Pular para o conteúdo principal

CONTROLE A SUA LÍNGUA!


 

Os Orixás estavam em festa e Oxalá mandou chamar Exu (o senhor dos caminhos) que já havia andado pelo mundo todo e provavelmente já tivera conhecido um pouco de tudo. Oxalá pediu a Exu que lhe preparasse o melhor prato já visto e que nele simbolizasse além do sabor, a força do ser humano.


Exu preparou uma língua com molho agridoce e disse a Oxalá: "A palavra do ser humano não tem fronteiras, usam para rezar, para ampliar e passar conhecimento, para dizer palavras de amor, expressar seus sentimentos, agradecer, elogiar, etc". Oxalá terminou a refeição e pediu a Exu que agora trouxesse o pior prato do mundo e agora que sintetizasse o que há de ruim nos seres humanos. Exu trouxe a mesma língua,só que agora no dendê, dizendo: "A mesma língua que fala o bem fala o mau, esta língua representa a inveja, a falsidade, a ingratidão, o ódio, a raiva, a ira, a gula,a avareza e todos os outros defeitos existentes no ser humano".

Oxalá pergunta a Exu,"como pode o mesmo pedaço de carne representar pólos tão opostos"? Exu responde "O que muda é o tempero.No primeiro o agridoce e no segundo o dendê. Ambos representam as intenções da carne, ou seja, se a intenção for doce, doce será a carne, porém se a intenção for quente,quente ela será." Conclusão: O bem e o mau habitam em nós,porém,podemos escolher com qual tempero regamos nossa língua para se comunicar com Oxalá. Muitos se dizem Umbandistas/Candomblecistas mas usam a língua doce no terreiro, mas quando saem,já a esquentam com dendê. Umbanda ou Candomblé não se resume a terreiro, mas se expandem para o que levamos para nossas vidas.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...