segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O Orixá da Criação e da Paz


Conta um antigo itã que, no princípio dos tempos, quando o mundo ainda era apenas silêncio e possibilidade, Olodum are confiou a Oxalá a missão de criar a Terra e os seres que nela viveriam.


Oxalá recebeu o saco da criação, o sopro da vida e a luz branca do começo. Vestido de pureza, desceu do Orum com passos calmos, levando a responsabilidade de formar o mundo com equilíbrio. Mas antes de iniciar a obra, encontrou Exu no caminho. Exu, guardião das encruzilhadas, pediu sua parte — como manda a lei do universo: nada começa sem que os caminhos sejam abertos.

Oxalá, apressado e certo de sua importância, não fez a oferenda. Seguiu adiante. No meio da jornada, a sede e o cansaço o alcançaram. Encontrou vinho de palma e bebeu — algo que não devia naquele momento sagrado. Adormeceu.

Oduduá então recebeu a missão e criou a terra firme, espalhando o pó sagrado e formando o solo e os continentes.

Quando Oxalá despertou e viu o que havia acontecido, entristeceu-se. Foi até Olodum are, que lhe deu nova tarefa: criar os seres humanos. Com barro branco, Oxalá moldou os corpos. Olodum are soprou a vida — e assim nasceu a humanidade.

Desde então, Oxalá é lembrado como pai da criação humana, senhor da paz, da paciência e da clareza. Seu branco representa não só pureza, mas consciência tranquila e justiça serena. Ele ensina que pressa e orgulho desviam o destino — mas humildade e calma restauram o caminho

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