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Mostrando postagens de novembro, 2013

IORÒSÚN

IORÒSÚN Imaginação, choro, dificuldade na vida, peregri- (ou IRÒSUN) nação, prevenção, cautela, futuro brilhante. Responde com 4 (quatro) búzios abertos. Corresponde ao 5 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. IRÒSÚN designa uma tintura vegetal vermelha sangue é utilizado ritualística e medicinalmente. Corresponde, na geomancia européia, à figura denominada “FORTUNA MINOR”. IRÒSÚN MEJI é um ODÚ composto pelos elementos fogo sobre terra, com predominância do primeiro, o que indica escassez, parcimônia, insuficiência de recursos para que a meta seja atingida em toda plenitude. Corresponde ao ponto cardeal “Este-Nordeste”, à carta do Tarot (a “IMPERATRIZ”) e sua valor numérico é o 4. Suas cores são o vermelho e o laranja, sendo um ODÚ masculino, representado, esotericamente, por uma espiral, ou por dos círculos concêntricos, representação de um “DO” (buraco ou cavidade). IRÒSÚN MEJI é muito forte e temido. Expressa a idéia de maldade, miséria e sangue....

OSÊ Ofensa

5 - OSÊ Ofensa, trabalho, necessidade, miséria, luta oratória, início de empresa. Responde com 5 (cinco) búzios abertos. Corresponde ao 15 na ordem de chegada do sistema IFÁ, onde é conhecido pelo mesmo nome. A palavra evoca, em Yorubá, a idéia de partir, quebrar, separar em dois, o nome é desagradável. Acredita-se que este ODÚ teria cometido incesto (“LÓ”) cm sua mãe ÒFÚN MEJI, e, por isto, foi separado dos outros signos. Corresponde na geomancia européia a figura denominada “AMISSIO”. OSÊ MEJI é composto pelos elementos ar sobre ar, o que representa uma dispersão súbita, a impotência diante de um obstáculo e o surgimento de outros obstáculos. Corresponde ao ponto cardeal Noroeste, à carta n° 16 do Tarot (a “TORRE”) e seu valor numérico é o 6. Suas cores são irisadas, matizadas, insípidas. Não tem preferência por nenhuma cor específica, mas exige que lhe seja apresentadas três cores diferentes e reunidas, não importando quais sejam elas. OSÊ é um ODÚ masculino, representado esoter...

ITANS DE EJIOGBE

1 - Da disputa entre três caminhos, Terra, Praça e Água, pelo desejo de ser o mais importante, Ajá, que serviu de intermediador lhes disse: "Lutam por simples prazer, pois nenhum dos três é mais importante que os demais. Desta forma, é necessário que se unam e vivam em paz. Se a Água não cair sobre a Terra, esta não produzirá seus frutos e a praça perderá a sua utilidade que é a d e servir como local de comercialização dos frutos da Terra. Vivam em paz, os três têm a mesma importância!" Assim, os três caminhos fizeram as pazes e, agradecida, Terra disse ao cão: "Por mais distante que vás de tua casa, jamais te perderás, pois sempre te servirei de orientação!" A Praça falou: "Quando sentires fome e nada tiveres para comer, vem a mim! Sempre reservarei para ti algum alimento, nem que seja um simples osso!" Água sentenciou: "Estarei sempre disponível para matar a tua sede e mesmo que caias em meu leito, jamais perecerás afogado, pois eu mesma te aju...

Os Mandamentos de Ifá

Para aqueles que penssam que a religião (candomblé, Umbanda, culto a Ifá, etc) não tem seus preceitos de conduta veja abaixo os Mandamentos de Ifá, que vale para todos que cultuam o Orixá. No final do artigo contém um video com babalawo nigéria recitando um Oriki de Ori (nossa cabeça)  Muitos andam pela vida sem rumo e acaba indo buscar os conselhos de Ifá (Deus da adivinha ção). Este era o caso dos ancestrais que buscaram cobrar de Ifá a promessa feita por Olodumare (Deus), que dava a eles uma vida longa. Assim Ifá advertiu: 1 - não digam o que não sabem (èsúrú pode ser tanto uma conta sagrada como um nome de uma pessoa); 2 - não façam ritos que não saibam fazer (novamente avisa não troquem a conta sagrada pelo nome); 3 - não enganem as pessoas (trocando a pena de papagaio por morcego); 4 - não conduzam as pessoas a uma vida falsa (mostrando a folha de Iroko e dizendo que é folha de oriro); 5 - não queiram ser uma coisa que vocês não são (não queiram nadar se vocês não conhec...

16 ÓDÚN MEJÍ DE IFÁ.

Zumbi.

Era uma princesa africana, filha do importante Rei do Congo. Numa guerra entre reinos africanos, foi derrotada, juntamente com seu exército de 10 mil guerreiros e transformada em escrava. Foi levada para um navio negreiro e vendida ao Brasil, vindo para o Porto de Recife. Comprada como escrava reprodutora foi levada para região de Porto Calvo, no sul de Pernambuco. Lá conheceu as histórias de res istência dos negros na escravidão, conhecendo então a trajetória de Palmares, um dos principais Quilombos negros durante o período escravocrata. Aqualtune, nos últimos meses de gravidez ,organizou uma fuga junto com outros escravos para o quilombo, onde teve sua ascendência reconhecida, recebendo, então, o governo de um dos territórios quilombolas, onde as tradições africanas eram mantidas. Aqualtune era da família de Ganga Zumba, e uma de suas filhas teria gerado Zumbi. Em uma das guerras comandadas pelos paulistas para a destruição de Palmares, a aldeia de Aqualtune, que já estava idosa...

Ewé Dan- Jibóia (Epipremnum pinnatum)

A Jibóia (Epipremnum pinnatum) é uma planta semi-herbácea e de hábito trepador (epífita), pertence à família das Aráceas, onde encontramos os antúrios, as costelas de adão e os filodendros. Suas folhas nascem pequenas, brilhantes e sem recortes, conforme a planta vai se alastrando e chega próxima a um suporte em que possa se sustentar, suas folhas crescem e t ornam-se recortadas, lembrando muitas vezes a costela-de adão (Monstera deliciosa). Quando cultivadas dentro de casa, não chegam a atingir 2 metros, porém na natureza podem ultrapassar os 20 metros de altura. Suas folhas nesse caso podem alcançar quase 1 metro de largura. De acordo com o dicionário tupi, a palavra “mbóia” ou “mboy” designa cobra, e “y” seria água, em uma pronúncia gutural difícil de ser grafada. O nome jibóia tem origem indígena e significa literalmente “cobra d’água”. Epipremnum aureum (Folha crescendo em tronco de árvore) Segundo uma lenda indígena, a Jibóia Branca guardava o segredo do conhecimento, misté...

Igí Okinkan (Oriká)- Caja mirim/Spondias lutea

Árvore de força, local de morada de Ogún e de diversos voduns, é considerada um importante àtinsá vodun, chamada pelos Jeje akikon’tin. Aos seus pés são reverenciados os voduns Gun, Fá e Azanadò (Bessén). Durante a festa do Gbòitá essa árvore costuma ser adornada com ojás brancos, recebendo diverssas homenagens. É interessante lembrar que durante o Kpólè, ritual que faz parte da festa e ocorre por vários dias, todos os voduns irão saudar as árvores sagradas Oriká (àtinsá) do barracão. Na ocasião da procissão do Gbòitá cabe a Gun carregar a oferenda do Gbòitá, seguido dos demais voduns. É uma cerimônia emocionante. Outro fato interessante com relação a cajazeira é que ela também é conhecida como Igí Eyé (Árvore do Pássaro) ou Igí Ìyeyè (Árvore da Mãe (ou das Mães)). Segunda uma lenda, essa foi uma das árvores escolhidas pelas Iyá Mí Eleyé para pousarem e descansarem. Alí elas decidiram que concederiam felicidade ou infelicidade, conforme fosse o desejo de cada um. Suas folhas têm ...

Awùrépépé (Spilanthes acmella – Jambú/treme treme)

Hoje vou falar sobre uma folha muito importante dentro do culto aos orixás, o jambú. Nas casas de Candomblé Ketú recebe os nomes de awùrépépé, éurépepe ou ainda oripépe. Pela sua importância é tida como uma planta de oro, ou seja, de fundamento. Folha ligada aos mistérios da Deusa da Fertilidade, Oxum. Às vezes é confundida com o bánjókó (Acmella  brasiliensis), erva também consagrada a Senhora dos Rios. Suas flores são consagradas a Exú, orixá da procriação, aquele que promove as uniões. O jambú costuma crescer em regiões úmidas, estando também, de certa forma, associado a Oxalá, o Senhor da Criação. Quando observamos esses três aspectos ligados a essa planta (Fertilidade/Procriação/ Criação) conseguimos entender porque ela é tão importante no processo de iniciação de um iyawo. Oxum é o grande útero que povoa o mundo. Exú é aquele que faz o possível (e o impossível) para que esse útero seja fecundado, cabendo a Oxalá permitir que possamos ser criados no mundo espiritual (oru...

Amúnimúyè (Centratherum punctatum)Balainho-de-velho, perpétua-roxa, perpétua-do-mato

Conta a lenda que “Oxóssi, o grande caçador e rei da nação Ketu, foi avisado do perigo que corria ao percorrer todos os dias os domínios de Ossain. Este orixá, dono das “folhas” costumava prender junto a si aqueles que se aventuravam em suas matas. Certo dia, deu-se o encontro e Oxóssi bebeu da poção que Ossain l he ofereceu, permanecendo junto a ele sem consciência de quem era, esquecendo sua família e seus afazeres. Havia tomado amúnimúyè, a “folha do esquecimento” ou “a que tira a consciência”” (PESSOA DE BARROS, 1994) Balainho de velho (amúnimúyè) A folha que nos referimos é conhecida nas casas de Candomblé como amúnimúyè, que significa “aquela que se apossa de uma pessoa e de sua inteligência”. Devido a suas propriedades mágicas é considerada importantíssima nos rituais de iniciação, onde, associada a outros componentes, irá facilitar o transe e permitir que o orixá se aproxime de seu filho. Embora esteja ligada ao transe, é considerada uma folha eró e não gún. Seu princip...

MALVA-CHEIROSA

Também chamada de malva-de-botica, malva-alta e malva-grande. É uma planta nativa da Europa, Ásia e África. Pertence à família Malvaceae e seu nome científico é Malva sylvestris L.. É uma planta herbácea anual ou bianual, de até 1 m de altura, com folhas alternas, glabras ou pilosas, palminérvias, riniformes ou cordiformes e com margens lobadas e serreadas. Suas flores são púrpur as ou de variações de rosa, surgindo na primavera e no verão É uma planta que corresponde à vibração do Orixá Oxossi com intermediação para Oxalá, representada pelo Caboclo Arruda e relacionada ao Exu Campina (81). Em termos medicinais, a malva-cheirosa apresenta propriedades adstringentes, expectorantes e cicatrizantes e é utilizada em banhos, gargarejos, contusões, hemorróidas e inflações de boca e garganta; as flores de malva-cheirosa têm sabor adocicado e podem ser consumidas em saladas ou cristalizadas para serem usadas como enfeites em confeitaria (82). Pesquisas têm registrado os conhecimentos et...

ERVA-DE-SÃO-JOÃO

Também chamada de mentrasto, picão-roxo, macela-de-são-joão e catinga-de-bode. É uma planta cosmopolita tropical, ou seja, ocorre em praticamente todas as regiões tropicais. Pertence à família Asteraceae (Compositae) e seu nome científico é Ageratum conyzoides L.. É uma planta herbácea anual, ereta, pilosa e aromática, com até 1 m de altura. Inflorescência tipo capítulo com 30-50  flores de cor lilás a branca A erva-de-são-joão, também chamada de nagô isúmi uré nos candomblés brasileiros, está ligada aos orixás Xangô e Orumilá e é utilizada “(...) em banhos de purificação e sacudimentos para combater feitiços, pois é considerada uma das melhores ‘folhas de defesa’ nos terreiros jêje-nagôs. [Inclusive] (...) tem a finalidade de combater os feitiços enviados pelas Ìyámi (feiticeiras)” (74). Em termos medicinais, possui propriedades hemostática e cicatrizante de ferimentos; usado também como antiinflamatório (75). O chá de suas folhas também é utilizado contra cólicas intestinai...

Ewé Apìkán- Datura metel (Trombeteira Roxa)

Planta arbustiva, que não ultrapassa um metro e meio de altura, originária dos continentes africano e asiático. É extremamente tóxica e possui a utilização restrita dentro do culto aos orixás nas casas de Candomblé. Segundo alguns, deve-se ter muito cuidado ao coletá-la, sendo uma tarefa restrita para poucos iniciados. É por diversas vezes citada por Verger em trabalhos para prejudicar alguém. Como diversas plantas venenosas, está ligada a Esú e Ossaiyn. oloje iku ike obarainan

JEQUIRITI 2 (Abrus precatorius (Wérénjéjé, Ewé jéjé))

Jequiriti, olho-de-pombo, tento-miúdo, olho de saci, olho- de-exú. Trepadeira nativa da Mata Atlântica e de Florestas do Caribe, essa folha possui imenso prestígio entre os adeptos do Candomblé, pois é uma das principais folhas de Esú e Osaiyn. Algumas pessoas costumam brincar que enquanto Ogún se veste com o mariwo, Ossaiyn se veste com o ow érenjèjé. Outro nome que recebe é Ewé Àse (folha do poder), denotando assim sua grande força e motivo pelo qual merece destaque. Embora seja considerada a primeira folha do orò, durante o ritual da Asà Òsányìn é a folha que deixamos para cantar por último, momento em que, logo após, se canta para Esú Odara. O tento miúdo guarda muitos mistérios consigo pois, ao mesmo tempo que permite que o Esú individual (Bara) dê caminhos aos homens também pode trazer muita confusão e discórdia, quando empregada de forma incorreta. É muito usado dentro da Santeria na forma de Omí eró, os negros cabinda a chamam pelo nome de Nfingu e utilizam suas folhas p...

iRôco,

Árvore africana, também conhecido como Rôco, Irôco, é um orixá, cultuado no candomblé do Brasil pela nação Ketu e, como Loko, pela nação Jeje. Corresponderia ao Nkisi Tempo na Angola/Congo. No Brasil, Iroko é considerado um orixá e tratado como tal, principalmente nas casas tradicionais de nação ketu. É tido como orixá raro, ou seja, possui poucos filhos e raramente se vê Irôko manifestado. Para alguns, possui fortes ligações com os orixá chamados Iji, de origem daomeana: Nanã, Obaluaiyê, Oxumarê. Para outros, está estreitamente ligado a Xangô. Seja num caso ou noutro, o culto a Irôko é cercado de cuidados, mistérios e muitas histórias.

Exú

Orixá Princípio de Movimento e Interligação !!! O Mensageiro dos Orixás!!! Exú pode ser o mais benevolente dos Orixás se é tratado com consideração e generosidade. O ARQUÉTIPO DE EXÚ Os filhos de Exú possuem um caráter ambivalente, ora são pessoas inteligentes e compreensivas com os problemas dos outros, ora são bravas, intrigantes e ficam muito contrariadas. As pessoas de Exú não têm paradeiro, gostam de viagens, de andar na rua, de passear, de jogos e bebidas. Quase sempre estão envolvidas em intrigas e confusões. Guardam rancor com facilidade e não aceitam ser vencidas. Por isso para ter-se um amigo ou filho de Exú é preciso que se tenha muito jeito e compreensão ao tratar-se com ele. A Lenda Conta a lenda que houve uma demanda entre Exú e Oxalá para que pudesse saberquem era o mais forte e respeitado, e foi aí que Oxalá provou a sua superioridade pois, durante o combate, Oxalá apoderou-se da cabaça de Exú a qual continha o seu poder mágico transformando-o assim em seu servo....

Ogum

Ogum como personagem histórico, teria sido o filho mais velho de Odùduà, o fundador de Ifé. Era um temível guerreiro que brigava sem cessar contra os reinos vizinhos. Dessas expedições, ele trazia sempre um rico espólio e numerosos escravos. Guerreou contra a cidade de Ará e a destruiu. Saqueou e devastou muitos outros Estados e apossou-se da cidade de Irê, matou o rei, aí instalou seu própr io filho no trono e regressou glorioso, usando ele mesmo o título de Oníìré, "Rei de Irê". Por razões que ignoramos, Ogum nunca teve o direito a usar uma coroa (adé), feita com pequenas contas de vidro e ornada por franjas de missangas, dissimulando o rosto, emblema de realeza para os iorubás. Foi autorizado a usar apenas um simples diadema, chamado àkòró, e isso lhe valeu ser saudado, até hoje, sob os nome de Ògún Oníìré e Ògún Aláàkòró inclusive no Novo Mundo, tanto no Brasil como em Cuba, pelos descendentes dos iorubás trazidos para esses lugares. Ogum teria sido o mais ené...

OBÁ

Obá escolheu a guerra como prazer nesta vida, enfrentava qualquer situação e assim procedeu com quase todos os orixás. Um dia, Obá desfiou para a luta Ogum, o valente guerreiro, o ardiloso Ogum, sabendo dos feitos de Obá, consultou os babalaôs, eles aconselharam Ogum a fazer oferendas de espigas de milho e quiabos, tudo pilado, formando uma massa viscosa e escorregadia. Ogum preparou tudo como  foi recomendado e depositou o ebó num canto do lugar onde lutariam. Chegada a hora, Obá, em tom desafiador, começou a dominar a luta, Ogum levou-a ao local onde estava a oferenda, Obá pisou no ebó, escorregou e caiu, Ogum aproveitou-se da queda de Obá, num lance rápido tirou-lhe os panos e a possuiu ali mesmo, tornando-se, assim, seu primeiro homem. Mais tarde Xangô roubou Obá de Ogum. Notas bibliográficas Mitologia dos Orixás – Reginaldo Prandi – 2001 Obá provoca a morte do cavalo de Xangô Xangô era um conquistador de terras e de mulheres, vivia sempre de um lugar para o outro...

Kelê, kele

Kelê, kele ou quelê é um fetiche ou seja: Objeto inanimado feito pelo homem ao qual se atribui poder sobrenatural e se presta culto. Cofeccionado com "miçangas" fio de conta, intercalada com firmas de porcelana, pedras tipo ágata e cristal, terra cota, búzios, lagdba, até mesmo sementes. Sua cor varia de acordo com o orixá de cada iniciado na feitura de santo. O Kelê é uma aliança que tem a finali dade de unir o sagrado com o iniciado, num simbolismo de casamento perfeito com o seu orixá, usando restritamente no pescoço, na iniciação, obrigação de três, sete, quatorze e vinte e um anos de feitura. Depois de um período que pode variar de 12, 14, 16, 21 e até mesmo três meses da obrigação ritualistica, a "jóia" do orixá como também é chamada, é determinado pelo orixa, através do merindilogun a ser colocada no assentamento sagrado "Igba orixa", podendo permanecer até a ultima obrigação do iniciado chamada de axexê, quando este objeto tão sagrado e místic...

Odú Okaran

Okaran foi aquele que, nas divisões no orum, teria que dar caminho a todos seres criados por Obá Orixá, pois ele foi o primeiro Odú a nascer e passou a ser Igbá que seria a sustentação do Ayê. Temos uma revelação, uma coincidência com o formato da terra. Sendo assim, Okaran passa a ser o primeiro no destino de todos os seres viventes na terra. Ele é o primeiro na vida e na morte, pois e le está sempre no novo recomeço, representado em cada nascer do sol, na primeira chuva que cai, na primeira estrela existente no Orun, na primeira hora do dia e é padroeiro do primeiro filho de um casal. É o protetor e defensor do "rombono". Todos os ebós e oferendas serão sempre na contagem de 01: 01 obí, 01 orobô, 01 vela, 01 moeda, etc. Contam os nossos antigos que Oduduwá, almejando conhecimento e popularidade, fez oferenda a Okaran: uma pombo, um camaleão e uma galinha. Esta oferenda deu para ela o poder e a incumbência de criar a terra. Podemos ver que Okaran, sendo reverenciado c...

tranca ruas das almas.

   O “EXÚ TRANCA RUA DAS ALMAS”, QUE TEM SEU SEPULCRO NO CEMITÉRIO DA SAUDADE, LOCALIZADO NO MUNICÍPIO DE CAMPINAS, ESTADO DE SÃO PAULO, O QUAL JÁ FOI TEMA DE ASSUNTO NESTE BLOG, QUANDO EM VIDA NESTE PLANO, ERA FORMADO EM MEDICINA, EXERCIA A ATIVIDADE DE CLÍNICO GERAL, SENDO NA ÉPOCA A ATIVIDADE MAIS COMUM, DEVIDO AOS ESCASSOS AVANÇOS DA MEDICINA. COMO ELE MESMO ME DISSE: “- SOU DA ÉPOCA EM QUE SE BATIA COM UM COPO QUENTE NAS COSTAS E SE USAVAM SANGUESSUGAS PARA FAZER A SANGRIA.” ISSO EM MEADOS DO SÉCULO XIX. NESTA CONVERSA ELE ME EXPLANOU SOBRE VÁRIOS ASSUNTOS, UM DELES. EM PARTICULAR ME CHAMOU A ATENÇÃO, QUANDO ME DISSE: “- EU ME ACHAVA MUITO IMPORTANTE E SÁBIO, QUANDO PEGUEI MEU DIPLOMA, MAS VÍ QUE NÃO SABIA NEM VALIA NADA………….QUANDO FIZ O QUE TINHA DE FAZER.”, ME EXPLICOU AINDA SOBRE A “SINDRÔME DE DEUS” QUE MUITOS MÉDICOS POSSUEM, DA ARROGÂNCIA, DA SOBERBA, DA LUXÚRIA E PODRIDÃO, DO MUNDO EM QUE VIVIAM, LONGE DO GLAMOUR ESBOÇADO PELAMÍDIA. ...