domingo, 18 de janeiro de 2026

CONHECIMENTO OS IBEJIS E SUA ARTE...


Os Ibejis, orixás gêmeos, viviam para se divertir. Viviam tocando uns pequenos tambores mágicos.

Nessa mesma época, a Morte colocou armadilhas em todos os caminhos e começou a comer todos os humanos que caíam nas suas arapucas… Homens, mulheres, velhos ou crianças, ninguém escapava da voracidade de Ikú, a Morte, que pegava todos antes de chegar a hora de morrer de cada um.
O terror se alastrou entre os humanos e todos se juntaram para tentar dar um fim à obsessão da Morte em ceifar vidas humanas antes da hora. Eram sacerdotes, bruxos, videntes, curandeiros… E um por um a Morte vencia sem piedade. Os humanos continuavam morrendo antes do tempo.
Foi quando os Ibejis armaram um plano para deter a Morte: um deles foi pela trilha perigosa onde a Morte havia armado sua mortal armadilha. O outro irmão seguia atrás escondido, acompanhando à distância por dentro do mato.
O Ibeji que ia pela trilha ia tocando seu pequeno tambor. Tocava com tanto gosto e maestria que a Morte ficou maravilhada; não quis que ele morresse e o avisou da armadilha. A Morte se punha a dançar aquela música sem parar, enfeitiçada pelo som do tambor do menino.
Quando o irmão se cansou de tocar, o outro, que estava escondido no mato, trocou de lugar com o irmão sem que Iku nada percebesse. E assim um irmão substituía o outro e a música jamais cessava. A Morte dançava sem fazer sequer uma pausa, e ainda que estivesse muito cansada, não conseguiu mais parar de dançar.
A Morte já estava esgotada e suplicou ao menino que parasse a música por uns instantes, para que ela pudesse descansar.
Já não aguentava mais dançar quando os Ibejis lhe propõem um acordo: A música pararia, mas a Morte teria que jurar que retiraria todas as armadilhas. Como não tinha escolha, rendeu-se. Os gêmeos finalmente venceram e salvaram os homens da morte antes da hora.
E assim ficaram com a fama de muito poderosos, porque só eles puderam vencer a briga com a Morte.
PAI FOLHA

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