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i(roncó)


O rondem i(ronco) é um lugar sagrado e preparado para receber as pessoas que vão fazer a sua iniciação no candomblé. É o local do nascimento dos novos filhos do egbé e, por isso, chamado de “maternidade” ou “útero” da casa de candomblé. Lá são realizadas as grandes obrigações do Axé.

É também chamado de ariaxé, pelos iorubás, e de roncó (ronco) ou hùndeme, pela nação fon, sendo este o mais usual.
Cada casa faz sua adequação conforme o espaço físico existente, mas no geral o rondêmi é um cômodo mediano, bem arejado e muito limpo, construído no lugar mais isolado do burburinho diário. Esta condição possibilita maior tranquilidade e o silêncio necessário para os rituais que ali serão efetuados nos
iaôs. Todos os preceitos do iaô serão feitos no rondêmi. Seus pertences particulares e os símbolos sagrados da divindade serão lá guardados, permanecendo resguardados.
No rondêmi só entram pessoas da absoluta confiança dos sacerdotes e a responsável pela “criação” do iaô, a “mãe-criadeira” ou “mãe-pequena/pai-pequeno”, que também seguirá determinados preceitos e obedecerá a certas
proibições. Esta pessoa estará quase tão consagrada quanto o iniciado, pois
passará por ebós; não poderá sair da casa, a não ser por motivos imperiosos; deverá evitar contato com recém-chegados da rua; dormirá no rondêmi com o iaô durante todo o tempo da iniciação etc. Sua dedicação será quase completa ao iaô, esquecendo-se até mesmo da sua vida particular e familiar e do mundo exterior.
A grande maioria dos ensinamentos do iaô cabe a esta pessoa, tão desprendida de tudo, pois é costume que o sacerdote só entre no rondêmi nos momentos dos sacramentos mais importantes, ou na hora dos ensinamentos que cabem somente a ele transmitir. Exteriormente, a sua presença é mais exigida para coordenar a parte religiosa e humana do egbé e agir para que tudo transcorra em ordem e com tranqüilidade.
Dentro de um rondêmi a vida passa sem que se tenha nenhum conhecimento da vida exterior. Lá, o mundo parece que parou no tempo!

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