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Mostrando postagens de março, 2015

I EMANJA RAINHA DO MAR

Assim como existem os três irmãos guerreiros: Já, Jagun e Ajagunan existem três irmãs guerreiras filha de Olokun que são Iyá Ogun, Iyá T’Ogun e Ogunté, cada uma ligada a um orixá. São muito parecidas e quentes, o que as difere são os orisás com quais fazem oro. Para Todas é imprescindível que se arrume o Orisá Ogun Alagbedé. São conhecidas como Iyemanjá Ogun. . Iyá Ogun: Esta Iyemanjá também é conhecida como Iyá Ogun Ajipo, vive no ri o e possui seios enormes. Guerreira e valente. É ela quem proporciona, às mulheres maduras, a possibilidade de gerarem filhos, suas contas são todas em tons cristais incluindo seu kele, se veste de branco e azul claro, ligada a Odé Arole e Ogun Alagbedé e todas comem Agutan (carneiro). . Iyá T’Ogun: Também conhecida como Iyá Ogun Asomi Possui, como suas irmãs, caráter guerreiro e combativo. Costuma portar duas espadas ou facões de lâminas longas. Habita a superfície dos mares, mas pode também ser encontrada nos pântanos próximos do mar. É companhei...

AMARRAÇÃO HOMOSSEXUAL

3 velas vermelhas em forma de pênis; 2 velas brancas comuns; 1 vela votiva vermelha; 2 bonequinhos masculinos de pano vermelho ou branco, com os respectivos nomes completos dentro de cada; fitas vermelha e preta. Coloque os bonecos juntos face a face, amarrados pelas fitas, dando 7 nós e chamando pela pessoa a ser atada a você. Ponha-os no centro de um triângulo feito pelas velas em forma de pênis. Posicione a vela votiva acima da cabeça dos bonecos e as velas brancas (com os nomes escritos em cada), juntas, lambuzadas de melado, abaixo da vela votiva. Acenda todas as velas, fazendo seus pedidos ao exu ou pomba-gira de sua confiança. Após o término da vela votiva, esconda os bonequinhos dentro de seu colchão ou outro local secreto em sua casa.

Deveres do Sacerdote e sacerdotisa

Com o passar do tempo muito se tem escrito sobre a verdadeira função do sacerdote dentro da religião afro-brasileira, mas a impressão que eu tenho é que quase nada foi esclarecido, um Babalawo ou um Babalorisa é confundido com um proprietário da pessoa iniciada, as confusões acontecem ou por parte de quem é iniciado ou por quem inicia. É muito comum ouvir em minhas palestras perguntas sobre a relação de pais e filhos ou irmãos na casa de Orisa. Algumas pessoas acreditam que se forem iniciadas pelo mesmo sacerdote que iniciou o seu cônjuge a situação caracteriza um incesto, isso nos leva a seguinte pergunta somos católicos ou pertencemos a Religião Yoruba (Èsìn Yorùbá) qual é a nossa verdadeira religião? Uma grande quantidade de pessoas iniciadas em Orisa ainda seguem preceitos católicos ou orientações espiritas por desconhecer os versos de Ifá, não sabem que dentro desses versos existem as normas de comportamento que orientam os iniciados e o seu comportamento dian...

Abará

Abará é um dos pratos da culinária baiana e como o acarajé também faz parte da comida ritual do candomblé. O abará tem a mesma massa que o acarajé: a únic a diferença é que o abará é cozido, enquanto o acarajé é frito. O preparo da massa é feito com feijão fradinho, que deve ser quebrado em um moinho em pedaços grandes e colocado de molho na água para soltar a casca. Após retirada toda a casca, passa-se novamente no moinho, desta vez deverá ficar uma massa bem fina. ( Com o advento da tecnologia, hoje existe no mercado a farinha de acarajé, já moída e processada o que facilitou muito a vida do povo de santo... ) A essa massa acrescentam-se cebola ralada, sal, camarão seco e azeite de dendê. Quando for comida de ritual, coloca-se um pouco de pó de camarão, e, quando fizer parte da culinária baiana, colocam-se camarões secos previamente escaldados para tirar o sal, que podem ser moído junto com o feijão, além de alguns inteiros. Essa massa deve ser envolvida em pequenos pedaços ...

Efun, Osun e Waji:

Diferenças entre efun, osùn e, wàji , estes facilmente importados do continente Africano, não havendo a necessidade de substituí-los. Efun é um nome dado a vários tipos de pó, utilizados nos rituais afro brasileiro. É conhecido na Umbanda como pemba, nome também usado pela nação angola. Efun mineral é um pó retirado de calcário, que são encontrados na natureza em várias cores,  também. É utilizado na feitura de santo que serve para pintar o corpo do yawo, chamada de efum fum (pó branco). Efun vegetal é um pó retirado de frutos tipo: obi, orobo, aridan, pichurin, nós-moscada e folhas sagradas. A mistura do efun mineral e o efum vegetal recebe o nome de atin e só deve ser preparada pela iyaefun ou iyalorixa. A farinha de mandioca é chamada naturalmente de efun nos terreiros de candomblé. No Afro-brasileiro utilizamos somente três pinturas durante a cerimônia do EFUN AGBÉ: - Efun - Um tipo de argila branca - Osùn - Um tipo de pó vermelho terra cota, obtido da árvore Baphia nitida...

Os Seres Sagrados do Criador dos Homens

Òrìsà Nlá (Oxalá)foi designado por Olodùmáré para criar as características físicas humanas, afim de habitar a Terra nos primórdios de sua criação. Os mitos relatam que Òrìsà Nlá fez uso da lama primordial, denominada de amò o barro mítico de onde viemos e para onde retornaremos. A função desempenhada pela Grande Divindade Escultora, agora denominada de Alám òrere – Proprietário da Boa Lama, deu-lhe a prorrogativa de determinar a aparência humana perfeita ou deficiente. No grupo dos seres que nascem com deficiência física encontram-se em ordem hierárquica os seguintes portadores: 1- ÀFIN - Albinas 2. ABUKÉ – Corcundas 3. ARO – Aleijados 4. ARÀRÁ – Anões As crianças que nascem dentro desta categoria são consideradas sagradas aos olhos do povo iorubá, acredita-se que são a personificação do próprio Òrìsà Nlá. Recebem a orientação de Ifá, onde de imediato são prescritas as oferendas e seus respectivos eèwò – tabus. Durante um longo período, essas crianças são banhadas com água de font...

O QUE É O AJEUM?

A palavra ajeum (ajeun) é a contração das palavras awa  (nós) e jeun ou jé (comer), transformada poeticamente, em  "comer juntos", uma refeição grupal, comunal.  O horário do ajeum, no Africanismo, é um momento solene, em que ocorre a reunião da comunidade em torno de um alimento comum. É um momento de confraternização, encontros e reencontros, do qual participam até mesmo os visitantes da Casa. Um momento de equiparação, quando o alimento é dividido para produzir uma Comunhão. As comidas servidas aos integrantes e amigos da Casa podem ser feitas por qualquer pessoa que saiba cozinhar, diferentemente do que ocorre, na confecção da comida das divindades. É norma do Africanismo, oferecer comida uns aos outros, com formas distintas de ofertar e agradecer. Também no horário das refeições existe uma hierarquia. O Sacerdote/Sacerdotisa, tem seu lugar resguardado à cabeceira da mesa e só participam de sua mesa, aqueles por ele(a) convidados, iniciados ou não. Os yawôs qu...