Pular para o conteúdo principal

O artesão e as saudações dos Orixás


Desde criança o pernambucano Antenor Júnior é um admirador das artes plásticas. Natural de Olinda, trabalhou fazendo figurinos para grandes quadrilhas de Festas Juninas que é um movimento folclórico tradicional muito forte naquele Estado.
Com o espírito aventureiro, em 2010 veio para o Rio de Janeiro trabalhar no ramo vestuário e começou a se interessar pela cultura afro. A paixão pelo artesanato e o interesse por produtos africanos fizeram Antenor Júnior desistir do trabalho formal e passar a investir em peças sacras como: oratórios e estandartes ligados aos santos católicos e aos Orixás.

Adotando o codinome de Jr Alves, o artesão passou a pesquisar mais sobre os Orixás e descobriu uma nova modalidade de produzir as imagens dos Orixás. O seu maior diferencial foi a confecção de camisas com as saudações dos Orixás, já que no mercado o que predomina é a imagem deles. Essas camisas têm proporcionado sucesso e reconhecimento ao artesão.

Jr Alves se diz espiritualista, filho de Oxossi (Orixá da caça e da fartura) e a cada mês veste nas feiras, a camisa de um Orixá. Na foto de Sol Freitas ele aparece homenageando Ogum (Orixá reverenciado em abril). Jr Alves ressalta que a cada dia fica cada vez mais apaixonado pelas histórias dos Orixás por serem ricas em sabedoria e aprendizado.

O artista expõe seu trabalho nas feiras das ruas: General Glicério, do Lavradio e participa do Evento Omolokum Culinária de Terreiro, de Leila Leão. Em junho deste ano, Jr Alves estará na organização da Quadrilha Gonzagão da Feira de São Cristóvão, que também irá representar o Rio de Janeiro no Campeonato Nacional de Quadrilha no Pará, no mês de agosto.

Àìní tenumó tàwa ánira! (A necessidade desperta nossos dons!)

Fonte

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...