REVISTA CARAS EM 2011

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terça-feira, 1 de dezembro de 2015

Ôrunmìlá é a incorporação da sabedoria

Òrúnmìlá é a incorporação da sabedoria (Ògbón), da paciência (suurú), do conhecimento, e da mistificação divinatória no sentido mais puro. Òrúnmìlá é a testemunho a todos os destinos (Èlèri ípìn), o senhor do dia (Olójó). Ifá é a arte da adivinhação, aquilo que está além da nossa imaginação e do sub-incosciente.

Isso mostra que Ifá e Òrúnmìlá são quase os mesmo, mas o ponto que diferencia, é que Òrúnmìlá foi um grande sacerdote e Ifá o sistema de adivinhação criado por Ele.

Òrúnmìlá é a divindade e Ifá é o sistema onde esta divindade se manifesta. Não há Ifá sem Òrúnmìlá e nem Òrúnmìlá sem Ifá. Estes dois conceitos são tão intimamente relacionados que muitas vezes referimo-nos a Òrúnmìlá como Ifá.

Òrúnmìlá é a divindade da sabedoria e do conhecimento, responsável pela transmissão das orientações das “divindades” e de nossos ancestrais, de maneira a permitir a cada um de nós a possibilidade de uma escolha acertada para uma vida feliz.

Òrúnmìlá é aquele que estava presente, ao lado de Olódùmarè, quando a Vida, o Mundo e o Homem foram criados. Òrúnmìlá tudo vê, tudo sabe e tudo conhece. Não há nada que tenha sido criado ou que virá a ser criado que Òrúnmìlá não saiba antes. Òrúnmìlá conhece a vida e conhece a morte, ele conhece a existência: o antes e o depois. Por isso ele pode ajudar.

Ijùb

Ìbà Ògéré afòkó yerí
Ìbà atí yò ọjọ
Ìbà atí wò run
Ìbà Olójó Oní
Ìbà Égun ilé
Ìbà àgbà
Ìbà Bàbálòrìsà (Ìyàlòrìsà)
Ìbà ómó òrìsà
Ìbà ómódé
Awà egbé odò Òrúnmìlá jùbá ô, ki ìbà wà se
T’ómódé ba jùbá bàbá re, àgbélé ayè n pè
Àdá se nìí hun ọmọ
Ìbà kìí hun ọmọ ènìyàn
Akóògba kìí hun Olóko
Àtípá kìí hun Òkú
Asợ fúnfún kìí hun Olórìsà
K’ayè oyé wà ô
Ka ríba tí ÿe
Ka ma r’ìjà ọmọ arayè ó
Ka’ ma r’ìjà Eléye ô
Mo jùbá ô! Mo jùbá o! Mo jùbá o!

Àse.

Eu saúdo Olódùmarè
Eu saúdo Òrúnmìlá
Eu saúdo o senhor dos mares, o dono da casa.

Eu saúdo Èsù
Saúdo os Irùnmolè, os òrìsà
Saúdo a terra e que ela não me recuse
Saúdo o dia que amanhece

Saúdo a noite que vem
Saúdo o dono do dia
E saúdo o Égun da casa, nosso ancestral
Saúdo os velhos sábios
Saúdo o Oló/Ìyàlòrìsà
Saúdo os iniciados da casa.
Saúdo as crianças
Nós, que cremos em Òrúnmìlá,

Saudamos e esperamos que Òrúnmìlá ouça nossa saudação

Pai da sorte, eu o chamo para seivar a terra
O filho que reverencia seu pai terá longa vida e por nada sofrerá
Que a nossa saudação, a nós poupe sofrimentos
Que as plantas boas não falhem ao agricultor
Que aos mortos não falte sepultura
Que a Orisa’nlá não falte o pano branco
Para que o mundo nos seja bom
Que nossos caminhos se abram
Que não vejamos a discórdia dos povos sobre a terra
Nem a obra das feiticeiras, Ìyàámí Osorongà
Nós saudamos, saudamos, saudamos
Àse o!

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