sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

Exu Marabô, meu amigo e companheiro,


Senhor forte e guerreiro, pajé, feiticeiro e mago,

sei que pelos caminhos que passo e lugares aonde vou,
tenho sempre a tua proteção.
Peço tua força para vencer esta situação:
(aqui diga com clareza o que você precisa — trabalho, proteção, abertura de caminhos,, paz, saúde…)
Peço ajuda e proteção nesta hora tão difícil da minha vida.
Preciso da tua assistência, do teu amparo e da tua misericórdia.
Exu, guie os meus passos.
Purifique o meu coração.
Limpe meus pensamentos.
Trabalhe minha emoção.
Que todo mal seja quebrado,
desmanchado, desamarrado,
diluído, desatado,
encerrado, finalizado e acabado
em teu nome.
Laroyê, Exu!
Saravá a vossa banda! Saravá!
Como fazer a oração
1️⃣ Tenha fé
Acredite na força de Exu e na sua capacidade de abrir caminhos e desfazer demandas. Fé é fundamento.
2️⃣ Faça a saudação com respeito
Comece dizendo:
“Laroyê, Exu Marabô!”
Pode bater levemente o pé no chão três vezes, se desejar (símbolo de firmeza).
3️⃣ Seja claro no pedido
Exu trabalha com objetividade. Fale com firmeza e sinceridade. Nada de enrolação — diga exatamente o que precisa.
4️⃣ Faça com postura e intenção
Evite fazer com raiva ou desejo de prejudicar alguém.
5️⃣ Agradeça
Finalize dizendo:
“Saravá a vossa banda! Gratidão pela proteção.”

CIGANA DO JARRO

Se hoje tem festa lá na praça, Lanã com seu povo cigano

Alupandê prá Cigana do Jarro, alupandê Tiriri Lanã
E ele toca seu lindo violino, para saudar a Cigana do Jarro.

Exu não tem pena de coitado!



Exu é o mensageiro, é o movimento, é quem fala a verdade na sua cara sem filtro de Instagram. Ele não tá aqui pra te dar tapinha nas costas enquanto você se afoga num mar de desculpas. Exu revela a verdade nua e crua e, se você insiste em ficar presa no mesmo erro, achando que o mundo te deve algo, ele simplesmente passa por cima. Ele quebra as correntes, mas você tem que querer caminhar.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Alguns lares adoecem em silêncio

 


 O ar se torna pesado, as conversas mais ásperas, o descanso não chega. Muitas vezes, a causa não está no físico, mas no invisível: resíduos emocionais, mágoas, pensamentos densos, marcas de doenças e conflitos que ficam gravados nas paredes.

Quando isso acontece, é sinal de que a casa pede cuidado espiritual. E para esse momento, existe uma prática simples, ancestral e poderosa: a infusão energética de purificação.
Você vai precisar:
- Um frasco de vidro ou plástico limpo, preenchido com álcool 70°;
- 1 pastilha de cânfora, consagrada pela sua força de limpeza energética;
- 7 ou 9 cravos-da-índia (sempre em número ímpar, ressoando com a vibração mística do movimento e da renovação);
- Um punhado de anil em pó ou 1 pedaço da barra de anil azul, usado há séculos para dissolver cargas densas e restaurar a paz vibratória.
Misture tudo com intenção clara, deixe repousar por algumas horas e depois utilize a preparação: borrife nos quartos, sobre lençóis, travesseiros, almofadas, cortinas, portas e janelas. Passe nos móveis, nos cantos e nos lugares esquecidos, pois cada espaço da casa guarda uma memória.
A cada gesto, mentalize a purificação. O ambiente começará a mudar diante de você: o ar se tornará leve, o silêncio mais acolhedor, e a vibração da casa se elevará como se respirasse em uníssono com a sua alma.
Essa prática não é apenas higiene: é espiritualidade em ação. É abrir uma janela invisível e permitir que a luz volte a entrar.
A verdadeira magia está nos gestos simples, quando feitos com fé. Purifique, proteja, recomece.
Seu lar é um templo, e como todo templo, merece ser cuidado com luz.
E lembre-se: se a casa carrega energia, a alma carrega muito mais. E cuidar dela é o primeiro passo para transformar tudo ao redor.

Mora na beleza do que é raro e puro,


O brilho do rio, o cristal no escuro.

Irmã de Oxumarê, no céu se faz notar,
Quando o rosa e o coral começam a brotar.
​O Horizonte: Onde a vista alcança, mas o pé não chega.
​A Vidência: O olho que enxerga o que a alma entrega.
​A Castidade: A pureza que guarda o próprio destino.
​"Ela é a transformação que ocorre no silêncio,
A beleza intocada que desafia o tempo."
​Guerreira valente de caça e de encanto,
Afasta a morte com o brilho do seu manto.
Dona das águas que correm entre as pedras,
É a rainha das almas que o mundo não quebra.
​Ri Ró Ewá

EXU ENSINA 5 COISAS PARA NÓS:


 

1. Não abra a sua boca para contar os seus projetos;


2. Não deixe a sua boca colocar você em confusão.

3. Escute apenas as palavras positivas. As críticas negativas, tape os ouvidos e não deixe fazer morada na sua cabeça.

4. Por mais que você faça tudo por alguém, nunca terá o devido reconhecimento, pois a ingratidão vem do outro e você não deve esperar nada de ninguém. Esteja ciente de que o que você for fazer, faça por amor e solidariedade. Muitos querem ajuda, mas quase ninguém vai te ajudar quando você precisar, pois só querem para eles.

5. Valorize mais a pessoa que você é. Se você não cuidar de você e esquecer que você é importante, só ficará para trás. Não é egoísmo você olhar mais para o seu umbigo, pois se não reparar, ele pode ficar sujo se você não limpá-lo.

Conselho extra:

Cuide mais do seu sagrado, da sua fé e da sua vida. Fofoca é só pra gente negativa que adora intriga. Infeliz é quem fala mal dos outros sem olhar a sua própria bunda. Quem muito fala, acaba se prejudicando a si próprio e não evolui em nada.

Jerónimo da Costa – O cigano que morreu por Portugal


 Jerónimo da Costa – O cigano que morreu por Portugal

Por:Julian Cortês

Corria o ano 1640 e Portugal acordava no fim do longo sono sob domínio espanhol. O estandarte da liberdade hasteava nos ventos do Alentejo, e no meio do clamor de um povo determinado a reconquistar a sua soberania, ergueu-se a figura de um homem inesperado: Jerónimo da Costa, um cigano sem títulos nem fortuna, mas com a alma mais firme que as muralhas de qualquer castelo.
Numa época em que ser cigano era sinônimo de exclusão e suspeita, Jerônimo não esperou para ser chamado. Não houve carta de recrutamento nem promessa de pagamento. Vendeu o pouco que tinha e se apresentou à guerra com seus próprios cavalos e suas próprias armas, disposto a lutar não por ouro nem por honra, mas por uma terra que ainda não o aceitava como seu, mas que ele sentia profundamente como pátria.
Durante três anos de fogo e fronteira, Jerónimo lutou nas linhas mais perigosas do Alentejo. Era sempre o primeiro a avançar, o último a aposentar. Sua figura tornou-se lenda entre os soldados: um cavaleiro negro que aparecia quando a batalha mais recuava, e que lutava com a força daquele que nada tinha a perder além da dignidade.
Foi na Batalha do Montijo, em 1644, que encontrou o seu fim. Dizem que ele morreu de pé, espada na mão, cobrindo a retirada dos seus companheiros. E embora tenha caído entre a lama e a pólvora, a sua história não foi enterrada com ele. O próprio rei João IV, comovido com aquele ato de entrega absoluta, quebrou os decretos da época e concedeu à sua esposa e filhos o direito de viver como súbditos naturais do reino. Um gesto quase milagroso para uma família cigana do século XVII.
Os cronistas não souberam bem como escrever seu nome. Alguns silenciaram-no. Outros mencionaram isso com desconfiança. Mas o povo não esquece quem sangra por ele. Nas terras do sul, ainda se murmura a lenda daquele cigano que não pediu nada e deu tudo. Que sem medalhas nem uniformes, foi mais soldado que muitos generais.
Jerónimo da Costa não era um homem comum. Foi um símbolo. Um testemunho vivo de que o valor não tem raça, que o amor à terra não entende sobrenome, e que a história verdadeira é escrita por aqueles que lutam com o coração.
Hoje, sempre que um cigano ergue a testa com orgulho, sempre que alguém defende a dignidade contra a injustiça, o espírito de Jerônimo galopa novamente, lembrando-nos que há nomes que não precisam de mármore para serem eternos.