Pular para o conteúdo principal

A África e seus Orixás




Nenhuma descrição de foto disponível.



Oyá Bagan

Oyá do rio, Oyá da lama, Oyá sem cabeça.
Esta Ayaba nasce no Odu Osá Mejí (9-9). Vejam o fundamento dela:

Bagan teria sido o ultimo avatar (corpo reencarnado) de Oya, por isso leva em si tudo o que Oya adquiriu em suas vidas, sendo uma Ayaba de culto complexo e poucos zeladores sabem iniciar essa mulher.

Bagan nasceu da lama:
Bagan usa pinturas feitas com lama e Osun, nasceu da lama do rio Oya, o Rio Niger, e seu culto se da neste rio.

Oyá sem cabeça:
Corre um falso itan de que Oya Bagan não tem Orí pois foi decapitada. Como alguém sem Ori pode ser plantada em Ori se no culto a Orisa só se da o que se tem? Bagan na verdade arrancava a cabeça dos inimigos, por isso o nome de "OYA SEM CABEÇA". Por fundamento da Ayaba, se moquia (queima) a cabeça dos bichos de quatro patas que são oferecidos a ela, e então se põe esses crânios em seu igbá junto a um par de chifres de búfalo. O Igbá de Bagan é de Barro.

Bagan é um Orisa Nupê a qual rezamos esta Adurá:

"E ma odò, e ma odò
Lagbó lagbó méje
O dundun a soro
Balè hey"

Tradução:
Eu vou ao rio, eu vou ao rio
Do seu modo encontrado nos
Arbustos reparte em sete
Vós que fala através do Preto
Tocando o solo te saúdo

Itan de Oyá Bagan:

"Odô Oya, o Rio de Oya Bagan"

Um dia o Obá Tapá, rei dos Tapás, foi avisado que sua aldeia seria atacada. Correu para a casa de Orúla (ifá) e pediu um Ebó para afastar o perigo. Orula disse que ele devia mandar sua filha levar um pano preto até a fronteira da aldeia e rasgar o pano. O pano preto simboliza as coisas más, e deveriam "rasgar" o mal.

"Oyá" significa rasgar, dividir, rachar. Então a filha do rei foi até a fronteira e rasgou um pano preto, rasgava e gritava: OYA! OYA! OYA! (Dividindo! Dividindo! Dividindo!). Os retalhos de tecido formaram uma lama negra, que formou agua negra. A poça de água estourou e formou um grande rio negro! Do ronco do rio se escutou o grito alto "OOOOOOYÁ!!!".

Do leito do rio saiu uma mulher negra, linda, empunhando armas de guerra. Ela foi chamada Oya e o rio, Odô Oya. Oya Bá Àgan é a Oya que trás a força, o poder do grande Odô Oya! Se diz "Odô Oya Bá Agan" (o rio Oya trouxe força) que defendeu os Tapás do perigo, formou uma linha separando o reino dos inimigos, e eles tinham medo de tocar na água, o rio é o Berço de OYA, cujas aguas são negras de tantos eguns que carrega!

A Ya Agbá Oya um dia saiu voando no ar e fez um tufão de vento! A partir daí os tornados também foram batizados de OYA. Quando Ya Agbá Oya Bá Agan estava nervosa ela Corria pra floresta e se transformava em Búfalo!

Hepa Hey Bagan!!!

Os Orisás que comem com Bagan:

ESÚ: Bagan guerreou contra Esu, ao ganhar a batalha ele jura lealdade a ela e decide acompanha-la.

OXÓSSI: O sexto filho de Bagan se chama OGYOGAN, ele se veste com a pele do búfalo e auxília Ode na caçada do passaro Orúro, ao ver que Ode respeitava Ogyogan, Bagan da para Odé o seu pó "Arole" para afastar os Eguns, e Ode em agradecimento faz o Erusin de Oya, e então se tornam aliados.

NANÃ: Bagan nasceu da lama, seu fundamento é a lama preta e isso se se fortalece na presença de Nanã.

OBALUAYÊ: Bagan o encontra no cemitério junto a Esu, e ao derrota-lo ele também jura lealdade a ela e a acompanha.

Cores de Bagan:
Ela usa branco, porem no ato do "Agere" ela se veste de Vermelho ou Marrom.

Bagan não é de culto igbalé, ela é cultuada no Rio Niger, mas tem seu ase voltado aos Eguns.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...