Pular para o conteúdo principal

O que você sabe sobre os Àbíaxé's?


A imagem pode conter: uma ou mais pessoas



O Àbíaxé é a pessoa que recebeu todo o axé de feitura ainda na barriga da mãe, ou seja, quando a mãe estava recolhida, ela estava grávida. Daí esta criança ao nascer ser denominada de Àbíaxé, não precisando portanto ser iniciada pois, como dizem dentro do culto, “já nasceu feita”.

Àbíaxé é uma questão muito comentada dentre a comunidade candomblecista, pois muitas casas aceitam esse termo e outras não.

A feitura busca energia em diversos rituais; rituais esses que a mãe passa mas o filho não, ele só está compartilhando energia e não mergulhando nelas como a mãe.

Mas… Repetindo isso é uma tese defendida ou não por Casas de Axés.

Mas de fato, depois da criança passar por todo esse processo com a mãe, ainda há Ebós, Assentamentos… que essa criança vai passar.

Indiretamente Ogans e Ekejes são Abiaxés, pois quando nasceram já troxeram com eles uma energia iniciática. Sob esse ponto de vista fica mais facil entender o termo Àbíaxé.

É “feito” (raspado) na barriga da mãe, quando está é recolhida para a “feitura” e está grávida. Aí a criança recebe todos os fundamentos que a mãe receber, independente da qualidade de Orixá, nascendo “feita” deste mesmo orixá e carecendo apenas da confirmação ou coroação, as quais seguem as mesmas ritualísticas do primeiro caso de abiaxé.

Não basta estar na barriga da mãe para ser Abiaxé, é necessário que sejam feitas coisas para a criança, como por exemplo: Comida ao santo, Adoxu pelo umbigo, Orações próprias, Ebós… Muitos rituais, a criança recebe muitos procedimentos que a mãe receber e assim será abiaxé, caso não receba nada e só tenha estado na barriga da mãe não será abiaxé.

Com a Obrigação de 1 ano esta criança estará de fato iniciada por completa.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...