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Mostrando postagens de janeiro, 2014

Chamo de Guardião da Luz,

    Um Guardião da Luz não é um ser perfeito...não foi transmutado na Luz que o guia, ele é um humilde servo dela... O Guardião da Luz tropeça...e cai, e se machuca. Mas algo o consome e ele precisa levantar. E levanta! Equivoca-se...toma direções contrárias..."bate a cabeça na parede" sim, muitas vezes...mas sua  sede por equilíbrio o reorienta. Tem medo...se esconde, chora, arrepia-se e sente cortante frio nas mãos e pés...e engole em seco, cerra os olhos e se joga. Essa é a mais engraçada característica dessa gente...é um povo que por fim, se joga! Às vezes foge...retruca, desafia o chamado, mostra as garras, se rebela, argumenta...mas mesmo com raiva, prossegue. Tem crises de egoísmo...crises de solidão...de carência...por vezes é a pessoa mais solitária do mundo. Pergunta-se por quê? Por que tanto vazio? E lá longe vê a Luz...portanto não enlouquece...e vai. Sofre com o peso de suas vaidades...como qualquer mortal. Morde a língua evitando explodir em l...

EGUNGUN –

No ritual de Egungun, reside um dos maiores mistérios da cultura e ritualística Yorubana e Dahomeana. O culto ao Egungun, é um culto aos antepassados das pessoas falecidas que eram iniciadas no ritual dos Orixás ou Voduns ou ainda, no próprio ritual de Egun. Este ritual não é uma propriedade africana única. No Japão, existe uma semelhança no culto aos a ntepassados também, e que é de prática nacional. É tão sério e popular, que consegue manter a nação unida em torno desta prática. A única diferença entre estes dois cultos é que no Japão não existe a materialização dos antepassados, enquanto que na Nigéria, no Togo, Benin e Brasil, estas “aparições” são comuns e visíveis a todos os presentes. É também comum na Nigéria vê-se os Ojés (sacerdotes de Egungun), provocando estas materializações, quando jogam várias roupas (axós – trajes) de Egungun no chão e minutos após, estas começam a inflar e tomar formatos humanos como se corpos existissem dentro de cada uma delas. Tais fenômenos aco...

Acarajé

Acarajé é uma comida ritual de vários orixás em específico ao Orixá Iansã, podendo ser servido ao Orixá Exu, Xango, Obá e outras divindades. Acara é o pão sagrado da cultura africana, servido aos fieis no sentido de confraternizar e celebrar a vida. Sempre sacralizado por um toque especial chamado Ylu Oya. Para o Povo do Santo é chamado de àkàrà que significa Pão de fogo, enquanto je possui o sign ificado de comer. Foram reunidas as duas palavras numa só, acara-je, ou seja, “comer Pão de fogo”. Devido ao modo de preparo, o prato recebeu esse nome. Mesmo ao ser vendido num contexto profano, o acarajé ainda é considerado, pelas baianas de acarajé como uma comida sagrada. Por isso, a sua receita, embora não seja secreta, não pode ser modificada e deve ser preparada apenas pelo Povo de Santo, mesmo que não seja iniciado. O acarajé é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirar toda a casca...

Comida

Comida ritual (ajeum axé) são as comidas específicas de cada Orixá, cujo preparo requer um verdadeiro ritual. Esses alimentos depois de prontos são oferecidos aos Orixás acompanhados de rezas e cantigas. Antes, durante ou no final da festa, grande parte são distribuídas para todos os presentes, chamadas comida de axé, pois acredita-se que o Orixá aceitou a oferenda e impregnou de axé. A Iyabassê p recisa saber exatamente como se prepara cada uma dessas comidas, para que elas sejam aceitas pelos Orixás. Ebôya é uma comida ritual feito com fava. A fava branca deve ficar de molho no mínimo de nove horas, deve ser aferventada, sem deixar que fiquem extremamente cozidas, em seguida colocada na água fria para interromper o cozimento e possibilitar a retirada das peles, depois devem ser refogadas com cebola, camarão defumado, azeite doce e um fio de azeite de dendê. A mesma oferenda pode ser preparada com o milho branco na falta da fava, todavia recebe o nome de Dibô, possuindo o mesmo va...

Iyepòndàá ou Ipondá,

Kare, Iyepòndàá ou Ipondá, Yeyeòkè, Iya Ominíbú, Ajagura, Ijímú, Ipetú, Èwuji, Abòtò, Ibola Oparà ou Apará. Na Nigéria, mais precisamente em Ijesá, Ijebu e Osogbó, corre calmamente o rio Oxum, a morada da mais bela Yabá, rainha de todas as riquezas, protetora das crianças, mãe da doçura e da benevolência. Generosa e digna, Oxum é a rainha de todas as águas, mares e rios. Vaidosa, é a mais importan te entre as mulheres da cidade, a Ialodê. É a dona da fecundidade das mulheres, a dona do grande poder feminino. Oxum é a deusa mais bela e mais sensual do Candomblé. É a própria vaidade, dengosa e formosa, pacienciosa e bondosa, mãe que amamenta e ama. Um de seus orikis e visto com mais atenção, revela o zelo de Oxum com seus filhos: Rainha elegante. Que tem jóias de cobre maciço. É uma cliente dos mercadores de cobre. Oxum limpa suas jóias de cobre. Antes de limpar seus filhos. O primeiro filho de Oxum chama-se Ide, é uma verdadeira jóia, uma argola de cobre que todo iniciado de Oxum ...

O significado das 3 cores Osún ,Efun ,Wáji .

Efun (barro branco encontrado no fundo dos rios); foi o primeiro condimento utilizado antes da introdução do Sal. Muito usado em Ebos elaborados para aos Orisa-funfun (Orisa’s dos primórdios). O efun simboliza o Dia, por isso, quando em pó, seja soprado ou friccionado seco é utilizado com o objetivo de expandir, vitalizar, iluminar, clarear, despertar,  avivar. Já o Efun molhado com água pura ou com o soro do Igbin é utilizado para acalmar, tranqüilizar, adormecer, suavizar, abrandar, repousar, proteger. Por isso que a cabeça do Yawo em reclusão deve permanecer coberta de pó de Efun o Dia, e durante a noite coberta com Waji e pequenas marcas de Efun. . Arokin ou Waji, tinta azul que símbolo da idealização, transformação, direcionamento. Utilizado para fins financeiros, atrair dinheiro, transformar ou neutralizar energias ruins, acalmar alterar, afastar energia de Iku-Egun e espíritos perversos. O osún . Pó vermelho que traz a vida ao iniciado simboliza a cor do ejé ou seja da ...

ossaim

Em uma casa de candomblé, um dos elementos principais e que requer grande sabedoria são as folhas. Sem esse entendimento não haverá a presença do Orixá, o velho provérbio das casas: Kó sí ewé, kó sí Orixá! Sem folha não há Orixá. Ter os conhecimentos das folhas que vão participar dos banhos purificatórios, combiná-las com suas propriedades específicas adequadas a cada Or ixá, a cada Orí, na confecção do adòsú, na preparação da ení do futuro ìyàwó como forma de proteção e fortalecimento, no àgbo do banho do ìyàwó para purificá-lo, como também como bebida e remédio e o próprio transe na incorporação da energia, estabelecendo equilíbrio e inconsciência. A quantidade de folhas no àgbo varia de casa para casa podendo ser quatro folhas ou múltiplos de quatro e combinando a essência,(quente/fria, macho/fêmea) equilíbrio. O Olosányìn é o responsável pelas ervas, folhas e vegetais em geral, este cargo está diretamente ligado aos zeladores da casa, dada a sua importância e responsabilidad...

IWÀ PÈLÈ

O corpo literário de Ifá é uma importante fonte de informações sobre o sistema de crença e valores Yorubas. Como porta voz de outras divindades, Ifá é depositário de todos os mitos e dogmas morais das outras divindades. O Povo Yoruba crê que Òrúnmìlá estava presente quando Olódùmarè(Deus todo poderoso) criou o céu e a terra. Portanto, Ifá conhece a história do céu e da terra e domina as l eis físicas e morais com as quais Olódùmarè governa o universo. Por isso Òrúnmìlá é tido como sábio conselheiro, historiador e tutor da sabedoria divina. Por isso, entre seus nomes de honra está: Akónilóran bí ìyekan eni, Ogbón ile ayé, Òpìtàn ilè ifè[1] Aquele que ensina alguém com sabedoria, como se fosse de sua família A sabedoria da Terra, O historiador da terra de Ifè[2] Os importantes conceitos filosóficos personificados no corpo literário de Ifá incluem o conceito de Orí (cabeça espiritual ou interior), ebo (sacrifício) e Ìwàpèlè (bom caráter). Esses três conceitos são muito relacionados e ...

Omolokum

Omolokum significa literalmente filho do mar: Omo(filho) Lo(do) Okum(mar). Também é o nome da comida ritual do Orixá Oxum e cada grão de feijão fradinho faz alusão aos óvulos encontrado no ovário feminino que simboliza a fertilidade e possibilidade de nascimento. Esta comida ritual é oferecida ao Orixá Oxum e as Yámis. O feijão fradinho dever ser colocado de molho em água natural no mínimo cinco h oras antes do preparo, na hora do cozimento os grãos devem ser colocados diretamente em água fervente, para evitar as toxinas e a ação do enxofre que causa dores abdominais e gases. Depois de cozidos devem ser escorridos e refogados com cebola ralada, camarão defumado, sal, azeite de dendê, azeite doce e noz-moscada. Sempre colocado em recipientes redondos em ligação ao útero e ovário, enfeitado com camarões inteiros e ovos cozidos inteiros sem casca, normalmente são colocados 5 ovos mas essa quantidade pode mudar de acordo com a obrigação do candomblé. A comida de Orixá difere, as...

ELEGUÁ BARA ALAYIKI

Eleguá / Elegbara Bara Alayikí significa que ele é muito guloso. Também é conhecido como Eshú Bara Alayiki Agagá. É da terra de Oyó e o mesmo trabalha em Ifá e em Osha. É muito festeiro, revoltoso, de apetite voraz, adora o oti (aguardente). Sempre deve ter ao seu lado uma garrafa de oti e comida. Representa o engano, a traição, o inesperado. Sempre escuta nossos pedidos, mas nunca sabemos como vai executá-los nem quando nem como vai começar nem terminar. Nasce no Odú Iroso Umbo. Foi ensinado por Ogun a encher de comida Ozun para que não fale. Sua massa se fabrica só com a terra de uma colina, além dos demais ingredientes. Eshú Bara Alayiki exige de quem o possua que faça as coisas de graça ou algumas vezes dê presentes.

Oriki Ogún

Bí omòdè ba da ilé Kó o ma sé da Ogún.. Orò Ogún leewó  Orò Ogún sòrò E ma ba Ogún,fí ìjá serè Ara Ogún, kán gò gò gò.. A pessoa pode trair tudo, Somente não deve trair Ogun As palavras de Ogun são fortes As palavras de Ogun são perigosas Não se brinca de brigar com Ogun O corpo de Ogún ferve muito..

O que são Quartinhas e para que serve?

Quartinha é um pequeno pote, geralmente de barro, no qual de deposita água sagrada, água purificada ao Orixá e fica ao lado do assentamento do Orixá. O barro da quartinha, assim como nosso corpo, "transpira" e por isso que as quartinhas devem ser sempre de barro pois elas permitem que a água do seu interior evapore, mas deve-se ter um cuidado constante para  que a quartinha não seque por completo, pois ela representa um ser vivo e o cuidado que temos com o Orixá. Na África, todas as eram confeccionadas em barro, as escravas, quando em solo brasileiro, se encantaram, com as porcelanas das sinhazinhas e começaram a utilizar a porcelana, nos assentamentos dos Orixás femininos, porém as quartinhas de porcelana, louça, latão, metal, fazem com que a água fique estagnada o tempo todo e não evapore. Com o passar dos séculos, tradicionalmente ficou estipulado que os Orixás masculinos, possuiriam quartinhas de barro e os Orixás femininos, assim como Oxalá, tanto Oxalufan, como Oxa...

Orín Orí-Cantiga da Cabeça

Orín Orí-Cantiga da Cabeça  Orí mi o,se rèrè fún mí ,orí mí o se rèrè fún mí..Eda mí o se r`rè fun mí  Orí oká,ní sanú oká,ori ejò sanú ejò, afómó opé ní sanú opé, Orí mí o sè rèrè fún mí... A minha cabeça faz o bem para mim.. O criador do meu ser, faz o bem para mim;... A cabeça da serpente, não maltrata a serpente.. A cabeça da cobra, não maltrata a cobra A trepadeira da palmeira não maltrata a minha cabeça A minha cabeça, faz o bem para mim!