoas se afastam de nós, de tanto que contagiamos mal as outras pessoas.

Uma metáfora provocante, não é mesmo?

Pois bem, também ouço afirmativas do tipo: “a Umbanda não resolveu (ou não resolve) meu problema”, “o Guia não ajudou em nada”, “o Guia prometeu, afirmou e não aconteceu, o Guia errou!”, “faço tudo que me pedem e nada melhora”, “o que os Guias falam nunca acontece” e assim por diante. Mas será que as pessoas que fazem tais afirmativas não estão sendo como “cães pulguentos, sarnentos e perebentos”? Será que sabem quem são? Que enxergam suas próprias condutas? Que entendem o que é a Umbanda? Uma Entidade Espiritual? E quais suas funções, obrigações e missões? Ou apenas ficam a espera do outro numa posição em que se misturam vitimismo, agressividade, falta de reconhecimento e pouco Olhar.

Sim, são muitas as situações. Mas percebo que as pessoas não compreendem a complexidade que é o trabalho de uma Entidade Espiritual, a responsabilidade que os envolvem e as inúmeras consequências que acarreta um “simples” ato, seja no plano astral ou material. Não percebem as inesperadas reações que as Entidades sofrem depois de uma ação adversa da própria pessoa que está sendo auxiliada.

Não entendem que muitas vezes as Entidades têm que mudarem de plano, de estratégia ou mesmo, têm que recuarem demonstrando um verdadeiro ‘jogo de cintura’ devido às atitudes incoerentes, erradas e inoportunas do próprio necessitado que julgam o fracasso da Umbanda ou das Entidades.

Pior ainda é perceber que muitas pessoas acham que a Umbanda ou os Guias Espirituais têm obrigações perante aquela pessoa ou sofrimento, portanto devem, a todo custo, resolver o problema e ponto final.

Confundem drasticamente caridade com troca e obrigação; amor com soluções mágicas e egoísmo; fraternidade com abuso e comodismo; ou ainda a pessoa ou Entidade Espiritual bondosa com um ser tolo e ignorante que é “levado” facilmente por qualquer situação, fala, choro ou chantagem emocional.

Enfim, reflexões, olhares, mudanças e muita persistência faz da Umbanda uma religião grandiosa e realizadora.

A fé, a dedicação, o trabalho e a disciplina fazem do umbandista uma pessoa de crença e propícia às curas, sejam elas do espirito, da matéria, do coração ou da vida.

Agora… o Olhar Além, o Olhar do Bem, o Olhar para si e o Olhar das possibilidades da vida é que fazem bem, que curam a alma e que nos permitem entendermos as metáforas, simbologias, necessidades e os merecimentos da Vida.

Portanto, a questão primordial aqui é entender que, quando a “Umbanda não resolve” ou quando o “Guia não ajuda” estamos tendo uma grande oportunidade para MELHORAR NOSSO OLHAR SOBRE A VIDA.




Todo médium que vai incorporar o seu Exu, já tem um predestinado, e como é que o Exu é predestinado a um médium? Por encarnações passadas e designado pelos Orixás (Pai ou Mãe) de cabeça de cada Médio. 
O Exu pode ser bem evoluído em luz, força, sabedoria. 

A sabedoria não depende só do Exu, e sim do médium também, ou seja, não adianta o médium incorporar e trabalhar com um Exu, sendo que o médium é leigo e de pouca instrução na parte de Religião, o médium também tem que estudar, saber os Fundamentos de sua Religião, aí o médium também evolui.

Deve saber tratar os seus Exus e fazer as suas obrigações, assentamentos e é por este motivo, que devem estudar, e se aprimorar em seus conhecimentos.





Salve os fios, salve todo esse povo

Sabe fios, esses dias eu tava pensando. 
Pensando na Umbanda, em como a Umbanda é iluminada.
Tava pensando também em como a Umbanda recebe todos que chegam até ela, seja para seguir seus preceitos ou para só receberem uma ajuda imediata.
Também recebe de braços abertos os curiosos e os descrentes. Muitos vão até os guias só para ver como é ou para verem se é de verdade.
Não trazem nada de bom, nem levam nada consigo.
É só para xeretar memo.
Quando se cansam dos espaços de lazer das cidades,muitos resolvem ir até a Umbanda, prá ver como que é.
Sabe, fios, qualquer dia desses vão fazer até excursão prá terreiro, se é que já não fazem, anunciando as "atrações" da noite.

Tô até imaginando: Não perca!!!nessa noitre no terreiro, ele com sua capa preta, apresentação única e exclusiva do exu tal...
Chego até a achar graça nisso, num é memo, fio???
Mas brincadeira tem limite.

E já passou da hora de cada um que tem a Umbanda no seu coração, que é um religioso da Umbanda dizer um basta e mostrar pros curiosos que Umbanda não é circo!!!

Umbanda não é brincadeira, fio.
Se quer visitar o terreiro só por curiosidade, que seja bem vindo, mas tenha respeito!
E o respeito quem é que impõe?
São os fios da Umbanda.

São os fios que primeiro respeitam o terreiro, respeitam o espaço sagrado, respeitam os guias, respeitam a sua fé e a sua crença para depois darem o exemplo de como os curiosos devem se comportar.

A umbanda não impõe nada, não cobra nada e abre os abraços a todos.
Os fios devem entender toda a liberdade dessa religião e devem desfrutar da mesma com amor e muito respeito, ensinando prá quem não sabe que umbanda é religião, portanto deve ser tratada como tal.

Bom, meus fios, são só umas palavras simples prôs fios pensarem.
Com todo amor e respeito




SER MÉDIUM



Ser médium é ser intermediário entre a vida espiritual e a material. Cabe ao médium receber e transmitir mensagens ditadas pelo mestre, guia ou protetor. 

Toda e qualquer pessoa é potencialmente um médium, sendo diversas as modalidades, graus e faixas de evolução com que se apresenta a mediunidade de um indivíduo.

Não é finalidade deste artigo estudar uma a uma essas formas de mediunidade, mas de mostrar que, em todas elas, há requisitos, direitos e deveres a serem cumpridos por todas as pessoas, esteja ela com a mediunidade aberta ou não.

Mediunidade “aberta” se aplica naquelas pessoas em que o fenômeno da mediunidade, ou seja, a recepção de mensagens espirituais já se manifestou de alguma forma.

A responsabilidade do médium é grande, não só porque dele dependem diversos irmãos materiais, como também porque nele é depositada a confiança do Supremo Criador.

O médium deve ser humilde, resignado, perseverante, caridoso e acima de tudo, justo para com todos os que o rodeiam e o procuram.

O médium deve ter fé, esperança, compreensão e amor para distribuir a todos que, carentes de palavras de conforto, ouvem as mensagens do Astral.

Somente dotado destas virtudes pode o médium receber transmissões de verdade, paz e harmonia para retransmiti-las a seus irmãos.

O desenvolvimento da mediunidade se processa a medida que o indivíduo vai fixando estes conceitos dentro de seu íntimo e, o que é mais importante, a medida que estes conceitos vão sendo praticados realmente, do fundo do coração, é que ele vai subindo na escala de desenvolvimento mediúnico.

O tempo deste desenvolvimento está diretamente relacionado com a aceitação da Verdade Divina e a aplicação desta verdade no cotidiano do médium.

Existem certos entraves e barreiras na vida de um médium que, por vezes, em segundos apenas, pode ele perder anos de aperfeiçoamento espiritual.

Entre eles podemos citar o ódio, o rancor, o ciúme, a inveja, o fanatismo e o materialismo abusivo.

São obras dos espíritos sem luz que estão à espreita dos menos avisados e tomam posse do corpo astral do indivíduo, incutindo-lhes sensações e sentimentos mórbidos que na certa irá destruí-lo se não forem combatidos a tempo.

Neste caso o médium torna-se um possesso das forças do mal, chegando até, o que muito freqüentemente ocorre, a influir materialmente na vida do médium, fazendo com que este transmita estes sentimentos impuros a todos os que o rodeiam.

Torna-se então num antro de forças negativas e cai no abismo escuro e profundo das trevas.

Portanto tem, o médium, sempre duas portas à sua frente e depende dele abrir a porta certa.

Não é como se diz “um tiro no escuro”, todo médium ao encontrar-se numa situação semelhante deve elevar seu pensamento à Deus e com forte e vigorosa prece implorar aos seus mentores que iluminem sua mente e o impila a seguir por caminhos retos.

O médium tem proteção espiritual, basta preservar esta proteção e sempre renová-la através de pensamentos positivos de paz, amor, verdade e justiça.

O médium, para conseguir isto, não necessita ser um intelectual, nem um recluso da vida material. Basta que tenha uma vida normal, regular, mas sempre voltado para as coisas espirituais, que é a razão de sua existência, mas nunca com fanatismo, que é uma das portas do abismo.

Deve ser controlado, estável diante de situações tanto alegres como tristes, felizes como desesperadoras, sem entretanto perder o sentimento de humanidade.

Deve sempre ter em mente que Deus a tudo vê e a tudo fiscaliza.

Deve semear a harmonia de partes conflitantes, não importando de que lado esteja.

Deve perdoar a todos sem exceção, não interessando por quem ou por que foi ofendido.

Deve ter paciência com os menos esclarecidos, afastando sentimentos de ódio, inveja, ciúmes e rancor.

Não deve ter ilusões nem iludir a quem quer que seja.

Deve sim, mostrar a realidade dos fatos e aceitá-la como tal.

Deve saber distinguir o certo do errado e saber dizer esta verdade sem ferir a ninguém.

Deve seguir os mandamentos ditados pelo Mestre dos Mestres, não como uma obrigação, mas como uma coisa natural, real e verdadeira.

Para isso deve imprimir no seu íntimo a essência e as razões de tais mandamentos.

Deve principalmente:

“AMAR A DEUS SOBRE TODAS AS COISAS E AO TEU PRÓXIMO COMO A TI MESMO”




Exu:

 ele é o guardião dos caminhos, soldado dos Pretos-Velhos e Caboclos, emissário entre os homens e os Orixás, lutador contra o mau, sempre de frente, sem medo, sem mandar recado.

Exu não faz mau a ninguém, mas joga para cima de quem merece, quem realmente é mau o mau que essa pessoa fez a outra. Ele devolve, as vezes com até mais força, os trabalhos que alguns fizeram contra outros.

Por isso, algumas pessoas condieram esse Orixá malvado. Existem entidades que se dizem Eu e que fazem somente o mau em troca de presentes aos seus médiuns ou por grande e custosas obrigações, serviços.

Não se engane, Exu que é Exu, não faz mau, a não ser com quem merece e além disso, quando ajuda a uma pessoa não pede nada em troca, a não ser que a pessoa tome juízo, se comporte bem na vida, acredite em Deus e tenha fé.

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