REVISTA CARAS EM 2011

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quinta-feira, 7 de janeiro de 2016

Orixá Oyá



Na Mitologia Yoruba, o nome Oyá provém do rio de mesmo nome na Nigéria, onde seu culto é realizado, atualmente chamado de rio Níger. É uma divindade das águas como Oxum e Iemanjá, mas també é relacionada ao elemento ar, sendo uma das divindades que controla os ventos. Costuma ser reverenciada antes de Xangô, como o vento personificado que precede a tempestade que é uma das representações do Deus do Fogo. Assim como a Deusa Obá, Oyá também está relacionada ao culto dos mortos, onde recebeu de Xangô a incumbência de guiá-los a um dos nove céus de acordo com suas ações, para assumir tal cargo recebeu do feiticeiro Oxóssi uma espécie de erukê especial chamado de Eruexim com o qual estaria protegida dos Eguns. O nome Iansã trata-se de um título que Oyá recebeu de Xangô que faz referência ao entardecer, Iansã=A mãe do céu rosado ou A mãe do entardecer. Era como ele a chamava pois dizia que ela era radiante como o entardecer. Os africanos costumam saudá-la antes das tempestades pedindo a ela que apazigue o Xangô o Deus das Tempestades pedindo a ele clemência.

Oyá Igbalé, Oya Ygbale, Iansã do Balé, são títulos pertinente a Oya Mensan Orum, “Mãe dos nove céus” ou dos nove Planetas. sua saudação é Iyá Mesan Orun e Èpa heyi!. Identificada no jogo do merindilogun pelos odu odi, ossá e owarin e representado materialmente e imaterial pelo candomblé, através do assentamento sagrado denominado Igba oya.

Oyá Igbalé é a denominação usada pelo candomblé e povo do santo por sua ligação e domínio do cemitério (“igbale” ou “balé”), depois que Omolu ofertou-lhe parte de seu poder para conduzir os ancestrais egungun. Vestindo-se de branco com o seu irukerê é encarregada de separar os vivos dos mortos e adorada por todos, venerada no ritual de (iku) Axexê.

Mensan Orun, nove céus ou nove planetas são todos espaços abstratos paralelos ao Aiye, local onde Olodumare “Deus Yoruba”, os orixás e os “espíritos” egunguns habitam. Justamente aqueles que não precisam do èmí “sopro divino” (emi).

Mensan Orun também é um dos títulos pertinente à Oya, carinhosamente chamada pelo povo do santo de Oya mensan orum, Oyamensan ou simplesmente Iyansan, pelo fato de ser a responsável de levar o espírito dos mortos ao seus respectivos oruns.

Nove tipos de Orun:

Orun Rere. Espaço reservado para aqueles que foram bons durante a vida.
Orun Alàáfià. Espaço de muita paz e tranquilidade, reservado para pessoas de gênio brando, ou índole pacífica, bondosa, pacata.
Orun Funfun. Reservado para os inocentes, sinceros, que tenha pureza de sentimento, pureza de intenções.
Orun Bàbá Eni. Reservado para os grandes sacerdotes e sacerdotisas, Babalorixás, yalorixás, Ogans, Ekedes, etc.
Orun Aféfé. Local de oportunidades e correção para os espíritos, possibilidades de reencarnação, volta ao Aiye.
Orun Ìsòlú ou Àsàlú. Local de julgamento por olodumare para decidir qual dos respectivos oruns o espírito será dirigido.
Orun Àpáàdì. Reservado para os espíritos impossíveis de ser reparados.
Orun Burúkú. Espaço ruim, ibonan “quente como pimenta”, reservado para as pessoas más.
Orun Mare. Espaço para aqueles que permanecem, tem autoridade absoluta sobre tudo o que há no céu e na terra e são incomparáveis e absolutamente perfeitos, os supremos em qualidades e feitos, reservado à Olodumare, olorun e todos os orixás e divinizados.

Qualidade de Oya igbale :

1 Oyà Gbale Funán
2 Oyà Gbale Fure
3 Oyà Gbale Guere
4 Oyà Gbale Toningbe
5 Oyà Gbale Fakarebo
6 Oyà Gbale De
7 Oyà Gbale Min
8 Oyà Gbale Lario
9 Oyà Gbale Adagangbará

Qualidades de Oya:

Oya Kala
Oya Akolasun
Oya Basun
Oya Pada
Oya Funan
Oya Sonan
Oya Jebe
Oya Tanan
Oya Nita

Oya Oníra

É uma ninfa das águas doces e seu culto aqui no Brasil é confundido com o culto de OYA, por ser uma grande guerreira, também é saudada como YNHÀSAN , pois existe uma afinidade entre as duas divindades, mas seus cultos não chegaram a fundirem-se. Seu culto na África era totalmente diferente. Tem ligação com o culto a ÉGÚN, por sua ligação e laços de amizade com OYA. Também tem laços de amizade com ÒSUN , pois foi ONIRA quem ensinou ÒSUN OPARÀ a guerrear. É uma Òrìsà muito perigosa por sua ligação e caminhos com OSOGUIÁN, ÒGÚN e OBALÚWÀIYÉ. Veste o coral e amarelo, contas iguais.

Onira é linda e gosta de roupas “extra coloridas” cores fortes, gosta de pintar a vida das suas filhas com cores fortes, Ela é energica e benevolente ao mesmo tempo. Como toda Oyá, vaidosa, não dispensa um brilho e um rimel, mesmo nas lutas mais intensas, continua sendo Ela, Oyá Onira, linda e guerreira.

Ela não é uma Oyá, mas é cultuada como uma porque não há culto de Oníra aqui no Brasil, ela é a mais jovem e a mais bonita por vir nos caminhos de Oxum e Exú, e muito feiticeira, não se enganem com ela, pois é a “Oyá” mais perigosa que há.
“Oya Onira” -, é uma qualidade de Oyá, guerreira, mas que é uma ninfa das águas doces, com ligação direta com o culto dos Eguns (almas). É a dona do “atori”, uma pequena vara usada no culto de Oxalá para chamar os mortos na intenção de fazê-los participar da cerimônia. A função do “atori” é a de, assim que ao ser tocada batida no chão, que se faça o poder de fazer reinar a paz no local ou na vida de alguém e trazer-lhe abundância. O “atori” também tem a força de mandar chover regularmente para trazer a prosperidade.

“Onira” deu a Oxaguiã o “atori” e seu poder de exercê-lo, além de ter lhe ensinado o fundamento e como usá-lo. Em anos regidos por Oxaguiã, é preciso agradar muito a essa qualidade de Oya para que ela permita que, através dela, Oxaguiã traga a paz e a abundância.

“Onira” é a mãe de criação de “Logun-Edé Apanan”. Por isso, toda oferenda para essa orixá, deverá também ser oferecido um agrado a essa qualidade do orixá Logun-Edé.

“Onira” reina no mundo dos mortos e tem ligação direta com Obaluaiê e Ogum, sendo que sua ligação maior é com “Oxum Opará”, que recebeu dessa qualidade de Oyá os ensinamentos para lutar e ser guerreira. Foi “Yansã Onira” que ensinou “Oxum Opará” a lutar.

“Oxum Opará” ser tornou então, companheira inseparável de “Onira”, comendo juntas no bambuzal ou nos rios e tendo aprendido os fundamentos dos Eguns. Sendo assim, essa qualidade de Oxum, também tem relação direta com os Eguns (almas). Quando “Onira” e “Oxum Opará” se juntam, se tornam muito perigosas pois têm em dobro a força e a sabedoria dos guerreiros.

“Oxum Opará” é a Oxum mais moça, mais jovem e guerreira, companheira de Ogum e Xangô, estando ligada diretamente com os caminhos de Oxaguiã, o jovem guerreiro.

Conta-se uma lenda (itan) que existia nas terras de Irá, uma linda moça chamada Onira (Senhora de Irá), ela sempre comandava seu povo com sabedoria. Mas, ela tinha um grande problema: adorava lutar e se sentia bem em matar seus inimigos. Onira era descontrolada quando tinha em punho sua adaga de guerra. Certo dia enlouqueceu de vez, chegou a um vilarejo e matou todos q alí encontrou. Os sábios da cidade de Irá resolveram procurar Oxalá para que ele na condição de Rei, mandasse que Onira parasse de matar.
Onira recebeu o recado q Oxalá queria vê-la e foi até Ilê Ifé (palácio de Oxalá). Chegando lá, Oxalá assustou-se, pois as roupas de Onira eram vermelhas, de tanto sangue de suas vítimas. Ela ajoelhou-se e perguntou o que o grande Rei queria. Oxalá mandou que trouxessem uma grande quantidade de Efun (seu pó branco sagrado). Pegou seu pó e jogou sobre Onira. Na mesma hora suas vestes de cor vermelha, tornaram-se rosa, por causa da mistura do pó branco com o sangue. Então, Oxalá ordenou que Onira não mataria mais ninguém, e que ela jamais vestiria vermelho em publico, e que rosa seria sua cor, e como ela era uma moça tão quente, que fosse morar nas águas junto com Oxum.
E lhe disse:
Onira minha filha, és uma moça tão bela, tão doce, por que matas?
Sinto-me bem quando tiro a vida de alguém, mais sei q isso não é certo.
Foi então q Oxalá teve uma idéia.
Já que você gosta lidar com a vida e com a morte, você terá junto com Oyá o domínio sobre os Eguns. Não tirarás mais a vida de ninguém, apenas irá conduzir os que já se foram.
Está certo Oxalá, seu desejo será realizado mas não tire de mim minha adaga.
Oxalá disse: Pode deixar, mais agora vá morar na cachoeira com Oxum.
Onira obedeceu a Oxalá, foi morar na cachoeira. Chegando lá Oxum ria e debochava dela, mais resolveu ser sua amiga. Porém, Onira muito mal humorada, não queria papo. Até que um dia Onira adormeceu sobre uma pedra, olhando Oxum banhar-se e as águas da cachoeira subiram e Onira estava morrendo afogada, Oxum vendo o que estava acontecendo, mergulhou e foi salva-la, chegando lá Onira estava quase morta e Oxum resolveu fazer um feitiço e na mesma hora Onira reviveu e transformou-se em uma espécie de lava que correu rio a fora. Onira transformou-se em um rio de fogo. Oxum pensou que Onira havia morrido, chorou por horas, sem saber o que diria a Oxalá, já q ele a incubiu de tomar conta da moça atrevida. Foi então que surgiu uma borboleta linda, de cor salmão com tons alaranjados, que voava ao redor de Oxum. Ela tentou pegar a borboleta que voou para dentro da floresta, Oxum seguiu a borboleta que parou em frente a uma árvore e tomou a forma da linda Onira. Oxum não acreditava no que via, e Onira lhe disse:
Por que choravas minha amiga, estou aqui viva, e graças a você!
Graças a mim porquê Onira? Eu não fiz nada.
Na hora que eu estava morrendo você fez um feitiço e dividiu comigo todo seu encanto, agora sou uma NINFA(mulher encantada), assim como você ,tenho poderes de transformação. Posso ser um RIO de FOGO nos meus momentos de ira, posso ser um BÚFALO quando eu quiser ficar sozinha, e me transformar na mais bela BORBOLETA quando estiver feliz. E Onira foi até Oxalá lhe contar o q havia acontecido, ele ficou feliz mais sabia que toda esta mudança jamais acalmaria Onira, e que por dentro ela ainda seria aquela guerreira incansável. Mandou então que ela fosse morar com Oyá e aprender a dominar os Eguns. Depois, Onira mudou-se e foi viver com Oxosse e como ela foi criada por caçadores, sabia caçar como ninguém. E Onira morou com quase todos os Orixás, aprendendo tudo que eles sabiam fazer.
Quando o culto aos Orixás veio para o Brasil, confundiram Onira com Oyá e por isso então ela passou a ser cultuada no Panteão das Oyás, tornando-se uma qualidade de Oyá. Mas sabemos que Onira é um orixá assim como todos os outros. Ela gosta das cores branco, dourado, rosa, salmão, assim como a determinação de Oxalá. Muitos acreditam que Onira por morar nas águas é um orixá calmo, mais este pequeno Itan nos mostra que Onira é um Orixá muito “quente”, uma moça guerreira e determinada.
Suas filhas são faladeiras, escandalosas, briguentas, metidas, arrogantes,
divertidas, mal-humoradas, tem toda a doçura de Oxum e são atrevidas como Oyá.

Oyà Biniká
Oyà Seno
Oyà Abomi
Oyà Gunán
Oyà Bagán
Oyà Kodun
Oya Maganbelle
Oyà Bagbure
Oyà Tope
Oyà Egunità
Oyà Sayò
Oyá LogunEré

Oya no Batuque é associada a sensualidade. Orixá dos ventos e das tempestades, foi esposa de Ogum, o qual deixou por amor a Xangô; dos Orixás femininos é a mais guerreira.

“Orixá Oyá como é chamada sua manifestação jovem, é o mesmo Orixá Yansã, em sua forma mais madura. É o primeiro Orixá feminino a ser cultuada na hierarquia Gêge- Ijexá. Está associada aos ventos, raios e tempestades. Muito comum entre os batuqueiros ao se perceber uma forte ventania, dizer-se que a Oyá está “abanando a saia”. Também rege a sexualidade feminina e, por conseguinte, a sedução e as paixões; é a “dona do teto” e da panela, portanto para os batuqueiros, quem tem Oyá nunca fica desabrigado, e nem passa fome. Pelo fato de dominar os Eguns, é sempre invocada quando o problema se trata de uma possível perturbação causada por estes espíritos não evoluídos. Por ser um Orixá diretamente associado a Ogum, é cultuada nos mesmos lugares e em companhia deste Orixá, sendo que aceita melhor suas oferendas, se depositadas junto a uma pitangueira, que é uma árvore consagrada a este Orixá feminino. Suas cores são a combinação do vermelho com o branco, dando ênfase ao vermelho. Seu número é sete, seu dia da semana a Quinta- feira e a Terça-feira por estar também associada a Xangô.

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