REVISTA CARAS EM 2011

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sexta-feira, 31 de julho de 2015

Poema: Passos e Lágrimas no Candomblé

 

Passos e Lágrimas no Candomblé

Entrei por amor
E no Candomblé encontrei as respostas para dor
Nunca pedi
Apenas agradeci
Tive alegrias
Tive tristezas
Mas jamais desisti
Acreditei no Axé
Na força dos meu Orixás
Me contagiei pela alegria
Me decepcionei com os homens
Mas tive minhas lágrimas enxugadas pelos deuses
Abaixei a cabeça
Ouvi
E mesmo não aceitando
Concordei
Vi milagres
Vi a Vida protegendo seus filhos
Vi a Morte dançando entre os vivos
E como se tudo não fosse o bastante
Me encontrei com o Passado
Não aceitei meias verdades
Mas aprendi a compreender
Pois o outro também faz parte de mim
E somos estrelas,
Nascendo e morrendo, todos os dias
A importancia é passageira
Assim como essa estrada
Sou homem
Sou filho de um Deus
Sou eterno quando estou em comunhão com a natureza
E a natureza se torna mortal quando está em mim
Amor, Paz, Luta
A Vida me tirou pedaços
E o Orixá mesmo assim
Nunca desistiu de mim
Esse é o Candomblé

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