REVISTA CARAS EM 2011

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

aridan





Aridan, àrìdan ou aridam é o nome de uma arvore de origem africana, cultivada no Brasil que produz frutos com o mesmo nome, seu nome científico é tetrepleura ou tetraptera
.
Fava de aridan como é chamado pelo povo de santo é um fruto sagrado "ewe orixa" que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos ritos de odu ejé, sasanha, abô e assentamento de orixá como exu, ogum, obaluaye, oxum, xango e outros a depender do oro axé.

No sentido de proteger o terreiros e os filhos de santo contra as mazelas e feitiços, são colocadas favas de aridan em quase todos os ibas orixás e na preparação de pós, chamados de pó de pemba, efun ou atin e soprado pela iyamorô ou iyalorixa em todo compartimento do ile axé.

Segundo verger este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxarias praticadas pelas feiticeiras africanas (Ìyàmi), principalmente para livrar pessoas que estão sobre efeito malévolo dessas entidades "trabalho para enlouquecer alguém", ou mesmo na iniciação para tornar-se Ìyàmi.

A fava de àrìdan ( Aridan, Alidan, Kiaka, Angulu, Munyegenye e etc...). Há de fato uma infinidade de nomes usados para esta fava.

A Fava consiste em um envólucro que protege as sementes e em algumas espécies são usadas ainda verdes como leguminosas em outros espera-se que amadureçam e sequem para serem trituradas ou delas serem retiradas suas sementes.

Esta fava é muito conhecida no Candomblé Brasil pois faz parte indispensável do Ritual iniciático de qualquer neófito.

Seu uso é exatamente no sentido da proteção que vai efetuar ao inicado quando misturada claro a outras no preparo do pó sagrado que também irá receber em cada vertente seu nome específico como (atín).

Estes pós vistos como sagrados dentro da cultura religiosa servem para criar um fechamento do corpo mediúnico colocando o então iniciado em estado de alteração necessária para seu estado de transe mediúnico com seu Òrìsà.

A fava de àrìdan termo (Yorùbá) no sudoeste da Nigéria também conhecida no Congo como, kiaka. Na África Central, provem de uma árvore robusta e perene de cerca de 30metros de altura, tem na cor um cinza / marrom, liso / casca áspera, A flor é amarela / rosa e branco, a fruta tem cor castanho escura, quatro frutos alados e é geralmente encontrada na floresta de várzea da África tropical.

O fruto é constituído por uma polpa carnosa, com pequenas sementes marrom/escuro. A fruta possui uma fragrância, caracteristicamente picante e odor aromático, o que é atribuído à sua propriedade repelente de insetos. É usado como especiarias e aroma (exóticos aromas tropicais). Também é útil no tratamento de convulsões, hanseníase, inflamação e dores reumatoide.

Nas atividades farmacológicas são encontrados no tratamento de várias doenças cardiovascular, neuromuscular, hipotensor, anticonvulsivantes, controle de esquistossomose, anti-ulcerosa, anti-inflamatório, hipoglicemiante, antimicrobiana.

Esta planta tem sido explorada na formulação dos frutos secos em pó da planta. Assim, as ervas secas em pó foram formuladas em bases de sabão utilizando óleo de dendê, manteiga de karité e misturas das duas bases.

Os sabonetes formulados foram avaliados para propriedades organolépticas e capacidade de formação de espuma. Sabonetes com a mistura das duas bases eram de melhor qualidade do que aqueles com a base individual. Incorporação de materiais vegetais em pó influenciou tanto a propriedade de formação de espuma e a dureza dos sabões.

A qualidade nutricional dos frutos secos do àrìdan usado como tempero, foi avaliada. A casca do fruto, polpa e sementes continha quantidades variadas de nutrientes, como proteínas, lipídios e minerais, que são comparáveis e alguns foram até mesmo superiores especiarias populares, tais como pimentão, cebola, curry e gengibre. Na parte oriental da Nigéria, as frutas são usadas para preparar sopas para as mães a partir do primeiro dia da entrega para evitar a contração pós-parto. Ele é usado na preparação da sopa de pimenta em partes do sul da Nigéria. As frutas também contêm ácidos caféico e carboidratos.

A fava de àrìdan combinado com outras plantas psicoativas, como a noz-moscada, dandá, orogbo, obi, reduzidas a pó é usado para afastar maus fluidos, atrair forças benfazejas e em rituais de cura, no fechamento de corpo e na feitura de santo, por meio de cortes no peito, braço, costas, pés, testa e língua, onde é colocado o pó. Seria o atín agindo como cicatrizante.


Nos rituais de Orixá, nada se faz sem o uso dessa poderosa fava, que é utilizada desde os tempos mais remotos, por sacerdotes das diversas regiões da África.

A Aridan é muito conhecido do povo de Candomblé por ser talvez a mais sagrada de todas as favas de utilidade religiosa, mesmo Exú leva essa fava em seu assentamento, e jamais se faz matança para Orixá sem que ela esteja presente dentro do Ibá Orixá.

Sua utilidade como disse acima, serve tanto para o encantamento como para a proteção da pessoa e da casa. Nessa utilização, essa fava corta os males feitos por feiticeiros e impede até mesmo que o mal olhado atinja a pessoa, sua casa ou seu local de trabalho.

Apesar de ter tantas utilidades, ela não é posta na cabeça da pessoa, cabendo essa utilidade apenas ao obi e ao orobô. Em caso a pessoa ser perseguida por inimigos, basta que se mantenha essa fava dentro de casa ou escritório, pronunciando as palavras litúrgicas para que ela mantenha o ambiente salutar e afastar toda a energia negativa.

Sua utilização dentro do Candomblé é universal, sendo que todas as nações a utilizam e praticamente da mesma forma. Apenas ressalto que somente um sacerdote devidamente preparado pode utilizar essa ou qualquer outra fava nos rituais litúrgicos.

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