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Olá, eu sou o Miasma


 Eu sou aquilo que você ignora, mas carrega.

Habito seus pensamentos sombrios, suas palavras amargas, suas mágoas não digeridas.
Eu sou o acúmulo de tudo o que você finge esquecer, mas não cura.
Sou gerado na raiva contida, na inveja disfarçada, na culpa que você varre para debaixo do tapete da consciência.

Eu não sou um castigo — sou um reflexo.
Nasço quando você me alimenta, cresço quando você me esquece, adoeço quando você me nega.
Sou o peso que entope seus caminhos, sou o mofo da alma, o cheiro ruim da emoção que não encontra saída.

Mas não tema.
Eu também posso ser dissolvido.
Um sopro de amor, uma faxina de perdão, uma luz de consciência… e eu me esfarelo.
Eu sou o Miasma, mas você é Luz — e toda Luz dissipa o que é denso.

Então, se me sentir por perto, não lute contra mim — me transforme.
Limpe seus pensamentos, perdoe seus fantasmas, areje suas culpas.
Eu não tenho morada fixa — vivo onde a dor faz morada.

Olá, eu sou o Miasma.
Mas posso ir embora quando você decidir ser leve.

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