Pular para o conteúdo principal

Yemanjá e a criação das águas

 



Dizem os antigos que Yemanjá era mãe de muitos filhos, e cada um carregava uma força diferente do mundo. Ela cuidava de todos com amor profundo, mas também com grande preocupação, pois o mundo ainda era seco e duro, e seus filhos sofriam com a falta de água.


Certo dia, entristecida ao ver a dor deles, Yemanjá chorou. Suas lágrimas não eram comuns — eram águas sagradas, carregadas de vida. Elas correram pela terra, formando rios que começaram a alimentar as matas, os animais e os homens.

Mas o amor de Yemanjá era tão grande que suas lágrimas não pararam. As águas cresceram, se encontraram e se tornaram o grande mar, lugar onde tudo nasce, tudo se renova e tudo retorna para descansar.

Por isso Yemanjá ficou conhecida como a grande mãe das águas, aquela que acolhe, acalma e ensina que até a dor pode se transformar em vida nova.

O amor que cuida também transforma. Das lágrimas podem nascer caminhos novos, e toda tempestade um dia encontra o mar.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...