Pular para o conteúdo principal

REZA DE OYEKUDI












Oyekudi Orunmilá adifá joko, oloju Oyeku orugbo, akukó, ewere, yarako, ajá, ebejó,
owo, iwá, bogbo inkan arajé ebebi kan lonlé ile Olofin.
Oyekudi Olorun lati Ku, lati Ku Oyekudi.
Este Odu representa o pôr-do-sol.
Significa: O pênis morre entre as nádegas.
É filho de Oyeku Meji e Odi Meji.
Determina que tudo o que se pede a Orunmilá pode ser obtido ou não, pois está nas
mãos de Olofin conceder o que for pedido.
É um signo de enganos e conspirações.
Assinala doenças venéreas e suas conseqüências fatais. Foi por este signo que
Orunmilá, por ordem de Olofin, veio organizar o mundo que se encontrava em desordem total.
Neste signo Orunmilá curou-se de um problema de impotência com o auxílio da
laranja.
Fala de uma pessoa que não conhece o próprio pai.
Assinala insultos e situações de ridículo para o Awo.
O Awo é depreciado e ninguém lhe demonstra gratidão.
Aqui a pessoa vive infringindo os preceitos morais ditados por Olofin.
É preciso estar atento para não ser induzido à prática de um ato desabonador que
pode lhe custar a vida.
A pessoa não pode visitar presos, pois isto poderá trazer-lhe algum tipo de implicação
que poderá provocar sua prisão.
Não deve andar em grupos.
Não pode ser fiador nem testemunha de ninguém para não sofrer decepções e
prejuízos.
Só terá sorte depois que assentar Orunmilá.
Avisa ao homem que sua mulher tem que fazer Orixá.
Acusa sofrimento e males nas pernas.
A mulher não é feliz com o homem que tem ao seu lado.

ITAN DE OYEKUDI
Numa época em que todos os seres humanos guerreavam-se incessantemente,
Olofin ordenou que todos os Orixás intercedessem junto a eles.
De nada valeram os esforços desprendidos pelos Orixás, os homens continuavam a
degladiar-se e, com seus combates, destruíam a natureza e retardavam o desenvolvimento da
civilização.
Foi então que Olofin ordenou a Orunmilá que viesse ao mundo para por um fim ao
caos estabelecido. Em sua missão, Orunmilá teria que acabar com o ódio, a inveja, a maldade, o
orgulho, a ganância e o ciúme, sentimentos humanos que provocavam o desentendimento e as
guerras.
Orunmilá, certo de obter sucesso em sua missão, estabeleceu para si próprio, uma
punição: se não conseguisse cumprir as determinações de seu Pai jamais tomaria a cabeça de
qualquer ser humano, como fazem os demais Orixás.
É por isto que, até hoje, Orunmilá não toma a cabeça de ninguém, nem mesmo das
pessoas iniciadas no seu culto.
O Awo deste Odu, para ter dinheiro, tem que sentar-se ao lado de Orunmilá e cantar
para agradá-lo.
Deve criar uma cabra e levá-la a passear, de vez em quando, com uma cordinha
amarrada ao pescoço.
Saúda-se o Sol, pela manhã, durante dezesseis dias seguidos, e fecha-se as portas
de casa antes de escurecer para impedir a entrada de maus espíritos.
Deve-se falar somente a verdade para ter a ajuda de Deus.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...