Pular para o conteúdo principal

Abiaxé, filho que recebe tds os axes no ventre da mãe .

A imagem pode conter: uma ou mais pessoas


Quando a mãe faz a iniciação grávida, ela toma banho de ervas, come comida ritualística e recebe o osú e, ao recebê-lo, estará ligada ao orixá. Essa energia de axé também vai para a criança que por isso é chamada de Abiaxé, ou
seja, a que nasceu do axé, o que nasceu da força do orixá. A mulher grávida fará obrigações específicas. Tudo o que é feito na cabeça de um iniciado e na cabeça de uma mulher grávida que está se iniciando também se faz na barriga dessa mulher. “O umbigo seria o ori e receberá o osú e a barriga também será pintada” e levará kêle (feito a medida da barriga da iniciada). Essa criança já nascerá feita no santo porque foi iniciada no ventre da mãe e, quando crescer, completará as obrigações,e em uma dessas obrigações a cabeça será raspada, Contudo, se uma mulher que se prepara para ser iniciada
estiver grávida, mas não desejar iniciar o filho e não quiser que o filho tenha ligação com o candomblé ela será aconselhada pela Mãe-de-santo a não se iniciar durante a gravidez porque a criança, de qualquer forma, terá ligação com a religião,sem outra alternativa. Mesmo que a mãe não queira os preceitos exigidos a ela para a criança, somente porque a criança estava no ventre da mãe quando a mesma se iniciou, a criança fica comprometida com o orisá e mais cedo ou mais tarde terá que se iniciar.
No candomblé tudo é cíclico, começa e recomeça. Por isso dançamos em
roda. O mais velho vai puxando a roda, mas lá na frente vai o abíyàn, aquele que
nem é feito ainda, mas sabe que, um dia, encontrará seu lugar na roda. Ainda
assim, nem ao que tem mais tempo de iniciado é dado o direito de se gabar. A
humildade é fundamental. Costumamos dizer que quando ikú (a morte) passa,
ninguém quer ser o mais velho em nada”,
Tanto para um adulto como para uma criança, o elemento mais precioso do
terreiro é o “àse”, (força, o poder, energia). Ele realimenta e coloca todo o sistema
religioso coletivo e a vida individualizada da pessoa em movimento. O “àse” é
isso: movimento. Para que o indivíduo receba o “àse”, ele precisa ser iniciado, como vimos, através de rituais para que o “àse” seja distribuído, fixado temporariamente redistribuído a outros seres. Quem inicia o novo membro é Ìyálàse (yalorisá) ou o babalorisá.Mas todos, que são do candomblé terão que ser iniciados,pois o candomblé é uma religão de pessoas iniciadas para o orisá. Sem excessão alguma.
E káale a todos...
Asé!!!

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...