Pular para o conteúdo principal

Oxum é dona do mel:


Nenhuma descrição de foto disponível.


O Oyin (Mel de Abelhas) e o Oyin-Tabí-Ireké (Mel feito de Açúcar de Cana) pertencem a Ayaba Osun.
Olodumare visitou Yemoja Asaba, e ela o saudou com uma grande festa, porém Ogun rei de Ire (Onire) se recusou a comparecer. Os sacrifícios a Olodumare eram encargo de Ogun e Yemoja havia feito os sacrifícios sem convocar ou comunicar a ele.
No momento em que Yemoja estava desgostosa com a desfeita de Ogun, a filha que ela teve com o Orisa Oke veio acalma-la, era a feiticeira Osun.
Osun pegou na mão de Yemoja e disse: "Mãe, eu irei trazê-lo para que coma junto conosco." Os Orisas entreolharam-se incapaz de acreditar no que ouviam, a Ayabá Osun iria entrar na floresta para forçar Ogun a vir a presença de Yemoja Asagbá? Todos duvidavam dela, não acreditavam que Osun pudesse vencer a petulância de Onirê. Osun desceu do palácio e foi em direção a Ibú Nibé, a grande Floresta.
Osun levava uma talha cheia de Oyin (mel) em suas mãos. Osun encontrou Ogun dormindo dentro do tronco oco de uma grande árvore, ela sabia que era ele por causa do cheiro de Oti (cachaça) vindo de dentro do tronco.
Ela mergulhou os dedos no mel e passou-nos lábios de Ogun o enfeitiçando para mudar a sua personalidade e o tornar mais doce e maleável, e enquanto ela passava o mel ela cantava: "Eu sou a doçura sobre a terra, aqueles que me provaram nunca hão de me esquecer..." Foi assim que Osun foi capaz de convencer Ogun para segui-la de volta para o reino, onde os outros pensavam que Osun falharia, mas para o choque de todos Osun entrou no salão de mãos dadas com Ogun, e eles dançaram diante de Yemoja para honra-la.
Osun demonstrou quão grande ela era em seus feitiços.
Os Orisas indagaram a Osun como pudera dobrar o temperamento de Ogun por meio gentilezas e ela lhes respondia que "A Água sempre acha uma passagem, nada a segura ou é mais forte que ela". Ayaba Osun trouxe grande felicidade para todos os Orisas e a festa começou.
O Mel de Osun é rezado e utilizado no culto de muitos Orisa.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...