terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Yemanjá e a criação das águas

 



Dizem os antigos que Yemanjá era mãe de muitos filhos, e cada um carregava uma força diferente do mundo. Ela cuidava de todos com amor profundo, mas também com grande preocupação, pois o mundo ainda era seco e duro, e seus filhos sofriam com a falta de água.


Certo dia, entristecida ao ver a dor deles, Yemanjá chorou. Suas lágrimas não eram comuns — eram águas sagradas, carregadas de vida. Elas correram pela terra, formando rios que começaram a alimentar as matas, os animais e os homens.

Mas o amor de Yemanjá era tão grande que suas lágrimas não pararam. As águas cresceram, se encontraram e se tornaram o grande mar, lugar onde tudo nasce, tudo se renova e tudo retorna para descansar.

Por isso Yemanjá ficou conhecida como a grande mãe das águas, aquela que acolhe, acalma e ensina que até a dor pode se transformar em vida nova.

O amor que cuida também transforma. Das lágrimas podem nascer caminhos novos, e toda tempestade um dia encontra o mar.

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