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ikó (palha da costa)




Palha-da-costa é a fibra de ráfia, conhecida como ìko pelo "povo-do-santo", extraída de uma palmeira chamada Igí-Ògòrò pelo povo africano. No Brasil, recebe o nome de Jupati, cujo nome científico é Raphia vinifera.

No Candomblé representa a eternidade e transcendência, como prova da imortalidade e reencarnação, utilizado na confecção das roupas dos Orixás, em especial Obaluayê, Omolu (Sakpata) e também como adereços e item ritual nas indumentárias de vários outros orixás como: Ogum, Oyá, Ewá, Obá, Nanã, Irôko, Ossaim,sendo radicalmente pertencente aos orixás da terra (família karejebe).

Seu uso é indispensável na iniciação feitura de santo no sentido de proteger a vulnerabilidade dos neófitos.

É usada também como a “bucha do yawô”, juntamente com o sabão da costa em seus banhos de asseio e espirituais dentro do período da feitura, e anos de santo. Assim como em osés nos igbás.

Esta mesma palha trançada com espessura de um dedo mindinho e comprimento de um metro, chama-se Ikan, popularmente chamado de contra-egun pelos leigos e até mesmo pelo povo de santo. Geralmente amarrado nos braços e cintura dos iniciados, com a finalidade de afastar as energias negativa e espírito malévolo, impedindo a incorporação de egun (espírito de morto).
• "Umbigueira", (recebe este nome quando é amarrado na cintura).
• "Mokan", (recebe este nome quando é ornado com búzio da costa), é um colar de palha trançada que é usado no pescoço junto com o delogun e seu comprimento é até o umbigo.
• "Contra-egun", (recebe este nome quando é amarrado na dobra da parte inferior da junção entre braço e ombro).

Popularmente é muito utilizada como banho de descarrego junto com o sabão da costa, serve para descarregar, purificar e fortalecer as pessoas dentro e fora dos asés.

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