Exu Ă© o orixĂĄ (divindade) da criação e da comunicação. A palavra ĂsĂč, em iorubĂĄ, significa “esfera”, portanto, Exu Ă© o orixĂĄ do movimento. Recebe diversos sobrenomes, de acordo com a função que exerce ou com suas qualidades: ElegbĂĄ ou ElegbarĂĄ, BarĂĄ ou IbarĂĄ (aquele que tem poder ilimitado, tĂtulo outorgado por Olorum), Alaketu (assistente de OrunmilĂĄ que, atravĂ©s de uma artimanha, conseguiu ser o rei da regiĂŁo, tornando-se um dos reis da nação), ĂkerĂł ou Akessan (chefe de uma missĂŁo, responsĂĄvel por supervisionar as atividades do mercado do rei de OyĂł), Ijelu (aquele que rege o nascimento e o crescimento de tudo o que existe), Baraketu (guardiĂŁo das porteiras), Lonan (guardiĂŁo dos caminhos) e InĂĄ (reverenciado na cerimĂŽnia de abertura). Em Angola, recebe o nome de AluvaiĂĄ (comunicação, corpo humano e comunidade), Pambu Njila (caminhos e encruzilhadas, associado a pombajira). Em IfĂ© foi chamado de Exu Obasin, companheiro de Odudua.
Filho de Olodumaré, é irmão de Ogum e Oxóssi, ele é o guardião do Axé. Recebe essa energia de seu pai e a coloca à disposição de todos, seja para os homens ou para os orixås, multiplicando-se e individualizando-se.
Seu cajado ou bengala, o ogĂł, possui formato fĂĄlico, feito de madeira e cabaças que fazem referĂȘncia a anatomia do pĂȘnis e simboliza seu poder concentrador e semeador. Tal qual seu portador, o ogĂł Ă© multimĂdia e multiplataformas, possuindo imensos poderes, como, por exemplo, transportar o orixĂĄ para lugares longĂnquos em segundos, jĂĄ que Exu precisa estar em todos os atos, em todos os domĂnios.
Exu participa da criação do mundo e de si próprio, portanto, a forma fålica do ogó também simboliza o poder de criação capaz de perpetuar a vida.
"O falo representa o desejo vital, o Ămpeto. O pau rijo Ă© a contração que existe antes da reprodução de qualquer coisa, Ă© o fluxo de sangue vivo, Ă© o prĂłprio movimento da vida".
đđ„đđ„đđ„đđ„đđ„đđ„
Texto:FilipeChagas*
F:BauerSĂĄ
đ„đ
BĂĄrbara Ti ĂsĂș.
Xerus de DendĂȘđ„❤

ComentĂĄrios
Postar um comentĂĄrio