domingo, 18 de janeiro de 2026

Sarita é uma cigana


 Sarita é uma cigana jovem, de origem espanhola e que gosta de roupas coloridas, mas suas cores preferidas são o verde, o vermelho e o amarelo.


Ela usa muitos colares e anéis, todos eles com rubis.
Na cabeça, usa uma tiara de flores vermelhas.
Não dispensa suas castanholas nem o pandeiro com fitas coloridas penduradas.

Quando Sarita incorpora, coloca imediatamente argolas grandes e douradas, porque ela afirma que suas argolas são o equilíbrio mental das pessoas com quem com ela trabalha.
Sarita tem muitos segredos, que poucas pessoas conhecem.
Uma característica marcante das pessoas que incorporam esta cigana está relacionada com o amor.

Normalmente, são pessoas que vivem vários relacionamentos amorosos, mas que não tem muita sorte no amor.
São também pessoas muito sensíveis, do tipo “com os nervos à flor da pele”.

Quem incorpora Sarita, e quem não incorpora, mas tem esta cigana na aura, não pode esquecer-se de colocar uma oferenda para ela, pelo menos duas vezes no ano.
Era morena, de cabelos e olhos pretos. Usava os cabelos presos em uma trança que caía pelo lado esquerdo do pescoço, indo até a cintura, e que tinha as pontas enfeitadas com fitas finas coloridas.

Sua Roupa:

Sarita usava blusa vermelha, curta, com mangas bufantes. Na cintura levava uma faixa de várias cores. A saia era feita até a metade com pano estampado; o resto era de pano liso amarelo, montado em babados cujas barras eram recortadas em bicos.

Seus Adereços:

Ela usava na cabeça um lenço estampado, predominando o amarelo-ouro; em dias de festa punha em cima do lenço uma tiara de flores vermelhas.
No pescoço ela trazia muitos colares de pedras em várias cores, predominando a vermelha.
Nas orelhas usava grande argolas de ouro; no dedo indicador da mão direita, um anel de ouro com um rubi e no mesmo dedo da mão esquerda, um anel de ouro com um topázio amarelo.

Sua Magia:

Para unir um casal com filhos que se separou a cigana Sarita costumava fazer o seguinte:
Em um pote de barro com tampa ela colocava água de rio e triturava a semente do timbó-mirim (ou anileira verdadeira), produzindo uma água azulada (também se pode utilizar anilina azul para confeitos).

Nessa água ela colocava um papel com o pedido para juntar o casal, adicionava açúcar e um punhado da erva amor-agarradinho e, então, tampava o pote.
Em seguida, acendia duas velas amarelas em cima da tampa e dizia:

“Junte estas pessoas novamente, Santa Sara, pois eles têm (dizia o número de filhos) filhos que não pediram para vir ao mundo.” Ela repetia esse pedido por sete dias seguidos. Depois, enterrava o pote próximo de uma arvore frondosa e frutífera. A fruta da sua preferência era maçã vermelha, e a fase da lua era a cheia.

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