Pular para o conteúdo principal

“Santo Pai Google de Oxalá”


Essa frase é dita por muito zeladores para criticar o fato de seus filhos irem buscar aprender sobre orixá na internet. Eu escrevo há cinco anos em redes sociais, do Orkut ao Twitter, onde ainda sou recém-chegado, e sempre tomo o maior cuidado ao escrever e expressar minha opinião, afinal nós zeladores somos formadores de opinião.

Toda vez que faço uma pesquisa na internet, vejo que existe muita gente jogando informações absurdas sobre o Orixá e o Candomblé, o que com certeza será um problema no futuro, por isso sempre falo sobre a questão do aprendizado dentro da casa de axé, que vai te dá a base para que possa discernir o que é e o que não é condizente com a linha de raciocínio seguida por sua casa de axé. Certa vez, recebi um e-mail de um yawò que me perguntou qual era a diferença entre Bessen e Bessenha, fiquei espantado pois nunca ouvi falar sobre isso, e após uma conversa no MSN ele me relatou que leu isso na internet e que acabou chateando seu zelador, pois achava que ele não sabia sobre “bessenha – a cobra fêmea” por falta de conhecimento.

Yawòs, Egbomis e Zeladores e Zeladoras, tomem cuidado com o que escrevem, pois essa questão está virando um bicho de sete cabeças nas casas de santo. E aos pesquisadores, pensem antes de falar e agir, procurem acompanhar pessoas sérias e que tenham um passado, não acreditem em tudo que vocês leem por aí. Respeite o axé que te abraçou e mesmo que aos seus olhos, o conhecimento que seu pai ou mãe de santo tenha, seja simples, o que vale é o axé que eu lhe traz para sua vida. Pior que a escuridão da ignorância, são as trevas da ingratidão.

Muito axé e uma ótima semana!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...