Pular para o conteúdo principal

Esú, Ogún, Odé e Osanyin – União que preserva a evolução

Muitas das itan (lendas) que li durante toda minha vida, tentavam explicar o motivo dos Orisás, Esú, Ogún, Odé e Osanyin serem cultuados juntos e após muita discussão e reflexão, cheguei a uma conclusão que gostaria de dividir com vocês, pessoas que me seguem e me carinhosamente me mandam mensagens para esclarecer dúvidas ou dividir suas histórias.
Esú é o principio da individualidade, sem ele não haveria impulsos, não haveria a vontade ou ao menos saberíamos que estamos vivos, no meu ponto de vista, ele é o primeiro passo. Ogún é o Orisá que dá subsídios para a vida, ou seja, o trabalho, a moradia, as ferramentas para o cultivo da terra e os meios para isso e seu irmão querido, Odé, senhor da caça e da abonança, faz o trabalho do homem valer a pena, trazendo a prosperidade que só é mantida porque adquirimos durante todo esse longo percurso, a experiência que tem como seu patrono, o Orisá Osanyin, senhor das folhas, aquele que guarda em sua cabaça a essência da cura e também o conhecimento ancestral.
A ligação que esses quatros Orisás tem é claramente o que mantem a evolução no planeta, o Impulso, o Trabalho, a Vontade de Prosperar e a Sabedoria, sem esses fatores, estaríamos até hoje nas cavernas, por isso a importância de cultuá-los em comunhão, sendo em seus assentamentos, em suas cantigas ou em seus atos secretos ou públicos, para não esquecermos o valor que tem, o plantar para colher.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...