Pular para o conteúdo principal

Lenda Sobre Iku “A Morte” - Entendimento


O Orixá Iku (a morte) não existe culto direto a ele(a) e por esta razão ele deve ser cultuado através dos mortos, masculinos ou femininos, por Orô ou Iyámi, por Egúngúnou Elerikô, o Deus que possui a função de exercer o poder da morte chama-se Iku, trata-se de uma divindade masculina, .
Afirma a tradição que Iku começou a matar depois que viu sua mãe ser espancada e morta na praça do mercado, sendo depois dominado por seus que conseguiram que ele comesse o que lhe era proibido. Quem ensinou como anular a atividade de Iku, foi sua mulher chamada Olójòngbòdú. 

IKÚ E A ANCESTRALIDADE

Nos conta assim, um fragmento do verso do Odù Òyèkú Méjì: "....

Quando Ìfá falou sobre Olójòngbòdú, a mulher de Ìkú que foi chamada logo cedo pela manhã, foi perguntado o que seu marido não poderia comer, que o tornasse incapaz de matar outros filhos das pessoas?

- ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ratos, pois se comesse, suas mãos tremeriam sem parar;

- Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer peixe, poi se comesse, seus pés tremeriam sem parar ;

- Ela disse que Ìkú, seu marido, não poderia comer ovo de pata, pois se comesse, ele vomitaria sem parar...

" Outro método de enfraquecer a atividade de Ìkú é registrado no oráculo de Ifá, através do modo como Èsù subornou o filho de Ikú, para que este revelasse o modo como Ìkú matava, Omòikú (filhos da morte) então revela que seu pai, matava através de sua clava, tornando-se fraco sem este instrumento, o qual Èxú com a ajuda do Ijàpàá, esconde. "

... Ijàpàá gbé òrúkú l'owó ikú..." ( o cágado retira a clava das mãos de Ikú ).

Posteriormente, Ìkú faz um pacto com Òrúnmilá, através da condição dele ajudá-lo a recobrar a sua clava; então, Orixá Ìkú só levaria antecipadamente aqueles que não se colocassem sobrê a proteção de Òrùmilá (Orunla). Outro texto do Odù Ìròsùnsè, nos conta como Orí (cabeça) e Òrùnmilá, impediram a atuação de Ìkú sobre a cabeça de alguém.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...