PORQUE OYÁ USA ERUEXIM....
Oyà aprendeu com Omolu os segredos da morte e, muito curiosa, foi
começaram a atacá-la! Oyà não sabia como lutar com as almas! Oxóssi,
que viu aquilo, lembrou-se de certa vez, quando estava caçando na mata
e viu um egun correndo de um cavalo, mas percebeu que ele não estava
com medo do cavalo e sim, de seu rabo! Para ajudar Oyà, correu até a
mata, caçou um cavalo, cortou seu rabo, amarrou em várias cordas,
colocou dentro do bambu de Oyà e formou a ferramenta ERUEXIM.
Entregou a Oyà, que bateu com ele pra cá e pra lá, formando uma imensa tempestade, afugentando todos os eguns! Oyá, passou a ser a Rainha
dos Eguns! Oyà agradeceu Oxóssi pelo presente e hoje os eguns fogem
quando veem Oyà, com seu Eruexim, arrebatando os maus espíritos e
chamando os ventos!
Eparrey Oyá!
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Mufuka - Instrumento das Divindades dos Ventos
Mufuka Chamado de "Eruexim" pelo povo do candomblé iorubá, o "Mufuka", no Candomblé de Angola-Congo, é o instrumento das divindades dos ventos Matamba, Bambulusema e Kaiangu, sendo indispensável nas vestimentas da última.
Muito usado pelos chefes das etnias bantas por conter "poderes mágicos", onde a sua presença tira tudo que há de ruim, inclusive as más influências e os maus espíritos. Veremos um trecho traduzido de Ana Maria de Oliveira, no livro "Angola and the expression of its material culture":
"O chefe é sagrado, por isso nada impuro pode estar em contato com o seu corpo. A peça 'Mufuka' tem exatamente a função de manter a inviolabilidade da pessoa do chefe tradicional, e tudo quanto encerra o cargo que ele exerce. É uma cauda de búfalo, animal possante, com peso simbólico ajustado aos valorez que devem caracterizar o chefe tradicional: força, bravura e valentia."
Também é utilizada a cauda de cavalo, e, como mencionado antes, quando as divindades dos ventos e doutrinadoras dos espíritos incorporam em seus filhos iniciados, agitam esse instrumento e limpam o local e as pessoas, afastando todos os espíritos sem luz e as energias negativas, contidos principalmente nos cantos das peças, onde não há circulação de pessoas e, consequentemente, de energias positivas. Simboliza o movimento do vento na mudança de lugar dos espíritos.


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