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Mostrando postagens de setembro, 2013

CONCHINHA - DE OSUN

"OGBÓ", erva de oxúm...

aridan

Aridan, àrìdan ou aridam é o nome de uma arvore de origem africana, cultivada no Brasil que produz frutos com o mesmo nome, seu nome científico é tetrepleura ou tetraptera . Fava de aridan como é chamado pelo povo de santo é um fruto sagrado "ewe orixa" que entra na maioria dos rituais do candomblé, principalmente nos ritos de odu ejé, sasanha, abô e assentamento de orixá como exu, ogu m, obaluaye, oxum, xango e outros a depender do oro axé. No sentido de proteger o terreiros e os filhos de santo contra as mazelas e feitiços, são colocadas favas de aridan em quase todos os ibas orixás e na preparação de pós, chamados de pó de pemba, efun ou atin e soprado pela iyamorô ou iyalorixa em todo compartimento do ile axé. Segundo verger este mesmo vegetal tem o mesmo nome na África e um vasto uso nos rituais, principalmente em trabalhos benéficos para combates de bruxarias praticadas pelas feiticeiras africanas (Ìyàmi), principalmente para livrar pessoas que estã...

bejerekun

NOMES POPULARES Pindaiba, biriba, pimenta-de-macaco, pimenta-de-negro, pimenta-da-guiné NOME CIENTÍFICO: Xylopia aromatica (Lam.)Mart.,Annonaceae ORIXÁS: Ossaim ELEMENTOS: Terra / masculino Planta nativa da América tropical, disseminada no Brasil em áreas de matas secas e cerrados com solos arenosos. Bejerekun é o nome dado nas comunidades religiosas jêje-nagôs, aos frutos desta e de outras espécies similares de annonaceas. Seu uso é extensivo a diversos orixás, e entra na composição do àgbo, em alguns "assentamentos", para plantar o àse do terreiro, na iniciação dos filhos de santo e no preparo de atin (pó) com fins benéficos. Verger cita-a com os nomes populares de pimenta-do-reino, malagueta-preta e pimenta-da-guiné, e atribui as denominações iorubás èèrù, èèrunje e olórin à Xylopia ethiopica(Dunal)A.Rich., a qual não conseguimos determinar se se trata de sinonímia científica ou espécie diferente do mesmo gênero; todavia é utilizada liturgicamente no sudeste a...

Sangue preto:

reino animal: cinzas de animais; reino vegetal; sumo escuro de certas plantas, o ilú (extraído do índigo) wáji (pó azul), carvão vegetal, favas, vegetais, legumes, grãos, frutos, raízes e sementes; Reino mineral: carvão, ferro, osun, otás (pedras), areia, barro, terra. Alguns chamam de sangue verde, mas a princípio é só a variação de cor pois o verde já está incluso no preto e vermelho.

wáji

Wáji, èlú, ou aro (vegetal, negro) - Lonchucarpus Cyanescens, Tinta azul em forma de pó petrificado de origem vegetal o qual busca a representação do sangue negro, simbolizando a noite e a relação de ancestres ligados à própria escuridão. As partes frescas são contundidas a uma polpa, fermentada, seca e vendida nesta forma, as folhas somente são secadas ao sol e são usadas em um estado quebradiço. Representa o anoitecer. Este pó azul é utilizado em inúmeros rituais do candomblé, principalmente para assentamentos de orixá "Igba Orixá" e na feitura de santo sobre a cabeça do iaô/elegun. Símbolo da idealização, transformação, direcionamento com o objetivo de proteger contra todos os males espirituas, materiais e psiquicos, principalmente da negatividade de Iyami. o waji é um elemento muito importante no culto aos orixás, uma vez que, junto com outros elementos, ajuda a proteger a cabeça dos nossos iyawos contra as Ajé. Segunda a crença africana essas pinturas impediriam que e...

osùn

osùn – um tipo de pó vermelho, obtido da árvore Baphia nitida e Peterocarpus osun ambas Leguminosae Papilionoideae. O pó que tem a cor vermelha é utilizado em vários rituais do candomblé, na construção de assentamentos de orixá igba orixá, nas pinturas sagradas da iniciação ketu, principalmente na construção do adosun (um cone que fica no centro da cabeça do iaô) com a função de transmitir o poder espiritual chamado de axé e livrá-lo do infortúnio gerado por uma das Iyami-Ajé. Representa o crepúsculo, sangue vermelho, traz boas notícias, a vitalidade, a fecundidade e o nascimento, o sentido da mobilidade e expansão do asé, amplamente utilizado em banhos, atins, ebós, ritos sacramentais afro como feitura, bori, hierarquização e igbás de orixás.  — 

épò pupá

O azeite-de-dendê, azeite-de-dendém ou óleo de palma é um azeite popular nas culinárias brasileira e angolana e, também, no candomblé. É produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como Dendezeiro (Elaeis guineensis). Produzido a partir do fruto da palmeira conhecida como dendezeiro é originário da Costa Ocidental da África, mais precisamente do Golfo da Guiné, sendo encontrado desde Senegal até Angola. O dendezeiro é conhecido também como palmeira de óleo africana, aavora, palma de guiné, palmeira dendém, coqueiro de dendê e demdem (em Angola). Chega a 15 m de altura, seus frutos são de cor alaranjada e a semente ocupa totalmente o fruto. As primeiras sementes de dendezeiro foram trazidas para o Brasil há mais de 3 séculos pelos escravos africanos e se adaptaram bem ao clima tropical. Câmara Cascudo afirma que “como era costume na África, rara seria a iguaria negra sem a participação do azeite de dendê”. Ele se tornou indispensável na culinária afro-brasilei...

banha de ori

O limo da costa, também conhecido como banha de Orí é indispensável no que se refere ao culto dos òrìsà funfun (divindades da supremacia do branco), o limo é extraído de uma árvore africana (Butyrospermum paradodum) e no território africano é chamada de Èmí, Èmí-èmí, Èmí gidi, Èmí gbégi, Akúmálápá e Òrí. Seus substitutos diretos são: o óleo de algodão extraído das sementes do algodoeiro (Gossypium herbaceum, L. Malvaceae), este produto é conhecido em Yoruba pelo nome de òwú elépà, sendo que a folha do algodão é amplamente usada nos nossos rituais para variados fins, sendo esta pertencente a todos os òrìsàs funfun. O segundo substituto é o óleo (gordura) de coco karité (Cocos nucifera, L. Palmae) este conhecido em Yoruba pelo nome de Àgbon. Este sim não foi trazido da África, pois se origina da Índia Ocidental, foi integrada ao culto dos òrìsà funfun devido a sua cor branca e suas propriedades medicinais dos quais possuem em sua essência o àsé das divindades do branco. ...

igì òpé

Igì òpé é a árvore sagrada de Ifá, e é de seus frutos que se obtém os negros caroços que, depois de ritualisticamente consagrados, irão representar Orunmilá em seus assentamentos, além de servirem para as consultas ao oráculo de Ifá onde o próprio Orunmilá é contatado por seus sacerdotes, os babalaôs. Aos caroços assim consagrados dá-se o nome de “ikin”. Existe outras arvores mais nenhuma  é tão importante quanto ele. O dendezeiro é classificado científicamente como "Elaeis Guineensis", pertencente a familia das "palmáceas", este vegetal possui ainda duas variações que são a "communis" e a "idolatrica". Segundo Verger, a variedade “communis” é conhecida pelos nagô pelos seguintes nomes:Opè pánkóró; ìpánkóró; Opè arùnfó; Opè érúwa; Opè alárùn; Opè eléran; Opè òrùwá, etc. A variedade “idolátrica” é conhecida como: Opè, Opè Ifá, Opè olífà, Opè kin; Opè ikin; Opè yáaàyàla; Opè peku pe ye; Opè kannakánná e Opè téméré erékè adó. mariwô São colhidas...

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...

odúndún

Nome Yorùbá: Òdúndún, Elétí. Nome Popular: Folha da costa, saião, folha grossa, paratudo, erva grossa. Nome Científico: Kalanchoe brasilienses. Òdúndún é uma folha de origem brasileira, encontrada praticamente em todo o território nacional. Mas hoje, também já encontramos Òdúndún (Folha da costa) em diversas áreas tropicais de outros continentes. Muito confundida com Àbámodá (Folha da fortuna), o Òdúndún é uma folha (ewé) Èrò (de apaziguamento), feminina, ligada ao elemento água e a todas as divindades da Criação – Òrìsà funfun. É utilizada tanto no Brasil, quanto na África (Nigéria), onde é conhecida pelo nome yorùbá de Elétí, em iniciações (Igbèrè) e em medicinas (Oògùn). No Brasil, nas Casas de Candomblé da Nação Kétu, a mesma é uma das principais folhas utilizadas no Àgbo (composição de elementos vegetais, animais e minerais, utilizado para a sacralização do corpo do iniciado e seus pertences ritualísticos). É também utilizada em oferendas à Obàtálá (Òsàlá) e no sacrifício de an...

canela

A caneleira (Cinnamomum zeylanicum, sinônimo C. verum) é uma árvore com aproximadamente 10–15 m de altura, pertencendo à família Lauraceae. É nativa do Sri Lanka, no sul da Ásia. As folhas possuem um formato oval-longo com 7–18 cm de comprimento. As flores, que florescem em pequenos maços, são esverdeadas e possuem um odor distinto. A fruta, arroxeada, com aproximadamente 1 centímetro, pr oduz uma única semente. A canela é a especiaria obtida da parte interna da casca do tronco. É muito utilizada naculinária como condimento e aromatizante e na preparação de certos tipos de chocolatee licores. Na medicina, empregada como os óleos destilados, é conhecida por 'curar' resfriados. O sabor e aroma intensos vêm do aldeído cinâmico ou cinamaldeído. A canela é conhecida desde da antiguidade e foi tão valorizada que era considerada um item a ser presenteado a monarcas e outros dignitário No início do século XVI era trazida por comerciantes portugueses diretamente do Ceil...

mamona (ewê lará)

Nome Yorubá- Ewé Lárà Funfun Nome cientifico- Ricinus communis L. Nome popular- Mamona, Mamona Branca, mamoneira, Palma de Cristo. De origem Africana que era encontrada no Antigo Egito. Ocorre com muita fartura em todo território nacional. Trata-se de uma erva GUN, de excitação, elemento fogo. Folha com diversas finalidades nas festividades como Olubajé, ritual de Obaluayie, Sassain, ebós etc... Muito usada como erva de sacudimento por diversos guias e defumações em diversas casas de todas as nações afro. Diz-se que ela seca e usada em defumações espanta todos os males de uma casa. Na Umbanda é pertencente à Exu, e costuma-se até decorar as oferendas de Exu com mamona. Atribuída a Oxalá (???) em ketu é uma folha muito usada pelos adeptos, sendo indispensável em alguns rituais, como em orôs ou labés a Exu em que se forra o chão com estas folhas. Bom pelo que eu aprendi tem alguns erós que falam que das 6:00 até às 18:00 hs ela pertence à Ossaim, e após à Obaluaye. Não quero es...

pèrègún

pèrègún - O rei que desperta as divindades na Terra Nome Yorùbá = pèrègún. Nomes Populares = Nativo, Pau d’água, Dracena, Coqueiro de Vênus. Nome Científico = Dracaena fragrans. Pèrègún, que simbolicamente significa alicerce, coluna. Na África, é considerada uma árvore sagrada, uma “divindade”, é de costume vê-la plantada em lugares sagrados para os òrìsà, junto ou próximo aos seus Ojúbo. PÈRÈGÚN NÍ Í PE IRÚNMOLÈ L’ÁT’ÒDE ÒRUN W’ÁYÉ! (É Pèrègún que chama os espíritos do além para a terra!) PÈRÈGÚN WÁ LO RÈÉ PE AJÉ TÈMI WÁ L’ÁT’ÒDE ÒRUN! (Pèrègún, agora vá e chame minhas riquezas do além!) Nesta preparação encontramos referência a uma folha, conhecida pela maioria de nós: o Pèrègún, cujo nome é a contração do verbo “PÈ”, que significa chamar, com a palavra “EGÚN”, que significa espírito, ancestral, etc. Percebe-se então que esta folha tem a finalidade de “chamar (invocar) espíritos”, e que a própria pronúncia de seu nome já funciona como um ofò!. A sabedoria daqueles nossos ances...

igbin

O Igbin, também é conhecido como Ibi, Aruá do Mato, Ibi Africano, Caracol Gigante Africano, lesma, etc. O termo designa o molusco gastrópode terrestre, com concha, corpo prolongado e tentáculos na cabeça. Os caracóis (igbin) estão associados à Obatala, divindade da criação, e seu fluido é oferecido a esse orixá para que seu coração seja abrandado. Essa espécie de caracol do mato simboliza a fecundidade. Ìgbín também é a forma com que se designa o tambor de Obatala (Igbin Oosa) e a cadência rítmica lenta em louvor a Oxalá. O Igbin ou ibí, que é chamado o boi de Oxalá, é sua oferenda favorita juntamente com o Ebô. De acordo com a tradição dos mais velhos, a força do igbin ofertado é tão grande que ele equivale a um bicho de quatro pés. Esse bicho é considerado o animal oficial de Oxalá e todos os outros orixás fun-fun. Ele traz em si o sangue branco, de natureza fria, acalma o orí, tranqüiliza, aprofunda a espiritualidade e o nível de consciência das pessoas. Ao discorrermos sobre o ...

okotô

Assim como existe um igbin consagrado a Oxalá, existe um caracol escuro que é ofertado a Exú. Ele é o caracol agulha, chamado òkòtó pelos yorubanos. Muito usado no artesanato ritual, assim como em igbás exu, ebós, oferendas (labés e orôs) e até mesmo em feituras e borís.  Como me foi ensinado pelos mais velhos: o ejé desse igbin não vai ao orí. Seu casco pode ser fervido e utilizado em banhos como atrativo à riqueza. Ele representa a espiral, a escalada espiritual que começa na terra, e se dirige ao céu: à espiritualidade elevada. Está diretamente ligado a Exu Okotô: o dono da evolução, que é aquele que mostra a evolução de tudo que existe sobre a terra, e está ligado ao Orisa Aje Saluga, o antigo orixá da riqueza dos Yoruba.

agbè

AGBÈ pena azul extraída da cauda da ave africana Turaco da família dos Musophagidae Touraco porphyreolophus. Descrito nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olokun – Divindade dos Oceanos.  Para que possa agir tem que ser utilizada em contrapartida com o Àlùkò. Atrai a sorte e tudo de necessário para a vida do ser. (pena de cuco). Agbè é uma pena preta azulada extraída da cauda da ave africana, Turaco. É usada nos rituais e nos assentamentos dos Òrísà(s) como símbolo de descendência e de resistência contra as necessidades. Os relatos do Ifá descrevem Agbè como o pássaro que levava para Olókun (Dono do Mar, pai do orisa Ajè Saluga, e Iyemonjá), riqueza e boa sorte. Tornando-a, dessa maneira, um símbolo de prosperidade e de vitória contra as dificuldades da vida...quando usada junto com as demais penas, traz para o filho muita sorte e valores materiais, usada normalmente em uma saída dentro de nossa cultura...

àlùkó

ÀLÙKÒ pena de cor púrpura (entre escarlate e violeta) extraída das asas da ave africana Turaco da família dos MusophagidaeTouraco ruspolii. Descritos nos mitos, como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Olosa – A Divindade das Águas Doces.  Da mesma forma que sua contrapartida, somente age em companhia do Agbè. Alukó = Usa-se em parceria com Agbe, cria condições favorávei s para que a pessoa encontre seu caminho. (pena de galo das Campinas). Alukó analisando irmão do agbè, só muda na cor, é a pena (púrpura/escarlate) da cauda desse pássaro. Os relatos do Ifá a descreve como o transportador de riqueza e boa sorte para Olóòsá (senhor das águas doces). Nos rituais tem os mesmos significados da agbè, ou seja, ambas se complementam. Quando se juntam, forma o poder de riqueza, usada em tudo que se relaciona a coisas materiais, pois possui muita força neste segmento.....fazemos até sabonetes para boa sorte com estas duas penas... Elas devem estar sempre nos assentament...

lekéleké

LÉKELÉKE pena de cor branca, extraída da ave Bubulcus ibis conhecida popularmente por garça-vaqueira ou garça-boieira, nativa da África e do Sul da Europa, que invadiu a América do Norte no início do Século XX e atingiu o Brasil na década de 1960. Descritos nos mitos como o pássaro que carregava a boa sorte e a riqueza para Òrìsà Nla e toda a sua corte. Símbolo por excelência de todos  os Òrìsà Funfun. São geralmente empregadas em assentamentos de Obatala, Awodi (penas de falcão) e etc. Além de ser como todas as plumas um símbolo de descendência, o pássaro é tido com aquele que carregava boa sorte e riqueza para Osala – Grande Orixá... É a pena da garça, aonde achamos ela aqui no Brasil, até com extrema facilidade, associada tb ao poder de ori, trazendo então a força da riqueza para ori. A grande verdade, é que a junção das penas fara com que sua vida entre em força, muitos não conhece seu poder, achando somente importante a pensa de Ikodidé, porém todas tem uma significativa im...

idé- agolas de braço

Os aros de metal dourado, prateado, de cobre ou de barro são muito usados nas religiões afro e também são insígnias. Significam jóias. Representam a riqueza, a realeza, a beleza ligada aos orixás. Representam a aliança inquebrável do homem com os orixás. São o elo entre o material e o espiritual. Por isso os yawôs e neófitos em várias nações as usam em seus braços representando a energia do  seu orixá e de seu odu, e que são as “noivas do orixá” e estão consagrados à eles. Representam o círculo perfeito, que flui eternamente em todas as forças da natureza. Idé foi um dos filhos de Oxum e o mais amado, e com ela juntamente com Ogum Waris, tem o segredo da forja dos idés, das jóias dos Orixás. Existem os idés de braço, os idés de igbá e também se usa o idé de pescoço. A cor do idé varia conforme a cor do metal utilizado e da preferência do Orixá da pessoa. Os de braço são aqueles maiores usados como pulseiras e podem ser de vários materiais além do ferro, variando de nação para n...

peixe (ejá)

O peixe é visto como símbolo da fecundidade e da fraternidade pelo povo de santo. Representa o pão de cada dia, a manutenção da alimentação.  É radicalmente ligado à vários orixás: Yemanjá, Oxum, Oxalufã, Oxoguiã, Logunedé e todos os orixás ligados à água e à pesca. O peixe é o próprio espírito das águas, sendo que esta representa o fluído vital, o fluxo de informações e conhecimentos espirituais e materiais. Por isso também representa a sabedoria repassada pela descendência. O peixe sonda os abismos, vai à lugares profundos e também à superfície das águas, por isso ele detém o conhecimento da busca da espiritualidade. O peixe representa as potencialidades individuais de cada um, pois a imensidão do oceano é a sua casa e a liberdade o seu próprio caminho O peixe é comida ritualística em vários pratos e oferendas de orixá, entra no borí e na feitura em consagração à Yemonjá e esta representa a mãe dos filhos-peixe. O peixe é um ótimo alimento ritual que equilibra e acalma o orí...

ikó (palha da costa)

Palha-da-costa é a fibra de ráfia, conhecida como ìko pelo "povo-do-santo", extraída de uma palmeira chamada Igí-Ògòrò pelo povo africano. No Brasil, recebe o nome de Jupati, cujo nome científico é Raphia vinifera. No Candomblé representa a eternidade e transcendência, como prova da imortalidade e reencarnação, utilizado na confecção das roupas dos Orixás, em especial Obaluayê, Omolu (Sakpata) e também como adereços e item ritual nas indumentárias de vários outros orixás como: Ogum, Oyá, Ewá, Obá, Nanã, Irôko, Ossaim,sendo radicalmente pertencente aos orixás da terra (família karejebe). Seu uso é indispensável na iniciação feitura de santo no sentido de proteger a vulnerabilidade dos neófitos. É usada também como a “bucha do yawô”, juntamente com o sabão da costa em seus banhos de asseio e espirituais dentro do período da feitura, e anos de santo. Assim como em osés nos igbás. Esta mesma palha trançada com espessura de um dedo mindinho e comprimento de um metro, chama-se Ik...

adjá

adjá, adjarin, ajá, (ààjà do yoruba), é uma sineta de metal, utilizada pelos sacerdotes do candomblé durante as festas públicas acompanhando o toque e nas oferendas, com a finalidade de chamar os Orixás, ou provocar o transe. O objeto pode ser de uma, duas ou três ou até 4 sinetas (bocas), e o cabo é do mesmo material que pode ser de bronze, metal, dourado ou prateado. Atualmente existem no mercado muitas variações, e se adornam estes com búzios, pedrarias, miçangas, palha da costa entre muitos outros enfeites, dependendo do axé e do gosto dos adeptos. Um instrumento sagrado e sem substituição nos rituais do Candomblé. É comum vermos nas rodas de Candomblé, pessoas mais velhas de santo, tocarem esse instrumento enquanto dançam para os Orixás. Seu manuseio, no entanto é vedado aos que ainda são yawôs, ou seja: àqueles que ainda não possuem sua obrigação de sete anos. E também aos não iniciados nos preceitos da religião. Durante a dança o instrumento serve para invocar e manter a vi...

macassá

Nome científico: Aeollanthus suaveolens Mart. ex Spreng Nomes populares: Macassá, catinga de mulata, bergamotinha, taia. Aeollanthus suaveolens, conhecida popularmente como massacá ou catinga de mulata, é uma erva de origem africana introduzida na cultura brasileira durante o processo de colonização. Pertence à família Lamiaceae e é uma erva anual ocorrente na Amazônia. A planta é usada pela população em banhos de cheiro feito pela infusão de plantas aromáticas, em motivos religiosos ou folclóricos, e em perfumes caseiros. No folclore é usado para quebranto. Na etnomedicina é usado no combate à febre, dor de cabeça, início de derrame, sendo a folha a parte mais utilizada como chá e sumo. Uso no Candomblé: Regência: Oxalá, Yemonjá e Oxum Elemento: água / feminino / eró Muito utilizada em banhos de asé sendo popularmente usada como banho atrativo e afrodisíaco, entra na composição do agbô, na lavagem e sacralização de elementos rituais, como igbás, fios e outras indumentárias. Como ...

aguidavi

Aguidavi são varetas utilizadas para a percussão dos atabaques no candomblé na nação ou cultura ketu-Nago.  São confeccionadas com pequenos galhos das árvores sagradas do candomblé, geralmente da goiabeira (psidium guaiava) e araçazeiro (psidium littorali), medindo cerca de trinta (30) a quarenta (40) centimetros. Este objeto sagrado deve ser preparado pelos iniciados do candomblé em especial pelos ogans, depois de descascados e lixados, devem passar por rituais específicos de sacralização para ser utilizados durante os cultos, cerimoniais e nas festas. Ritmos executados no Candomblé de Ketu Hamunha ou Avamunha : Toque que servem para saída e recolhimento de filhos e orixás. Adarrum ou Adahun : Toque que serve para chamar orixás Opanijé : Toque para o Orixá Obaluayê Alujá : Toque para o Orixá Xangô Ijexá : Toque para o Orixá Oxum Ilú ou Ylú : Toque para o Orixá Oyá Agueré : Toque para o Orixá Oxóssi Igbi : Toque para o Orixá Oxalá Batá : Toque para o Orixá Oxalá Bravun : Toqu...

abô (omí-eró)

Dentro das nações de Candomblé, e até algumas umbandistas existem vários ebós que se destinam à limpeza do corpo e do espírito de um ser vivo. Eles servem para desmanchar tudo de ruim que existe nesse ser, desde o negativo de seu odú, até mesmo, trabalhos de magia negra que foram realizados contra ela. Dentro desses ebós, existe como complemento, o banho de abô. Esse é preparado com várias ervas que são maceradas em água limpa, e seu processo é complexo: começamos com a escolha do dia em que vamos até a mata para recolhermos as ervas que deverão ser utilizadas na preparação desse banho. Após a escolha do dia, tanto o zelador como as pessoas que vão lhe auxiliar, devem se resguardar por um período de três dias, sem sexo, bebida alcoólica ou qualquer outro elemento que “suje” seu corpo. Na véspera de se ir à mata para recolher as ervas, deve-se preparar os presentes para Ossaim: mel, fumo de rolo picado, búzios, moedas e até suas comidas rituais a fim de que o mesmo nos permita reti...