domingo, 21 de junho de 2026

O Eixo do Sagrado


 Toda Ìyálórìṣà e todo Bàbálórìṣà vão compreender o que está sendo dito.


Há uma dimensão da vida comunitária que atravessa tudo: a carência do ser humano — que deseja lugar, preferência, proximidade e que, silenciosamente ou não, espera ser escolhido.

No Ẹgbẹ́, isso adquire uma forma ainda mais delicada; onde há proximidade, há também projeção, e é nesse campo que muitas tensões se organizam.

Nenhuma Ìyálórìṣà, nenhum Bàbálórìṣà pode oferecer exclusividade.
O cuidado não é privilégio.
O vínculo não é posse.

Ainda assim, o desejo pela preferência insiste e, muitas vezes, transforma-se em mágoa, em afastamento e em situações que acabam por ultrapassar limites.

Conduzir o Ẹgbẹ́ é sustentar um equilíbrio, muitas vezes distanciado da vontade pessoal de quem lidera; um equilíbrio que se ancora na hierarquia, nos princípios herdados e, sobretudo, na direção do próprio Orixá.

A Ìyálórìṣà e o Bàbálórìṣà não se pertencem; são porta-vozes do sagrado.

Há momentos, inclusive, em que aquilo que parte da própria liderança precisa ser revisto.
Muitas vezes, quando aprofundado, não se sustenta diante da vontade do Orixá, e isso exige humildade, escuta e fidelidade ao que é maior do que a própria Ìyálórìṣà ou o próprio Bàbálórìṣà.

A presença dos Ancestrais é o que sustenta esse eixo, oferecendo direção, correção e amparo, sem o que o exercício da liderança se torna quase inviável.

O líder precisa ver o conjunto, cuidar do todo, e isso não se faz sem desgaste pessoal e, infelizmente, sem situações em que os limites são testados de forma dura, podendo atingir a saúde.

Acima de qualquer outro, há um princípio que não deve ser abandonado:

Liderar é aceitar que, no cuidado de todos, a Ìyálórìṣà ou o Bàbálórìṣà não pertence a ninguém.

É um caminho solitário, como insistia Mãe Stella: “A gente conversa com o Orixá e se desabafa com o Orixá”.

E tudo o que acontece no Axé passa, em última instância, pela responsabilidade de quem conduz, para que se realize o compromisso com o sagrado, sustentáculo da Casa.

Esse texto não é de autoria desta página, mas é perfeito.


Boa noite meus queridos amigos, irmãos de axé e seguidores.

"A DIFERENÇA ENTRE IR AO TERREIRO E IR AO TRABALHO"

Ao trabalho
1. Bem vestido
2. Vai cinco ou seis dias da semana
3. Chega cedo para não receber advertência
4. Se está com gripe, vai
5. Se está com febre, vai
6. Se está chovendo, também vai
7. Se está calor, vai
8. Se está deprimido, vai
9. Se brigou com o marido / esposa, vai
10. Se tem um compromisso, vai depois do seu horário.
11. Ouve desaforos do chefe mas mesmo assim vai.

Ào terreiro

1. Coloca qualquer roupa
2. Uma vez por semana, e olhe lá.
3. Chega atrasado
4. Se está gripado, não vai
5. Se está com febre, não vai...
6. Se está chovendo, é uma boa desculpa para não ir...
7. Se está calor, chega tarde... Nas funções semanais . Se está frio, prefere ficar em casa;
8. Se está deprimido, não vai.
9. Se brigou com seu marido / esposa, não vai
10. Se tem um compromisso, o santo pode esperar.
11. Ouve verdades do pai,da mãe de Santo ou dos irmãos , se sente ofendido e não vai mais.

Queremos tanto que as entidades e orixás derramem a chuvas de axé , mas temos recebido apenas chuviscos...
Por que será?
Pensem nisso!

OGUM E ODÉ AKUERÃN

 

Diz a lenda, que Ogum Olodé (chefe dos caçadores), tinha um irmão que mais tarde seria chamado Akuerãn, e eram inseparáveis, contudo Ogum observava que seu irmão, era frágil e muito dependente.

Ogum decidiu procurar Exú, famoso por fazer o certo virar errado, o errado virar certo, ele sabia que o senhor dos caminhos iria dar um conselho acertivo.
E assim foi, Exu disse a Ogum que deveria levar Akuerãn até a mata mais escura e deixá-lo sozinho, mas que além disso, limpasse os rastros que davam o caminho de volta e fazer falsos rastros para a subida da montanha, assim ele não voltaria tão cedo.
Ogum ficou pasmo e perguntou a Exu, porque fazer tal maldade, então que Exu disse:
- O menino só irá crescer, se tiver que enfrentar os perigos sozinho, longe de você Ogum, a montanha ensinará a ele como ser um grande caçador, acredite!
Ogum então seguiu o que Exu disse, e levou o irmão a uma caçada ao pé da montanha, e assim o deixou.
Akuerãn sem saber o que estava acontecendo, ficou perdido, com medo, e teve que colocar em prática tudo que Ogum havia lhe ensinado, a cada passo que subia a montanha o vento ficava mais gelado, e ele tinha que caçar animais que a pele fosse mais grossa, para que pudesse sobreviver.
Ao chegar no alto da montanha Exu estava esperando, e então o jovem caçador perguntou:
- Porque Ogum fez isso comigo Exu? Porque me deixou sozinho?
- Ele não te deixou sozinho, ele deixou você com tudo que ele te ensinou, você entrou na mata um menino e agora é um homem.
Akuerãn entendeu e de cima do monte viu sua tribo, e assim retornou, onde sentou ao lado de Ogum que lhe entregou o título de Olodé e Akuerãn reinou com chefe dos caçadores.
Akuerãn é cheio de mistérios, em certos momentos, aparece também como o pescador de grandes peixes, seria ele quem teria guiado Yemanjá pelas matas quando ela fugia de Olofim e por isso ela teria dado a ele uma concha que refletia a maldade dos inimigos.

A Pomba Gira Cigana


 A Pomba Gira Cigana carrega a força da liberdade, da intuição e do encanto dos caminhos abertos. Ela traz em si a energia das estradas, do vento que não se prende, da mulher que conhece seu valor e não aceita menos do que merece.


Com seus lenços coloridos, saias rodadas e olhar firme, a Cigana trabalha o amor-próprio, a prosperidade e a quebra de amarras espirituais e emocionais. Ela ensina que ser livre não é estar sozinha, mas sim não depender de ninguém para se sentir inteira.

É vaidosa, alegre e misteriosa, gosta de dança, música, perfumes e tudo que vibra vida. Mas não se engane: sua doçura vem acompanhada de força. Ela corta ilusões, afasta energias negativas e guia aqueles que buscam verdade no coração.

✨ Mensagem da Pomba Gira Cigana:
“Se valorize, se cuide e não aceite migalhas. O mundo é grande demais pra quem nasceu pra brilhar. Abra seus caminhos, confie na sua intuição e nunca negocie sua essência.”

Laroyê Pomba Gira Cigana! 🔥

Aprendam isso:


 1- Não é porque vc é médium que vai ter 20 pomba-gira...50 exus...30 Bahia nos na sua linha de trabalho...o menos é sempre mais na espiritualidade.

2- Não é porque vc é médium que tudo que vc sonha é revelação ou algo a te dizer, nosso espírito faz viagens astrais e as vezes é confuso para o nosso pobre conhecimento.
3- não é porque vc é médium que toda dor que vc sente é demanda ou carrego...Nosso corpo se cansa, temos indisposições que fazem parte do dia a dia .
4 - Não é porque vc começou a desenvolver sua mediunidade que você esta preparado para sair dando consulta para as pessoas, isso leva tempo, estudo, conhecimento!!
5- Não é porque vc é médium que vc vai sempre ganhar, na vida se ganha e se perde...Faz parte!
6- Não é porque vc é médium que terá revelações do futuro, se fosse assim todo pai de santo ganhava na Meiga.
7- não é porque vc é médium que vai sair jogando Tarô ou búzios , isso é DOM e poucos realmente tem o dom do jogo Divinatório.
A vida é feita de altos e baixos , ganhos e perdas e muito aprendizado
Axé pra quem é de Axé

🎨 OS IORUBÁS DIVIDIAM O MUNDO ENTRE PRETO, VERMELHO E BRANCO?


 


Você provavelmente já ouviu alguém afirmar que os iorubás possuíam uma espécie de “teoria das três cores”: preto, vermelho e branco.

Mas será que isso é realmente verdade?

A resposta é mais interessante do que parece.

Diversos pesquisadores observaram que essas três cores aparecem com frequência na arte, na religião, na medicina tradicional e nos símbolos culturais iorubás. Porém, isso não significa necessariamente que exista uma doutrina formal baseada nelas.

O que existe são associações simbólicas recorrentes.

⚪ Branco (Funfun)

Entre os iorubás, o branco costuma estar ligado à serenidade, ao equilíbrio, à clareza, à sabedoria e ao chamado “frescor espiritual”.

Por isso é frequentemente associado a Obatalá (Oxalá), considerado um dos grandes representantes da ordem e da harmonia.

🔴 Vermelho (Pupa)

O vermelho está associado ao poder, à energia, à autoridade, à transformação, à intensidade e à força.

Não por acaso, é uma das cores mais frequentemente relacionadas a Xangô e ao simbolismo da realeza, do fogo, do raio e do trovão.

⚫ Preto (Dúdú)

Ao contrário do que muitos imaginam, o preto não possui necessariamente um significado negativo.

Na cultura iorubá, ele costuma estar ligado ao mistério, à profundidade, à maturidade, à fertilidade e às forças ocultas da existência.

Mas atenção:

Muitas pessoas confundem os simbolismos iorubás com os simbolismos dos povos bantos.

Entre diversos povos Congo-Angola, por exemplo, o branco aparece frequentemente associado ao mundo ancestral, aos espíritos e aos antepassados.

Já entre os iorubás, o branco costuma estar mais ligado à ordem, ao equilíbrio e ao poder criador do que propriamente à ancestralidade.

Por isso, embora existam semelhanças entre as culturas africanas, não podemos assumir que todas atribuíam os mesmos significados às mesmas cores.

Talvez a grande lição seja esta:

A África nunca foi uma única cultura.

E compreender suas diferenças é tão importante quanto reconhecer suas semelhanças.

⚡ E você?

Já tinha ouvido falar sobre esses diferentes significados das cores entre os povos iorubás e bantos?

CONTROLE A SUA LÍNGUA!


 

Os Orixás estavam em festa e Oxalá mandou chamar Exu (o senhor dos caminhos) que já havia andado pelo mundo todo e provavelmente já tivera conhecido um pouco de tudo. Oxalá pediu a Exu que lhe preparasse o melhor prato já visto e que nele simbolizasse além do sabor, a força do ser humano.


Exu preparou uma língua com molho agridoce e disse a Oxalá: "A palavra do ser humano não tem fronteiras, usam para rezar, para ampliar e passar conhecimento, para dizer palavras de amor, expressar seus sentimentos, agradecer, elogiar, etc". Oxalá terminou a refeição e pediu a Exu que agora trouxesse o pior prato do mundo e agora que sintetizasse o que há de ruim nos seres humanos. Exu trouxe a mesma língua,só que agora no dendê, dizendo: "A mesma língua que fala o bem fala o mau, esta língua representa a inveja, a falsidade, a ingratidão, o ódio, a raiva, a ira, a gula,a avareza e todos os outros defeitos existentes no ser humano".

Oxalá pergunta a Exu,"como pode o mesmo pedaço de carne representar pólos tão opostos"? Exu responde "O que muda é o tempero.No primeiro o agridoce e no segundo o dendê. Ambos representam as intenções da carne, ou seja, se a intenção for doce, doce será a carne, porém se a intenção for quente,quente ela será." Conclusão: O bem e o mau habitam em nós,porém,podemos escolher com qual tempero regamos nossa língua para se comunicar com Oxalá. Muitos se dizem Umbandistas/Candomblecistas mas usam a língua doce no terreiro, mas quando saem,já a esquentam com dendê. Umbanda ou Candomblé não se resume a terreiro, mas se expandem para o que levamos para nossas vidas.