REVISTA CARAS EM 2011

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domingo, 24 de março de 2013

Oòsà Ojà & Aje Sàlugá



naira-currency-nigeria_~k2755921A palavra Ajè pode ser traduzida como Progresso para você, Sucesso para você e Que aquilo que você espera de seu trabalho se concretize.
Ajè Ògúgúlùsò significa:
Ajè Senhora da morada da sorte e das realizações do homem, Senhora do paraíso da riqueza.
Ajè é um òrìsà paciente, próspero, fértil, longevo, sábio, harmonioso, generoso, tolerante, justo e protetor da riqueza do homem (em todos os sentidos), atraindo dinheiro a quem a cultua.
Protetora do progresso defende as pessoas da inveja e de forças invisíveis que impeçam seu desenvolvimento econômico. Favorece o uso sábio do dinheiro e protege as pessoas de receberem “mau dinheiro”, advindo de pagamentos realizados de má vontade ou com raiva.
No Odù Ifá (Odi méjì) ele está nos dizendo sobre Odi fazer amor com a Chefe das mulheres do mercado que é um Òrìsá chamado Oòsà Ojà, que está ligada a divindade Ajè Sàlugá (omo Olókun Sèníadé), esta divindade é um Òrìsá funfun, fala sobre dinheiro e riqueza, o ìgbà deste Òrìsá – Oòsà Ojà – geralmente está localizado no centro do mercado coberto com pano branco, o chefe ou líder de cada mercado é uma mulher cujo titulo é Ìyá lojá ou Ìyá lajé, todos os mercados são geralmente governados por Aje Sàlugá como a divindade que rege o mercado.
Òrìsá Oya detém uma posição importante no grande mercado é muito popular em Òyó até os dias de hoje com base na posição que ocupou no antigo e histórico mercado de Òyó em Koso.
Temos vários versos de Ifá, que dão referência a Oòsà Ojà e Aje Sàlugá como indicado abaixo:
Odi Méjì diz:
Depois de desfrutar e fazer amor com Oòsà ojà,
Outros também queriam fazer amor com ela,
Quando todos ficaram contentes,
Eles começaram a cantar,
Dizendo Oòsà ojà não nos deixar ir,
Doce mel não nos permita deixar o mercado,
Doce mel, (insinuando para a tentação de permanecer no mercado ou se sentindo obrigado a ficar e possivelmente gastar mais dinheiro do que o esperado).
Em algumas cidades onde o culto desta divindade é maior, todas as jovens vão ao mercado, como parte dos ritos de passagem para mulheres jovens, esta é a divindade primordial que tem os rituais realizados, ela simboliza a riqueza, a prosperidade e a fertilidade da mulher.
Ajè se sente (defecar) em minha cabeça (me abençoe com dinheiro, quando se anda na rua e um pombo defeca em você dizemos que é uma bênção de dinheiro),
Quem toca Ajè se torna ‘humano’ (fértil).
Aje dormiu na minha cabeça, quem toca Ajè (recebe bênçãos) age como uma criança (alegria de “ganhar na loteria”).
Ajè eleve-me como um rei (me dê dinheiro / filhos, me faça uma pessoa importante na vida).
J.K. Olupona
Aqui está outro exemplo de como Oòsà Ojà é mencionada em Ifá, quando se fala sobre uma pessoa que está tentando receber uma bênção e foi a tantas divindades pedir apoio e fez muitas ofertas sem resultado e as oferta não foram aceitas.
Ele disse que não sabia que o pai deles é o Egungun da própria casa.
Ele disse que conhecia a mãe que é a deusa do mercado (Oòsà Ojà).
Orí disse que não sabia que ela era a cabeça (Chefe) deles.
E que Ilé é a terra (outra divindade).
Ele não sabia que ele era chamado Olúbòbò-tiribò.
Bàbá ebo (outra divindade mencionada mais a frente).
Mais uma vez, isso nos dá o exemplo de que Ajè Sàlugá governa sobre a maior parte das coisas que gostamos na vida, a saber, as coisas que ela representa (o dinheiro, os filhos e a fertilidade na mulher).
O rei que reside no interior do profundo e majestoso esplendor é o nome de Olókun Sèníadé (portador da coroa mais antiga).
O rei de todo o prazer é o nome de Ajè Sàlugá.
Òsé Gobi, Gobi Ìwòrì adivinhava para Ajè Sàlugá.
O primeiro nasceu de Elépo (pai).
Este último exemplo de Ajè Sàlugá mostra a sua conexão com o mercado ao ar livre, conhecido como um local de encontro e com muito movimento e fluidez, até hoje o mercado é um indicador chave para a economia local.
Esse versículo mostra como essa troca de bens por dinheiro (que às vezes nem sempre é rentável) no final acaba colhendo benefícios.
Odù Ifá Eji Ogbè diz:
A Terra é negra e sempre será negra.
O solo é escuro e sempre escuro.
Torrentes são sempre muito tempestuosas.
Estes foram os nomes do Áwo que adivinhavam para Ajè Sàlugá (a riqueza)
Que é incerto como o oceano.
Os mesmos adivinhos lançaram Ifá para Obìnrín (natureza feminina)
Que é inconstante como o mar.
O mesmo foi declarado para omo (descendência).
Firmes no apoio como pedras no leito do rio.
Eles disseram:
Riqueza pode ir e vir
O mesmo acontecerá com as mulheres.
Mas filhos continuam a linhagem para a continuidade da terra (Olóye Agbolá)
Por Áwo Faloju
Uma de suas lendas a tem como filha de Aládi, uma das esposas de Olókun (em território nigeriano Olókun tem dupla sexualidade, uma vez, reconhecido como energia masculina e outra energia feminina, isto depende da região).
Ajè Sàlugá ou Anabi como é conhecida pelos próprios muçulmanos nigerianos (que consultam Ifá e fazem ebo de prosperidade no inicio do ano novo yorùbá), é uma divindade muito cultuada entre o povo yorùbá, pois se trata de um òrìsá que quando é tratada costuma trazer riquezas e prosperidade aquele que a trata. Ajè é um òrìsá feminino, considerada irmã mais nova de Yemoja, teve seu culto iniciado quando um dos itan de Ifá foi revelado.
Neste itan conta que Ifá se encontrava em uma situação financeira muito ruim, a fome e a necessidade lhe acompanhavam.
Havia uma menina muito feia que diziam ter saído a pouco das profundezas do mar, ninguém gostava dela, ninguém pretendia aceitá-la dentro de casa por não aceitar sua feiura, deste modo ela andava vagando pelos caminhos, ruas e estradas à procura de um descanso.
Um dia Ifá abriu sua porta e se deparou com aquela menina feia e ela pediu estadia, sem pensar duas vezes Ifá como sempre muito generoso, a aceita dentro de sua casa e deu a ela o pouco do que tinha para comer e um lugar para descansar.
Durante a noite Ifá foi surpreendido por aquela menina dizendo que estava querendo vomitar. Ifá preocupado com aquilo providenciou uma tigela e estendeu a frente da menina, mas ela se recusou, então ele a apresentou uma cabaça e obteve recusa, da mesma forma aconteceu quando ele o ofereceu um jarro, o maior que ele possuía em sua casa, mesmo assim ela se recusou a vomitar ali e disse à Ifá: Em minha casa estou acostumada a vomitar em um quarto.
Ifá levou-a para o único quarto que aquela casa possuía e chegando lá mais uma vez se surpreendeu quando viu aquela menina vomitando inúmeras pedras preciosas, azuis, amarelas, branca, de todos os tipos, incansavelmente. Pelo caminho, um homem viu o apuro que Ifá estava passando com aquela menina e perguntou se ele podia entrar para prestar ajuda, quando entrou no quarto onde estavam se encantou com tamanha riqueza que aquela menina deixava pelo chão de Ifá e exclamou:
“Há! Nós não conhecíamos os poderes desta menina, por isso a repudiávamos, e hoje eles estão revelados!”
Este homem disposto a servi-la, colocou-lhe o nome de Ajè Sàlugá. Depois disso todos ficaram sabendo dos presentes que Ajè havia dado a Ifá e todos queriam recebê-la em suas casas.
Ajè tem seu igbá arrumado de forma individual, não podendo ter finalidade de Ojugbó, é pessoal e intransferível.
Conchas, caracóis e outros apetrechos são os instrumentos sacralizados que fazem parte de seu igbá.
Oríkì Ajè.

Aki beru loruko ti a npe Ifá
Akiberu loruko ti a npe Odù
Olómo sawe loruko ti a npe Ajè
Ajè ko yawa je ni ile mi o.
Não tenha medo, é o nome de Ifá.
Não tenha medo, é o nome de Odù.
A mãe de Sawe é chamada Ajè (riqueza)
Ajé venha e coma na minha casa.
Ajè venha e esteja comigo em minha vida.
Àse.

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