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Borí


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" Borí é um ritual da religião tradicional yorùbá e consequentemente das suas afrodescendentes, como o candomblé, e principalmente os da nação Keto (Ketu). É um rito elaborado a quem se propõe a ingressar na religião dos Òrìsà.
O homem yorùbá cultua o seu elemento mais sacro, o Orí, sua cabeça. Borí é o rito de oferenda à cabeça (ebo Orí), que consiste em assentar, sacralizar, reverenciar e ofertar o òrìsà Orí, portanto, cultuar e louvar Orí e assim estabelecer o elo entre a cabeça material (orí) do neófito e sua cabeça espiritual, ou seja, criar a harmonia e equilíbrio necessários à vida.
A coexistência do orí físico e do orí espiritual do homem perfaz o òrìsà Orí, e, é através dos ritos próprios do Borí, que se estabelece essa comunhão, é assim que se busca a estabilidade espiritual.
É desta forma que se consegue optar e viver melhor, o mais próspero possível. Orí é quem sempre está mais próximo do homem, portanto é fundamental harmonizar a coexistência.
Somente o òrìsà Orí, é assentado, sacralizado, reverenciado (ver Igba Ori) e ofertado no cerimonial do Borí, esse é um dos mais importantes rituais da religião, pois abrange todos os adeptos de forma igualitária e sem distinções. Assim sendo, deve-se sempre rogar e ofertar antes de todos os outros Òrìsà. Como diz um verso religioso yorùbá (ese ifá): “Nenhuma divindade poderá ser adorada, sem o consentimento do seu próprio Orí.”
É também digno de nota, que os elementos usados para simbolizar o Orí em seu assento são únicos, pois, diferem e nem tampouco se assemelham, nem externamente e tampouco interiormente com nenhum dos outros assentamentos dos òrìsà que comumente geram transe, ou seja, não é simbolizado, por exemplo, com um òkúta e/ou “ota” (pedra ou seixo) e nem em irin (ferro)."

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