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aguidavi







Aguidavi são varetas utilizadas para a percussão dos atabaques no candomblé na nação ou cultura ketu-Nago. 

São confeccionadas com pequenos galhos das árvores sagradas do candomblé, geralmente da goiabeira (psidium guaiava) e araçazeiro (psidium littorali), medindo cerca de trinta (30) a quarenta (40) centimetros.

Este objeto sagrado deve ser preparado pelos iniciados do candomblé em especial pelos ogans, depois de descascados e lixados, devem passar por rituais específicos de sacralização para ser utilizados durante os cultos, cerimoniais e nas festas.



Ritmos executados no Candomblé de Ketu

Hamunha ou Avamunha : Toque que servem para saída e recolhimento de filhos e orixás.

Adarrum ou Adahun : Toque que serve para chamar orixás

Opanijé : Toque para o Orixá Obaluayê

Alujá : Toque para o Orixá Xangô

Ijexá : Toque para o Orixá Oxum

Ilú ou Ylú : Toque para o Orixá Oyá

Agueré : Toque para o Orixá Oxóssi

Igbi : Toque para o Orixá Oxalá

Batá : Toque para o Orixá Oxalá

Bravun : Toque para o Orixá Oxumarê

Sató : Toque para o Orixá Nanã

Barra vento: Toque de Angola e Congo executado algumas vezes para Oyá


A percussão no Candomblé de Ketú é executada pelo aguidavi, ou por vezes com uma mão e um aguidavi, dependendo do ritmo e do atabaque que está sendo tocado.


Dobrar os couros – é um repique lento sequencial e cadenciado que é feito para homenagear visitas ilustres que estão chegando no terreiro, praticamente é o convite para a pessoa entrar.

Durante a festa, quando chegam os convidados ou sacerdotes e ogans de outras casas, interrompesse o toque que está sendo executado para os orixás e dobrasse os couros, após a entrada dos convidados o toque é retomado normalmente.

Algumas casas de candomblé não usam dobrar os couros para as visitas, mas a maioria considera isso uma honra.

Eu acho isso uma falta de educação, de hungbé, de humildade por parte da hierarquia de uma casa, pois existe uma etiqueta, uma linha de comportamento e socialização que todos os umbandistas e candomblecistas devem seguir, e com certeza muitos se esqueceram das lições dos mais velhos e suas tradições.

Dobra-se os couros também em outras ocasiões, mas sempre para homenagear. Nas casas de candomblé bantu Angola e Congo são tocados só com as mãos, não se faz uso dos aguidavi.



Os Atabaques e a Tradição

Os atabaques do candomblé só podem ser tocados pelo Alagbê (nação Ketu),Xicarangoma (nação Angola e Congo) e Runtó (nação Jeje) que é o responsável pelo RUM (o atabaque maior), e pelos ogans nos atabaques menores sob o seu comando, é o Alagbê que começa o toque e é através do seu desempenho no RUM que o Orixá vai executar sua coreografia de caça, de guerra, sempre acompanhando o floreio do Rum. O Rum é que comanda o RUMPI e o LE(pequeno).

Na Umbanda os toques são executados pelos Alagbês, Ogans e Curimbeiros(as), a hierarquia dos Ogans e o nome dos atabaques na Umbanda são os mesmos do Candomblé, já que no começo da Umbanda o atabaque não fazia parte do ritual. Só sendo incorporado ao ritual mais tarde, pela sua força e importância.

Os atabaques são chamados de Ilubatá ou Ilú na nação Ketu, e Ngoma na nação Angola, mas todas as nações adotaram esses nomes Rum, Rumpi e Le para os atabaques, apesar de ser denominação Jeje. Na Umbanda os ataques são chamados de “Engoma”, mais comum, ou Ilú.

Os toques

A Umbanda inicialmente possuía apenas um toque, chamado Umbanda Angola, incorporando mais tarde os ritmos congo de ouro, cabula, ijexá e barra vento do Candomblé de Angola.

Ritmos executados na Umbanda

Umbanda Angola

Congo de Ouro

Cabula

Barra Vento

Ijexá



Ritmos executados no Candomblé de Angola

Arrebate

Congo de Ouro

Cabula

Barra Vento

Alujá

Ijexá

Muzenza

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