Durante este mês de janeiro dediquei-me a leituras e análises a respeito do Òrìsà Èsù, denominado Bará em nossa prática religiosa aqui no Rio Grande do Sul, selecionando alguns Itans ou trechos de obras que pudessem, de alguma forma, somar no aprendizado e compreensão acerca de nossa liturgia. Não é uma tarefa fácil, pois o gênero tem milhares de publicações, porém, em sua grande maioria, a fonte é insegura. E há centenas de mitos que em nada condizem com as crenças e feituras, os chamados “palha”, que tendem apenas a confundir ou criar impressões surreais, muitas vezes negativas, a respeito das divindades e demais elementos da cultura yorubana. E quando trata-se de Èsù, essas “palhas negativas” aumentam consideravelmente, pois é o Òrìsà mais preconceitualizado em terras ocidentais; inclusive em nossas práticas litúrgicas enxergamos esse “pudor ocidental”, especialmente aqui no Sul do Brasil.