REVISTA CARAS EM 2011

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sexta-feira, 21 de agosto de 2015

Ibéjì – Táíwò e Kéhìndé




São os Orixás protetores dos gêmeos, na mitologia Yorubá são filhos de Xangô com Oyá e foram criados por Oxun. Os Yorubás acreditam que era Kéhìndé quem mandava Táíwò supervisionar o mundo, onde a hipótese de ser aquele o irmão mais velho cada gêmeo é representado por uma imagem, os Yorubás colocam oferendas diante de suas imagens para invocar a benevolência dos Ibéjì.

Os pais de gêmeos costumam fazer sacrifícios a cada oito dias em honra a Ibéjì. O animal tradicionalmente associado a Ibéjìi é o macaco kolobo polykomos ou kolobo, que é acompanhado por uma grande lenda mística entre os africanos. Eles possuem coloração preta, com detalhes brancos, pelas manhãs eles ficam acordados em silêncio na copa das árvores, como se estivessem em oração ou contemplação, dai eles serem considerados por vários povos como o mensageiro dos Deuses ou tendo a habilidade de escutar os Deuses.

Ibéjì, o único Orixá permanentemente duplo, aproxima-se de Exu pelo seu comportamento arquetípico independente. É formado por duas entidades distintas e sua função básica é indicar a contradição, os opostos que coexistem. A ele é associado a tudo o que se inicia: a nascente de um rio, o germinar das plantas, o nascimento de um ser humano ou ìyàwó.
Ibéjì gosta bolos, balas, frutas,doces, brinquedos, farofa de Ibéjì, franguinhos de leite. Tudo que se dá para Ibéjì é duplo, até mesmo para abrir um obí tem que ser dois. Na sua liturgia não se pode esquecer do Exú que os acompanham, ele sempre terá que ser o primeiro.

Mostram um temperamento infantil, brincalhão, sorridentes, irrequietas, de muita energia nervosa. São muito cativantes e carinhosos, com uma sensibilidade à flor da pele; por isso mesmo, magoam-se com facilidade, exageram as contrariedades e agressões que recebem e se deixam levar por mal-entendidos.

Existe muitos mitos sobre Ibéjì em seu culto no Brasil, mas, em algumas cidades na Nigéria seu culto é òrò àsírí, está ligado ao nascimento de um filho, com oferendas anuais e muita festa.

Ibéjì é fundamental numa Casa de candomblé Ketu/Nagô!

Ibéjì tem relação com Ègbé Arágbò e Ègbé Orún e kóreo ou Kóri, com os Àbíkús e as Ìyámìs Òsòròngá, com Òsàlá na vida e na morte.
Por tudo isso, não se iniciam pessoas para este Orixá, porém existem pessoas deste Orixá, havendo assim a interveniência de Oyá.

Ibéjì Orò mi!
.
Ádurà Ibejì

Igbà Órìsà
(Orixá eu te saúdo)

Órìsà Ibéjì
(Orixá Ibeji)

Dakùn dabó, ma jékì a rì Ikù Omodé,
(Não permita que haja a morte de crianças)

Ma jékì a rì Ikù agbà,
(Não permita que haja a morte de adultos)

Enitì ó bì, máà jékì ó sokùn,
(Quem tem para não chorar)

Máà jékì a kù Ikù airotélé,
(Não deixe acontecer a morte imprevista)

Fun mi lowó latì sé nkan gbógbó,
(Me dê dinheiro para minhas necessidades)

Iwó ti só alakisà di alasó, jowó só akisà mi di asó,
(Você que torna o pobre rico, me torne rico)

Iwó to ti essè mejé ji bé silé alakisà, jowó bé silé mi,
(Você que entrou na casa do pobre, peço entre na minha)

Órìsà Ibéjì, pelé ó,
(Orixá Ibéjì eu te saúdo)

Ejiré àra isokùn,
(Ejirê de Issokun)

Jowó só mi di oloró.
(Peço, me torne próspero).


Orìkí fún Ibéjì

B’eji B’eji’re
B’eji B’eji’la
B’eji B’ejiwo
Igbá omo ire
Axé

Orìkí para Ibeji

Dar a luz aos gêmeos traz fortuna boa
Dar a luz aos gêmeos traz abundância
Dar a luz aos gêmeos traz dinheiro
Saudar as crianças das coisas boas
Axé

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