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As Religiões Afro-Brasileiras


Poucos conhecem, mas existem outras as Religiões Afro-Brasileiras, como o Omolocô, Candomblé de Caboclo, Juremação, Toré, Pajelança, os Habitantes da Jurema, Quimbanda, Umbanda, entre outras religiões de culto espírita espalhadas pelo nosso Brasil.

Os Cultos E Seus Estados

Babaçuê - Maranhão, Pará

Batuque - Rio Grande do Sul

Cabula - Espírito Santo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Candomblé - Em todos estados do Brasil

Culto de Egungun - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo

Culto de Ifá - Bahia, Rio de Janeiro, São Paulo

Encantaria - Maranhão, Piauí, Pará, Amazonas

Omoloko - Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo

Pajelança - Piauí, Maranhão, Pará, Amazonas

Quimbanda - Em todos estados do Brasil

Tambor-de-Mina - Maranhão, Pará

Terecô - Maranhão

Umbanda - Em todos estados do Brasil

Xambá - Alagoas, Pernambuco

Xangô do Nordeste - Pernambuco

Omolocô

Influências do Omolocô: Angola, Congo, Ketu, Gêge, Catolicismo, Ameríndia.

Também denominado de Umbanda Mista, Umbanda Cruzada, Umbanda Traçada.

É o mais próximo da Umbanda do Caboclo das Sete Encruzilhadas; segundo pesquisadores, este Candomblé estaria em transição para a Umbanda.

Juremação

Muitos juremeiros dizem que “um bom mestre já nasce feito”; contudo alguns ritos são utilizados para “fortificar as correntes” e dar mais conhecimento mágico-espiritual aos discípulos. O ritual mais simples, porem de “muita ciência” é o conhecido como “juremação”, “implantação da semente”, ou “Ciência da Jurema”.

Este ritual consiste em plantar no corpo do discípulo, por baixo de sua pele, uma semente da árvore sagrada. Existem três procedimentos para isso. Em um primeiro, o próprio mestre promete ao discípulo e após algum tempo, misteriosamente, surge a semente em uma parte qualquer do corpo.

Um segundo procedimento é aquele em que o líder religioso realiza um ritual especial, onde dá a seus afilhados a semente e o vinho de Jurema para beber. Após este rito, o iniciante deve abster-se de relações sexuais por sete dias consecutivos, período em que todas as noites ele deverá ser levado em sonhos, por seus guias espirituais, para conhecer as cidades e aldeias onde aqueles residem. Ao final deste período, a semente ingerida deverá reaparecer em baixo de sua pele.

Num terceiro procedimento, o juremeiro implanta a semente da Jurema, através de um corte realizado na pele do braço.

Toré

O Toré é uma dança que inclui também práticas religiosas secretas, às quais só os índios têm acesso. O objetivo ritual do toré é a comunicação com os encantos ou encantados, que vivem no reino da Jurema ou juremá, referência à bebida feita com a casca da raiz da juremeira.

Quanto à dança propriamente dita, ela assume características diferentes em cada comunidade. Eles dançam em círculos, em sentido anti-horário, fazendo e desfazendo sucessivas espirais.

O grupo dança formando quatro filas, que fazem variadas coreografias, criando movimentos de rara beleza. O ritual, que começa por volta das 21h e vai até as 3h da manhã, é uma dança coletiva acompanhada por cânticos e pelo som de chocalhos feitos de cabaças. O que mais impressiona no Toré é a força com que todos pisam o chão, de forma ritmada, juntos, como se fossem uma só pessoa.

Pajelança

Durante o ritual terapêutico, o pajé reza e fuma ao mesmo tempo, baforando a fumaça do tabaco sobre o corpo do doente. Enquanto isto sustenta em uma das mãos o maracá, cujo ruído assinala a aproximação do espírito. O pajé pode alcançar o transe fumando e hiperventilando continuamente, o que lhe provoca visões que lhe direcionam para compreender os atos estranhos que se sucedem na aldeia, ou para predizer sucessos e insucessos.

A pajelança é um ato-ritual de cura, levada á cabo por vários pajés. Nestas ocasiões eles se reúnem para fins curativos ou cuidar da realização de um feitiço que beneficie todas as comunidades participantes do evento.

A crença da pajelança é assentada na figura do encantamento, ou seja, é um culto á encantaria. Encantados são os seres invisíveis que habitam as florestas, o mundo subterrâneo e aquático, regiões conhecidas como "encantes". Os pajés servem de instrumentos para a ação dos encantados. Para tornar-se pajé, o indivíduo precisar ter um dom de nascença ou "de agrado" (adquirido).

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