terça-feira, 30 de junho de 2026

Cigana Sebinca Christo- a cigana milagrosa:


 “Em Lages, no cemitério Cruz das Almas existe dois túmulos que são muito visitados, dos Irmãos Canozes e da Cigana Sebinca. Hoje falaremos da história desta Cigana que tem feito muitos milagres, pois muitas mensagens de agradecimento são colocadas e escritas até mesmo com batom na lápide dela. História: Uma família de gregos sai de seu país de origem, na iminência da II Guerra Mundial estourar na Europa, com destino ao Uruguai, na América do Sul. No novo continente, reconstrói sua vida, mudando-se, mais tarde, para o Brasil. A descrição pode até parecer o enredo de um filme de Hollywood, mas na verdade, trata-se da história da família de uma personagem bastante conhecida em Lages, na Serra Catarinense. Considerada milagreira por populares, a cigana Sebinca Christo morreu em março de 1965 e está enterrada no Cemitério Municipal Cruz das Almas, em Lages. Seu túmulo, um dos mais visitados do local, recebe o ano inteiro devotos em busca de ajuda, que agradecem por graças alcançadas ou apenas para rezar pela cigana, que fugiu com a família de seu país de origem por medo de perseguição étnica.”

“Sebinca, uma cigana envolta em mistério. Há várias versões sobre sua morte: alguns dizem que foi assassinada, outros que morreu após o parto, e há quem afirme que perdeu a vida tentando salvar a filha de um estupro. Sebinca chegou ao Uruguai na década de 1930, falava grego e romani, e veio ao Brasil com sua família nômade. Morreu aos 79 anos, por problemas de saúde, e foi enterrada no Cemitério Cruz das Almas. Sua morte trágica contribuiu para a criação de uma devoção popular, que hoje reúne centenas de devotos. Um documentário intitulado ‘Sebinca Christo e as construções de uma devoção’, originado de uma tese de doutorado na UFPR, busca retratar sua trajetória e importância como figura milagrosa no sul do Brasil. Lourival Andrade, historiador e diretor de teatro e cinema, comenta sobre o sincretismo religioso e a diversidade de práticas devocionais na região de Santa Catarina.”

Salve os CABOCLOS:


  Os Caboclos de Oxóssi são espíritos de luz guardiões na Umbanda e no Candomblé. Sob a regência do Orixá Oxóssi (divindade da caça e do conhecimento), atuam em atividades de cura, desobsessão e proteção espiritual.

Eles formam uma das falanges mais numerosas e populares da espiritualidade afro-brasileira. Conheça mais sobre sua atuação e principais nomes:
Características Principais
Linha de Atuação: Conhecida como a Linha das Matas, trabalha o raciocínio, o conhecimento e a intuição (chacra frontal).
Missão: Trazem passes de limpeza energética, cortam magias negativas e orientam os consulentes.
Firma de Trabalho: Utilizam elementos da natureza, como ervas, cristais, sementes, cabaças e o som do assobio.
trazem nomes que fazem referência às suas características, missões ou locais de atuação espiritual:
Caboclo Pena Branca
Caboclo Sete Flechas
Caboclo Tupinambá
Caboclo Rompe Mato
Caboclo Pena Verde

"Exu Sete Facadas,













 "Exu Sete Facadas, aquele que carrega a força da resistência e a proteção contra todo mal. Cada facada representa uma luta vencida, uma marca de coragem e superação.

Minha missão é defender e afastar as negatividades que ameaçam quem me busca com fé e humildade.
Corto com precisão tudo o que impede o progresso e a paz dos meus protegidos.
Onde há desafio, lá estou, oferecendo proteção e força para seguir adiante.
Exú Sete Facadas é o guardião da verdade implacável, aquele que corta as amarras do que nos prende ao passado, revelando os caminhos ocultos da vida. Suas sete facadas não são símbolos de destruição, mas sim de transformação e renovação. Cada faca carrega uma força única, cada corte é um passo em direção ao novo, ao desconhecido, ao poder que vem da sabedoria ancestral.

As sete facas representam os sete caminhos de Exú, os sete aspectos da existência que devem ser enfrentados com coragem: os desafios, as provações, as superações, a liberdade, a sabedoria, a proteção e a busca incessante pela verdade. Exú Sete Facadas não só corta o que nos aprisiona, mas nos ensina a lidar com cada facada como um instrumento de crescimento, transformando a dor em força.

Ele não é o mensageiro do caos, mas da renovação radical, do poder que vem da dor enfrentada com sabedoria e garra. Invocar Exú Sete Facadas é convocar a coragem de recomeçar, de fazer o corte necessário para seguir em frente. Que suas facas nos protejam da fraqueza, cortem as amarras do medo e nos conduzam pela estrada da verdade, com garra, determinação e poder.

Laroye seu Sete Facadas

Encantados das Águas no Tambor de Mina

 No Maranhão, o Tambor de Mina soa como um rio invisível. Cada batida de tambor abre caminhos para os encantados — espíritos que não conheceram a morte comum, mas se encantaram nas águas, matas e ventos, vivendo entre o mundo visível e o mundo sagrado.


Entre eles, brilham os encantados das águas, forças ancestrais que habitam rios, mares, baías e portos misteriosos. Quando descem nos terreiros, trazem cura, coragem e lembrança das antigas rotas espirituais.

As famílias encantadas são como correntes de um mesmo oceano:

Lençol, a realeza aquática, com Dom Sebastião, Tóia Jarina e princesas de luz que reinam na Praia dos Lençóis.

Turquia, com suas princesas mouras e caboclas do mar profundo, como Mariana e Herondina.

Codó, comandada por Légua-Boji, caboclo das encruzilhadas do mar e do rio, guardião de portos invisíveis.

Bandeira, povo guerreiro e pescador, firme como mastro ao vento, com caboclos como João da Mata e Iracema.

Gama, linhagem de equilíbrio e nobreza, com Dom Miguel da Gama e Rainha Anadiê, cores vivas de honra e tradição.

Baia, caboclos livres como a maré — Xica Baiana, Mané Baiano, Zé Moreno — donos da festa e da palavra.

Surrupira, força indígena e feiticeira, quebradores de demanda, com Vó Surrupira e o Índio Velho guardando a mata encantada.

Botos, Marinheiros, Caravelas e outras linhagens, navegando no mundo invisível, trazendo cura, jurema e histórias do fundo do rio.

Cada toque de tambor é onda. Cada canto é maré. Quando os encantados das águas chegam, o corpo vira porto e a alma, navio. 🌊✨

Honrar essas famílias é reverenciar rios, mares e baías — porque as águas falam, curam e encantam.

segunda-feira, 22 de junho de 2026

*EXU CAINANA*

 

Em algumas tradições, esse Exú é bastante solicitado por casas religiosas na intenção de por fim aos conflitos e desunião entre os membros. Segundo estas, esse Exú seria especialista em problemas relacionados à "falsidade" e inveja entre as pessoas. . Traços de sua personalidade lembram uma cobra. É reservado, obscuro e fala sibilando. Gosta de cigarros e absinto. Costuma receber suas oferendas em beira de rios e matas. . .. Axé Exú Cainana











domingo, 21 de junho de 2026

O Eixo do Sagrado


 Toda Ìyálórìṣà e todo Bàbálórìṣà vão compreender o que está sendo dito.


Há uma dimensão da vida comunitária que atravessa tudo: a carência do ser humano — que deseja lugar, preferência, proximidade e que, silenciosamente ou não, espera ser escolhido.

No Ẹgbẹ́, isso adquire uma forma ainda mais delicada; onde há proximidade, há também projeção, e é nesse campo que muitas tensões se organizam.

Nenhuma Ìyálórìṣà, nenhum Bàbálórìṣà pode oferecer exclusividade.
O cuidado não é privilégio.
O vínculo não é posse.

Ainda assim, o desejo pela preferência insiste e, muitas vezes, transforma-se em mágoa, em afastamento e em situações que acabam por ultrapassar limites.

Conduzir o Ẹgbẹ́ é sustentar um equilíbrio, muitas vezes distanciado da vontade pessoal de quem lidera; um equilíbrio que se ancora na hierarquia, nos princípios herdados e, sobretudo, na direção do próprio Orixá.

A Ìyálórìṣà e o Bàbálórìṣà não se pertencem; são porta-vozes do sagrado.

Há momentos, inclusive, em que aquilo que parte da própria liderança precisa ser revisto.
Muitas vezes, quando aprofundado, não se sustenta diante da vontade do Orixá, e isso exige humildade, escuta e fidelidade ao que é maior do que a própria Ìyálórìṣà ou o próprio Bàbálórìṣà.

A presença dos Ancestrais é o que sustenta esse eixo, oferecendo direção, correção e amparo, sem o que o exercício da liderança se torna quase inviável.

O líder precisa ver o conjunto, cuidar do todo, e isso não se faz sem desgaste pessoal e, infelizmente, sem situações em que os limites são testados de forma dura, podendo atingir a saúde.

Acima de qualquer outro, há um princípio que não deve ser abandonado:

Liderar é aceitar que, no cuidado de todos, a Ìyálórìṣà ou o Bàbálórìṣà não pertence a ninguém.

É um caminho solitário, como insistia Mãe Stella: “A gente conversa com o Orixá e se desabafa com o Orixá”.

E tudo o que acontece no Axé passa, em última instância, pela responsabilidade de quem conduz, para que se realize o compromisso com o sagrado, sustentáculo da Casa.

Esse texto não é de autoria desta página, mas é perfeito.


Boa noite meus queridos amigos, irmãos de axé e seguidores.

"A DIFERENÇA ENTRE IR AO TERREIRO E IR AO TRABALHO"

Ao trabalho
1. Bem vestido
2. Vai cinco ou seis dias da semana
3. Chega cedo para não receber advertência
4. Se está com gripe, vai
5. Se está com febre, vai
6. Se está chovendo, também vai
7. Se está calor, vai
8. Se está deprimido, vai
9. Se brigou com o marido / esposa, vai
10. Se tem um compromisso, vai depois do seu horário.
11. Ouve desaforos do chefe mas mesmo assim vai.

Ào terreiro

1. Coloca qualquer roupa
2. Uma vez por semana, e olhe lá.
3. Chega atrasado
4. Se está gripado, não vai
5. Se está com febre, não vai...
6. Se está chovendo, é uma boa desculpa para não ir...
7. Se está calor, chega tarde... Nas funções semanais . Se está frio, prefere ficar em casa;
8. Se está deprimido, não vai.
9. Se brigou com seu marido / esposa, não vai
10. Se tem um compromisso, o santo pode esperar.
11. Ouve verdades do pai,da mãe de Santo ou dos irmãos , se sente ofendido e não vai mais.

Queremos tanto que as entidades e orixás derramem a chuvas de axé , mas temos recebido apenas chuviscos...
Por que será?
Pensem nisso!