Pular para o conteúdo principal

Voltando a Casa de Axé


Não é incomum o afastamento da casa de santo, já aconteceu comigo e se não aconteceu com você, pode ter certeza que já aconteceu com uma pessoa próxima, entre os motivos, o maior de todos é a fofoca, onde a razão pela qual seguimos uma religião, que é buscar a fé fica em segundo plano e a confusão toma conta.


Mas somos seres humanos, erramos e ai vem a pegunta, qual o momento de seguir nossas vidas ou voltar ao axé?.

A primeira coisa que deve ser analisada é a gravidade do motivo de afastamento, o que você ou seu zelador fez que gerou sua saída da casa, quais as pessoas envolvidas e quais prejuízos gerados. Mesmo sendo uma instituição religiosa, deve existir direitos e deveremos que nos ajudam a manter a ordem. 

Quem ama mesmo o axé e a casa onde foi feito ou tomou obrigação, vai sentir falta, sofre por não estar próximo a família, agora quem nunca deu valor e sai por aí de casa em casa, os famosos "cata folhas" ou "fura roncó", a esses, acredito que a melhor opção é o afastamento definitivo, pois uma pessoa dessa nada acrescenta, pois adquire manias e o que ver na sua casa vai sair por ai falando. Mas aos que reconhecem seus erros e estão dispostos a recomeçar de verdade, deixando de lado as diferenças, ou seja, os bons filhos devem ser recebidos e acolhidos pela comunidade.

Não é fácil retornar a casa de santo depois de um período de confusões e fofocas, mas devemos erguer a cabeça e focar na religião, no aprendizado e principalmente se policiar para não cometer os mesmos erros.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...