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Mostrando postagens de maio, 2013

Orò

Orò é uma palavra yorubá que significa segredo, para nós que somos do candomblé, é também o dia de prestar homenagem e dá oferenda aos orixás. E para isso devemos nos preparar para que tudo dê certo. Os filhos precisam deixar tudo arrumado e para facilitar podemos esquematizar e escrever o que vai precisar e os principais são: - Se os orixás que vão receber a obrigação, já foram limpos (ossé) -  Quais folhas serão necessárias -Quais comidas serão feitas - Arrumar a bandeja de oro, com mel, dendê, sal, folha da costa e etc... -Deixar as facas amoladas -Os acaçás prontos -Os laços que serão usados -Verificar se colocou água no fogo antes, para o preparo dos bichos - e outros Isso tudo é trabalho para os egbomis, mas nada impede de um Yao tomar essas atitudes. Além disso, devemos verificar se todos presente tomaram o seu banho de ervas (omin eró), e estão trajados corretamente. Temos sempre o costume de vestir roupa de ração branca, porém não é errado usar roupa colorida, exceto al...

FATOS.

"Há quem diga que ser celta não envolve necessariamente ter uma ancestralidade celta, assim como para ser cristão não é preciso ter nascido na Galiléia. Igualmente, não é preciso ter nascido no Tibete para ser budista ou ter sangue árabe para ser muçulmano. Concordo. Mas, então o que é ser celta? De uma forma, ser celta é ver o mundo com outros olhos, respeitando-o, fazendo dele uma extensão de su a própria existência; é ver a si mesmo com outros olhos, fazendo de si mesmo uma extensão do mundo à nossa volta. Ser celta é reconhecer a importância dos nossos ancestrais, que andaram por essas colinas e vales muitas gerações antes de nós; é não aceitar esta vida como uma provação, mas sim como um prêmio, um tesouro a ser desfrutado. É ver o mundo, a matéria, como um dom que os deuses nos deram, e não como um fardo, ou algo negativo a ser negado. Ser celta é viver intensamente, é vencer desafios, é cantar quando um ente querido morre, é ver a morte como amiga sem desejá-la, é apreci...

Oxum

Oxum é concebida por Iemanjá e Orunmilá Um dia Orunmilá saiu de seu palácio para dar um passeio acompanhado de todo seu séquito. Em certo ponto deparou com outro cortejo, do qual a figura principal era uma mulher muito bonita. Orunmilá ficou impressionado cm tanta beleza e mandou Exu, seu mensageiro, averiguar quer era ela. Exu apresentou-se ante a mulher com todas as reverências e falou que seu s enhor, Orunmilá, gostaria de saber seu nome. Ela disse que era Iemanjá, rainha das águas e esposa de Oxalá. Exu voltou à presença de Orunmilá e relatou tudo o que soubera da identidade da mulher. Orunmilá, então, mandou convidá-la ao seu palácio, dizendo que desejava conhecê-la. Iemanjá não atendeu o seu convite de imediato, mas um dia foi visitar Orunmilá. Ninguém sabe ao certo o que se passou no palácio, mas o fato é que Iemanjá ficou grávida depois da visita a Orunmilá. Iemanjá deu a luz a uma linda menina. Como Iemanjá já tivera muitos filhos com seu marido, Orunmilá enviou Exu para c...

Onde se começou a usar o Akodidé (Ekodidé)

Shangó era comerciante e quanto chegou a sua terra, viu que Olófin (Deus) estava triste e mudo. Não havia ninguém que lhe fizesse falar e estava enclausurado em seu Ibo Bororo (sua grande floresta). Shangó ao ver isto disse aos Orishás que ele tinha um meio de por Olófin contente de novo e pegou de “Ago” um pacote de quatro cores que ao desembrulhá-lo, do seu interior saiu um lindo “loro” (papagaio) que disse: Abde agua foja ade ai Olófin (de todos os filhos, eu sou o que vejo a coroa de Olófin). Olófin ao ouvir o loro disse: “mas ele fala” e começou a rir. Pegou o loro e o colocou em sua cabeça muito contente. Olófin voltou a ser feliz, mas todos os orishás ao verem que Shangó, por haver devolvido a alegria a Olófin, era de sua confiança, ficaram chateados e decidiram atentar contra Olófin. Um dia encapuzaram o loro e o levaram ao centro da floresta. Quando Olófin notou a ausência da ave, voltou a cair em sua tristeza e a não falar com ninguém. Shangó ao ver que o loro havia desa...

ORIKI DE OGUM

Ògún laka aye Osinmole Olomi nile fi eje we Olaso ni le Fi imo bora La ka aye Moju re Ma je ki nri ija re Iba Ògún Iba re Olomi ni le fi eje we Feje we. Eje ta sile. Ki ilero Ase. Ogun poderoso do mundo O próximo a Deus Aquele que tem água em casa, mas prefere banho com sangue Aquele que tem roupa em casa Mas prefere se cobrir de mariô Poderoso do mundo Eu o saúdo Que eu não depare com sua ira Eu saúdo Ogun Eu o saúdo, aquele que tem água em casa, mas prefere banho de sangue Que o sangue caia no chão para que haja paz e tranquilidade Axé

FEITIÇO PARA CONSEGUIR UM EMPREGO

Fase da Lua: Crescente Você vai precisar de: - 1 vela para representar você mesmo - 1 vela verde para a prosperidade - 1 vela preta para remover obstáculos - 1 vela marrom para o emprego propriamente dito - 1 vidro pequeno de óleo de patchouli - 1 pouco de canela - 1 incenso de prosperidade Coloque cada vela em um suporte a prova de fogo. Acenda o incenso. Unte a vela preta da base ao pavio com o óleo de patchouli e coloque-a num suporte. Limpe o óleo de patchouli das mãos, pois ele não deve estar nas outras velas. Unte a vela verde, marrom e astral do pavio à base com o óleo de canela e coloque-as nos suportes. Coloque a vela preta no centro de seu local de trabalho. A marrom à esquerda. A verde à direita. Deixe a vela que representa você acima da vela preta.  As velas devem estar sobre uma superfície segura, pois deverão queimar por completo.  Acenda a SUA vela e diga: Eu peço mudanças; é meu direito. Abro meus caminhos e limpo minha visão. Acenda a vela PRETA e diga: O...

PÓ PARA DIZER A VERDADE

1 colher de chá de sálvia desidratada + 1 colher de chá de cedro desidratada + pétalas de 1 rosa branca ou amarela seca + 1 colher de chá de alecrim desidratado. Usando um pilão ou um moedor de ervas, moa todas as ervas de uma vez e depois coe, até se transformarem em pó fino. Ao fazer isso pense em como você gostaria que pessoas que são próximas a você, especialmente as pessoas amadas, fossem mais verdadeiras contigo. Pense no quanto é mais fácil quando dizemos a verdade, principalmente para nós mesmos e as pessoas que amamos. Tenha em mente o objetivo de ser uma pessoa mais verdadeira em seus relacionamentos. Coloque o pó em um pequeno recipiente e espalhe um pouco pelo chão do seu local de trabalho ou em casa, a fim de trazer mais verdade para comunicação entre você e as pessoas próximas a você.

Esse é um dos Itã que mais amo, pra mim foi contado no quarto de santo. E agora vou passar para vocês!

Esta é a história de Omo Òsún. Uma jovem e bela mulher que, cumprindo feliz o seu destino nesse mundo de cuidar da coroa e dos paramentos do mais velho, mais nobre e mais sábio rei o Grande Pai Òsáàlá, transpirava alegria, felicidade e riqueza para todos os cantos do mundo. Graças à sua dedicaçã o e alegria, Omo Òsún, nome que significa filha da Grande Mãe Òsún, passou a ser admirada pelas pessoas importantes do reino e muito querida pelo Grande Pai Òsáàlá. Mas neste mundo visível - áiyè e no mundo do além - orun nem tudo são flores e ocorreu que a satisfação do rei e seus ministros com os serviços de Omo Òsún, infelizmente, gerou entre algumas mulheres da corte o sentimento de inveja e o desejo constante em prejudicarem Omo Òsún. A primeira maldade das invejosas contra Omo Òsún foi tentar dar sumiço na caríssima e valiosa coroa prateada do grande Pai Òsáàlá. Imaginem que as invejosas conseguiram entrar nos aposentos proibidos do rei, que eram da responsabilidade de Omo Òsún, pegaram...

okó

Oko é o Òrìsá da agricultura. Está ligado à colheita dos inhames novos e a fertilidade da terra. Òrìsá Nagô, pouco conhecido no Brasil. Na época em que os escravos chegaram, não deram muita importância a este Òrìsá, afinal, ele regia exatamente as plantações, que eram de propriedade de seus Senhores e malfeitores, que os obrigavam a grandes sofrimentos nas lavouras. Por ser da agricultura, se alia  a Ògún, pois Òrìsá Oko, é o grande rezador e plantador, com suas idéias sobre plantação, colheita e lavoura, e Ògún, traz as suas ferramentas para ajudar a cavar a terra, o arado, o machado, a foice e a enxada. Okô tem o poder de curar a malária, à qual estão expostos aqueles que lidam com agricultura. É árbitro de conflitos, especialmente entre mulheres, e não raro, juiz das costumeiras disputas entre os Òrìsás. Na época da colheita do inhame, ninguém comia o inhame novo sem antes fazer uma festa para Oko. Na África, nas suas festas, se cozinha todo tipo de vegetais, que são col...

A Falta de Compromisso – A esperança vazia de uma colheita, sem o plantio

A partir do momento que você decide entrar em uma casa de santo e se iniciar, tem que estar ciente dos seus direito e dos seus deveres. É um verdadeiro relacionamento com o Axé e como toda relação, deve existir ajuda, compromisso e dedicação MUTUA, pois se só uma lado se dedicar, com certeza não dará certo. E é exatamente o que eu estou podendo ver e avaliar dentro e fora da minha casa de santo. Comigo pelo menos, não há tempo ruim, quando se tem algo a fazer pela vida e pelo Orixá de um filho, não importa se é meio dia, meia noite, uma ou duas horas da manhã. Já perdi aniversários, datas comemorativas, já passei por cima do cansaço, para servir a fé e ao ser humano. Mas o que me deixa muitíssimo chateado é o pouco caso e a tal da “falta de tempo”, que sempre serve de desculpa para justificar a descompromisso com a casa de axé. O engraçado é que quando precisam, estão sempre disponíveis, mostram boa vontade e não pensam duas vezes em ligar ou ficar duas ou três horas no jogo de...

Provas do Orixá

Ontem acordei “virado” e repensei minha visão e o meu lugar no candomblé, me senti no filme 300, naquele instante onde meia dúzia lutam contra o tempo e contra todos os inimigos. Tentamos fazer o melhor, levar o candomblé de forma limpa, descente e parece que em todo momento o povo está torcendo para que não dê certo, criticando antes de até mesmo te conhecer, porque? O que fazemos de mal? Por inveja? Por despeito? Para mim nada justifica. Fiquei assim até que abri minha caixa de mensagem e ver um e-mail, onde o assunto era “Eu, Oxum e Você”, no corpo do texto uma jovem da Bahia, de trinta e poucos anos, relatou que cresceu no candomblé e foi feita ainda criança e já a alguns anos não pisava mais em uma casa de axé, por conta dessa rivalidade sem sentido, um querendo ser mais do que o outro e esquecendo do que realmente importa que é servi ao Orixá. A moça disse que apesar de ter virados as costas para a religião, nunca deixou de amar Oxum e que pesquisando sobre Opará, chegou ...

Sobre IROKO e os fundamentos deste Orixá

O orixá Iroko   ou Iroco tem como sua moradia a gameleira branca (representada por uma arvore ancestre). Um dos   fundamentos deste Orixá   é o seu a assentamento fica no pé desta árvore e após preparo ritual da raiz, seu tronco é enfeitado com um ÒJÁ FUNFUN ( pano BRANCO). Este Santo tem  relação com esta árvore é comum a várias divindades e exprime sua relação com seus antepassados (o culto aos Egum).  Como Exú, Iroko carrega para longe os fluídos maléficos (espíritos ruins e todas as negatividades). Quando manifesta-se os fiéis jogam sobre ele os fluídos que querem se livrar e ele corre para fora do barracão para atirar no mato todo o mau. As vezes bebe tanto que cai no chão.  Cobre-se então com um  alá branco  e , pouco depois, já recuperado ele ergue-se e volta a dançar. Dança de joelhos no chão e o BRAVUN, ritmo  GEGE , como Oxumarê (Bessen). Veste cores fortes, vermelho, azul e verde, às vezes cinza ou marrom e branco e ...