domingo, 24 de maio de 2026

OSÚN,EFUN,WÁGI O SIGNIFICADO DAS TRÊS CORES








 EFUN (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebos elaborados para aos Orisa-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar, avivar. Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranquilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun.

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AROKIN OU WÁGI tinta azul que símbolo da idealização, transformação, direcionamento. Utilizado para fins financeiros, atrair dinheiro, transformar ou neutralizar energias ruins, acalmar alterar, afastar energia de Iku-Egun e espíritos perversos.

O OSÚN Pó vermelho que traz a vida ao iniciado simboliza a cor do ejé ou seja da vida do renascimento muito empregado para os yawôs só não se deve usar em filhos de oxalá quando dos mesmos recolhidos muito apreciado para ebós de riqueza e afastamento de doenças e recuperação da Vida

Guardião Tata Caveira


Antes de ser uma entidade, Tatá Caveira viveu na terra física, assim como todos nós. Acreditamos que nasceu em 670 D.C., e viveu até dezembro de 698, no Egito, ou de acordo com a própria entidade, "Na minha terra sagrada, na beira do Grande Rio".

Seu nome era Próculo, de origem Romana, dado em homenagem ao chefe da Guarda Romana naquela época.

Próculo vivia em uma aldeia, fazendo parte de uma família bastante humilde. Durante toda sua vida, batalhou para crescer e acumular riquezas, principalmente na forma de cabras, camelos e terras. Naquela época, para ter uma mulher era necessário comprá-la do pai ou responsável, e esta era a motivação que levou Próculo a batalhar tanto pelo crescimento financeiro.

Próculo viveu de fato uma grande paixão por uma moça que fora criada junto com ele desde pequeno, como uma amiga. Porém, sua cautela o fez acumular muita riqueza, pois não queria correr o risco de ver seu desejo de união recusado pelo pai da moça.

O destino pregou uma peça amarga em Próculo, pois seu irmão de sangue, sabendo da intenção que Próculo tinha com relação à moça, foi peça chave de uma traição muito grave.

Justamente quando Próculo conseguiu adquirir mais da metade da aldeia onde viviam, estando assim seguro que ninguém poderia oferecer maior quantia pela moça, foi apunhalado pelas costas pelo seu próprio irmão, que comprou-a horas antes. De fato, a moça foi comprada na noite anterior à manhã que Próculo intencionava concretizar seu pedido.

Ao saber do ocorrido, Próculo ficou extremamente magoado com seu irmão, porém o respeitou pelo fato ser sangue do seu sangue. Seu irmão, apesar de mais velho, era muito invejoso e não possuía nem metade da riqueza que Próculo havia acumulado.

A aldeia de Próculo era rica e próspera, e isto trazia muita inveja a aldeias vizinhas. Certo dia, uma aldeia próxima, muito maior em habitantes, porém com menos riquezas, por ser afastada do Rio Nilo, começou a ter sua atenção voltada para a aldeia de Próculo.
Uma guerra teve início. A aldeia de Próculo foi invadida repentinamente, e pegou todos os habitantes de surpresa. Estando em inferioridade numérica, foram todos mortos, restando somente 49 pessoas.

Estes 49 sobreviventes, revoltados, se uniram e partiram para a vingança, invadindo a aldeia inimiga, onde estavam mulheres e crianças. Muitas pessoas inocentes foram mortas neste ato de raiva e ódio. No entanto, devido à inferioridade numérica, logo todos foram cercados e capturados.

Próculo, assim como seus companheiros, foi queimado vivo. No entanto, a dor maior que Próculo sentiu "não foi a do fogo, mas a do coração", pela traição que sofreu do próprio irmão, que agora queimava ao seu lado.

Esta foi a origem dos 49 exus da linha de Caveira, constituída por todos os homens e mulheres que naquele dia desencarnaram.
Entre os exus da linha de Caveira, existem: Caveira, João Caveira, Caveirinha, Rosa Caveira, Dr. Caveira (7 Caveiras), Quebra-Osso, entre muitos outros. Por motivo de respeito, não será indicado aqui qual exu da linha de Caveira foi o irmão de Caveira enquanto vivo.

Como entidade, o Chefe-de-falange Caveira é muito incompreendido, e tem poucos cavalos. São raros os médiuns que o incorporam, pois tem fama de bravo e rabugento. No entanto, diversos médiuns incorporam exus de sua falange.

Caveira é brincalhão, ao mesmo tempo sério e austero. Quando fala algo, o faz com firmeza e nunca na dúvida. Tem temperamento inconstante, se apresentando ora alegre, ora nervoso, ora calmo, ora apressado, por isso é dado por muitos como louco.

No entanto, Caveira é extremamente leal e amigo, sendo até um pouco ciumento. Fidelidade é uma de suas características mais marcantes, por isso mesmo Caveira não perdoa traição e valoriza muito a amizade verdadeira. Considera a pior das traições a traição de um amigo.

Em muitas literaturas é criticado, e são as poucas as pessoas que têm a oportunidade de conhecer a fundo Caveira Chefe-de-falange. O cavalo demora a adquirir confiança e intimidade com este exu, pois é posto a prova o tempo todo.

No entanto, uma vez amigo de Caveira, tem-se um amigo para o resto da vida. Nesta e em outras evoluções.

EXU CAPA PRETA DA ENCRUZILHADA


 O Guardião Capa Preta da Encruzilhada ,como o próprio nome diz trabalha nas encruzilhadas. Sua forma astral é de um homem vestido com uma longa capa negra ,cartola e bengala ,assim como sua imagem.


A maioria dos exus Capa Pretas quando incorporam se apresenta em uma forma elegante ,gosta de se vestir bem. Dizem que em sua ultima encarnação foi um rico lorde. É um exu chefe de falange ,da linha negativa de Oxossi ,gosta muito de conversar com seus consulentes explicar tudo sem deixar duvidas. Sua companheira fiel é a Pomba-gira Dama das 7 Capas.

Contos:

O ônibus estava lotado, eu não conseguia vê-la, mas sabia que estava lá. Podia senti-la, captava sua angustia, sua indecisão, e acima de tudo seu medo. Ela não estava só, alem de mim, vi outros que a acompanhavam. Eram de outra faixa vibratória, pertenciam ao passado. Tentavam envolvê-la com uma energia densa e pegajosa. Sempre que faziam isso ela ficava mais nervosa e também mais decidida.

Eu os via, mas eles não me notavam. À medida que o ônibus avançava pelas ruas centrais mais e mais pessoas entravam. Todos apressados para chegar em casa. O coletivo corria em direção a periferia da cidade. Ela esta lá, meio deslocada, olhava com insistência um pedaço de papel. Ali em suas mãos o endereço que segundo ela mudaria seu destino. Ato continuo ela toca a campainha, o ônibus para, descemos...

Aqueles que a acompanham, vibram, ela esta na iminência de servir como instrumento na vingança que planejam há muito tempo. Vibram com tanto ódio que ela enfureceu-se consigo mesma. Como se deixara envolver por aquele rapaz? Tinha que resolver isso imediatamente e tratar de seguir sua vida, sem que seus pais soubessem.

Ela verifica o número anotado, esta perto. Chega a uma casa humilde, como todas as outras ali no bairro. Toca a campainha é atendida por uma senhora que executara o serviço. A mulher a analisa rapidamente, já vira muitas iguais a ela, não tem tempo para conversa fiada.Pede-lhe o dinheiro e manda que espere, pois existem duas mulheres na frente dela. Ela senta-se e aguarda. Eu tenho que agir rápido.

Vibro minha espada no ar, e os seres trevosos que a acompanham estarrecem ante minha presença. Fatalmente eles me notam,agora ou correm ou me enfrentam. Decidem sabiamente pela primeira opção, saem da casa, mas ficam do lado de fora, tentando contatar outros que podem vir ajudá-los. Aproveito para me aproximar dela. Envolvo-a com minha capa, ela se acalma, por um instante, sugestionada por mim e titubeia.

Já não tem certeza se deve continuar. Eu vibro em seu mental para que saia dali vá tomar um ar fresco lá fora. Ela me atende. Quando chega , ainda envolvida por minha capa, torna-se invisível para os que a acompanham. Tenho que me materializar. Ela assusta-se ao me ver, tenta gritar não consegue, tenta voltar para dentro da casa, mas eu a impeço. Chamo-a pelo nome, digo-lhe que não deve me temer, falo que venho em paz. Tenho uma missão: Evitar que ela faça o aborto. Não deve impedir aquele espírito de vir ao mundo.

Pouco importa se a concepção fora fruto de uma aventura. Deve deixá-lo vir. Será um menino, veio do passado para cumprir uma missão, ela não deve abortá-lo. Sei que seus pais não aprovarão a gravidez, mas me comprometo a acalmá-los e fazê-los aceitar. Ela chora, não entende como pode estar ouvindo aquilo. Falo com tanta firmeza que ela quer saber quem sou.

Digo-lhe que me chamam de Exu Capa Preta, sou um guardião, protegerei o menino que ela carrega no ventre. Estarei ao lado dele a vida toda, acompanhando-o, guiando-o e protegendo-o. Portanto ele não deve temer. Chorando ela consente, avança para a rua, toma um ônibus e retorna para casa. Protejo-a durante a gravidez, o menino nasce forte e saudável, cresce sem sobressaltos como prometi. Sempre que acho conveniente deixo-o que me veja, aos poucos vou me apresentando. Hoje ele esta feliz, acabara de completar 18 anos.

Seus amigos comemoram a data festiva. Movido pela curiosidade o rapaz resolve conhecer um terreiro de umbanda. Estou ansioso, chegou meu grande dia! Ele chega, senta na assistência. Lá dentro uma gira de Exu. Eu já me entendi com o Exu chefe da casa, somos bem vindos. Quando ele entra para tomar um passe com linda Pomba Gira eu tomo-lhe à frente e incorporo. Abraço a moça com carinho, já nos conhecemos de longa data, fumo, bebo, canto.

Daqui para frente haverei de incorporar sempre que necessário. E assim foi. Ele desenvolveu, abriu seu próprio terreiro, cumpre com amor e carinho sua missão. De minha parte não o abandono nunca. Estou sempre disposto e feliz.

Por Cássio Ribeiro

Mensagens:

A escuridão nem sempre é a falta de luz, é um caminho tortuoso, é andar sobre espinhos.

Quem foi que disse que Exú não tem coração?

Quem foi que disse que Exú não respeita a Deus?

Quem foi que disse que Exú é vingativo?

Quem foi que disse, pois é isso, todos dizem, todos falam de Exú, todos falam da Umbanda, pois atirar pedra, é mais fácil quando se é na janela do vizinho.

Pois é mais fácil odiar do que amar, é mais fácil criticar do que respeitar, é mais fácil se defender atacando.

Não sou santo, nem defensor do agressor, mas quero a justiça, a palavra correta, e a língua sem veneno.

Não me comprem, nem me deem presentes, sou um mensageiro,sou um guardião, vivo na caridade, e não na escuridão.

AS SETE LIÇÕES DE EXU


 1: Existem pessoas más, ruins e negativas em todos os lugares...


Acredite, não ache que não!

2: Se você acha que conhece todo tipo de podridão...

Você está errado, sempre terá alguém pior para te surpreender...

Atente-se!

3: Se a vida está ficando mais dificil, às vezes a culpa é dos Exus sim...

Eles estão te preparando para o que existe de melhor no seu caminho...

É preciso quebrar alguns ovos para se fazer uma boa omelete...

Tenha Fé!

4: Não guarde mágoas, purifica o coração...

Perdoe até quem não pediu perdão...

Todos vão pagar por seus atos, você não vai julga-los...

É Exu que vai cobrá-los!

5: Nem tudo que você perdeu na vida é porquê você é culpado(a)...

Às vezes são os Exus que nos guiam...

Que nos amam tanto que arrancam da nossa vida...

Aquilo que ia te fazer mal lá na frente...

Confie sempre!

6: A Umbanda é uma escola linda e difícil...

Que você morre sem se formar...

A cada ano eu aprendo e compreendo...

Que ainda tenho muito que aprender...

Mas que nossos Orixás, Mentores, Guias e Guardiões...

São nossos protetores, e Eles sabem de tudo...

É para eles que fazemos o melhor sempre!

7: Por fim e mais importante...

Gratidão sempre!

Gratidão depois de receber e Gratidão antes de receber...

CIGANA LEMIZA


 A cigana Lemiza foi filha do cigano Ramires com a cigana Zanair.


Apesar de ser uma das filhas mais jovens de 9 irmãos (sendo mais velha apenas que a cigana Talita, a caçula) ela foi muito reconhecida pelos seus diversos poderes, feitiços e magias.

Ela ficou particularmente famosa pelas magias de amor com um pó que ela mesma desenvolveu para realizar feitiços. O pó do amor era utilizado em seus rituais para fins amorosos em meio ao bailado cigano e ao redor da fogueira.

Era muito sábia também para realizar encantamentos de abrir caminhos com mares e cachoeiras, para a prosperidade material e para limpar toda a energia negativa acumulada.

Além de mestre na arte da magia cigana, ela era também uma exímia cartomante e excelente em quiromancia (leitura das mãos) – ou seja, uma cigana completa. Infelizmente, ela não foi feliz no amor.

Casou-se com um homem muito mais velho – segundo a tradição cigana de se casar com o homem prometido pela sua família – e ficou viúva muito jovem, o que a tornou uma mulher amargurada por muitos anos.

Mesmo assim, ela jamais deixou de ajudar quem a procurava para ter sucesso no amor. Entretanto, se você recorrer à cigana Lemiza, saiba que ela não é de meias palavras. Ela diz tudo o que pensa, principalmente sobre os homens.

Se ela achar que o homem que você deseja não presta, ela vai dizer em sua cara, e pode até se recusar a fazer o encantamento por saber que ele não vale a pena.

AS CINCO XÍCARAS


 Um velho cigano(Kaku),colocou cinco xícaras em minha frente.Dentro delas tinha café,porém cada uma tinha um significado.

A primeira xícara era de*AMOR*!!!
A segunda era de*PERDÃO*!!!
A terceira era de*FÉ*!!!
A quarta era de*ÓDIO*!!!
A quinta xícara era de*MALDADE*!!!

Então, ele me disse:
"Filha,essas xícaras têm o mesmo conteúdo:café.Porém cada xícara tem um significado,tem um gosto diferente".
Ele me ofereceu a primeira xícara :
"Nossa,que coisa amarga!!!"
O velho cigano, sorriu e disse:"Essa xícara era a do*AMOR*.O amor não é amargo,a amargura está em seu coração".
Ofereceu a segunda xícara :
"Essa está boa,doce,um sabor leve".
Ele disse :
"Esse conteúdo é o*PERDÃO*;ele é doce e leve quando vem do coração.
Ofereceu a terceira xícara :
"Nossa,que maravilha!Essa esta ótima!!Muito doce,um gosto ótimo".
O velho cigano, então disse :
"Essa xícara é a da*FÉ*.A fé que alimenta,que traz mensagens de amor,que faz o impossível se tornar possível.
Ofereceu a quarta xícara;tomei,fiz cara feia e disse :
"Isso está estragado,que coisa horrível!!!!!
O Velho Cigano,sorriu e disse :
"Esta é a xícara do*ÓDIO*:amarga,que só diminui e não acrescenta em nada".
Enfim ofereceu a última xícara e assim que encostei o café na boca,cuspi longe e disse :
"Essa é a pior de todas...queimou minha língua,estou com vontade de vomitar.Isso não é café,é veneno ... Quer me matar ?!?!".
Então...o Velho Cigano respirou fundo,sorriu e disse :
"Filha, essa era a xícara da*MALDADE*.O velho não precisa dizer mais nada, né ?!?!".
A maldade é o pior de todos os sentimentos:ela é o veneno que muitas das vezes tomamos e vamos nos matando aos poucos,sem perceber.
E finalizou:"Filha,que possamos aprender,com cada xícara,pois o conteúdo pode ser o mesmo,mas o sabor é diferente ..."
Olé!!!!
Valorize a sabedoria dos mais velhos!!!

CIGANOS (ROM, SINTI E OS CALON)


O termo “cigano” é uma expressão criada na Europa do Século XV para designar os povos nómadas. O desconhecimento que as pessoas têm dos ciganos faz com que sejam vistos de um modo estereotipado.
Tanto assim é que o próprio dicionário define cigano como alguém (entre outras definições) que age com o intuito de ludibriar. Seguindo a análise podemos constatar que o sentido de algumas palavras, como “ciganos”, “ciganar” ou “ciganice”, tem por base a ideia de logro.
Muitos motivos poderão estar na génese desta particularidade, no entanto, uma das realidades inquestionáveis é que todos nós, quase sem exceção, já testemunhámos situações em que a aplicação do termo assume um caráter preconceituoso e discriminatório.
Assim, o termo “cigano” é considerado pejorativo na sociedade.
Em Portugal, por preconceito, o nome cigano é muitas vezes associado a qualidades negativas. Esta razão deve-se ao seu antigo nomadismo, hoje relativo, ao grande apego que têm à liberdade e à forte tradição cultural que influencia a forma como se relacionam com as instituições da sociedade envolvente.
Hoje, a expressão “cigano” é evitada pelos ciganólogos não-ciganos, os quais preferem a expressão adotada pelos movimentos de afirmação desta etnia – a expressão ROMA.
Distinguem-se pelo menos três grandes grupos:
Os ROM que falam a lín­gua roma­ni, são divididos em vários sub-grupos, com denominações próprias, como os Kalderash, Matchuaia, Lovara, Curara etc.. São predominantes nos países balcânicos, mas a partir do Século XIX migraram para outros países europeus e para as Américas;
Os SINTI, que falam a língua sintó e são mais encontrados na Alemanha, Itália e França, onde também são chamados Manouch;
Os CALON ou KALÉ, que falam a língua caló, tido como “ciganos ibéricos”, que vivem em Portugal e em Espanha mas que no decorrer dos tempos se espalharam também por outros países da Europa e foram deportados ou migraram para a América do Sul.
Salve a cultura Cigana!
Salve Santa Sara Kali!
Optchá!