Pular para o conteúdo principal

OGUM E ODÉ AKUERÃN

 

Diz a lenda, que Ogum Olodé (chefe dos caçadores), tinha um irmão que mais tarde seria chamado Akuerãn, e eram inseparáveis, contudo Ogum observava que seu irmão, era frágil e muito dependente.

Ogum decidiu procurar Exú, famoso por fazer o certo virar errado, o errado virar certo, ele sabia que o senhor dos caminhos iria dar um conselho acertivo.
E assim foi, Exu disse a Ogum que deveria levar Akuerãn até a mata mais escura e deixá-lo sozinho, mas que além disso, limpasse os rastros que davam o caminho de volta e fazer falsos rastros para a subida da montanha, assim ele não voltaria tão cedo.
Ogum ficou pasmo e perguntou a Exu, porque fazer tal maldade, então que Exu disse:
- O menino só irá crescer, se tiver que enfrentar os perigos sozinho, longe de você Ogum, a montanha ensinará a ele como ser um grande caçador, acredite!
Ogum então seguiu o que Exu disse, e levou o irmão a uma caçada ao pé da montanha, e assim o deixou.
Akuerãn sem saber o que estava acontecendo, ficou perdido, com medo, e teve que colocar em prática tudo que Ogum havia lhe ensinado, a cada passo que subia a montanha o vento ficava mais gelado, e ele tinha que caçar animais que a pele fosse mais grossa, para que pudesse sobreviver.
Ao chegar no alto da montanha Exu estava esperando, e então o jovem caçador perguntou:
- Porque Ogum fez isso comigo Exu? Porque me deixou sozinho?
- Ele não te deixou sozinho, ele deixou você com tudo que ele te ensinou, você entrou na mata um menino e agora é um homem.
Akuerãn entendeu e de cima do monte viu sua tribo, e assim retornou, onde sentou ao lado de Ogum que lhe entregou o título de Olodé e Akuerãn reinou com chefe dos caçadores.
Akuerãn é cheio de mistérios, em certos momentos, aparece também como o pescador de grandes peixes, seria ele quem teria guiado Yemanjá pelas matas quando ela fugia de Olofim e por isso ela teria dado a ele uma concha que refletia a maldade dos inimigos.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...