Pular para o conteúdo principal

Cigana Puerê


Conta a lenda o motivo pelo qual tem este nome é que tinha amantes.
E que para chegar em sua casa ou andar de lugar para lugar ela ia correndo em estrada de chão, onde levantava muito pó.

Dizem que foi depois de verem ela correndo que nasceu este nome.
Estes amantes, com ciúmes entre si , decidiram transformar a vida da moça, trancando-a em um casebre afastado , para que ficasse sozinha.
Para sobreviver , se alimentava de restos de vegetais que se encontravam no interior de seu cárcere.
Com força de vontade de viver, derrubou uma parede velha de madeira e conseguiu fugir.
Rastejando pela fraqueza da má alimentação , encontrou uma estrada próxima .
Nela passava uma caravana de ciganos que a acolheu.
Em pouco tempo tornando-se uma bela moça e casou-se com o filho do chefe do clã .
Meses depois , a Cigana Puerê , por vingança , voltou ao lugar onde foi tão castigada.
Seu marido apaixonado e fiel, atendeu prontamente seu pedido e , comprou o melhor e mais importante casarão daquele povoado.
E assim, mandou convite a todos para um rico e luxuoso baile máscaras.
No meio do baile, Puerê desceu as escadarias do rico salão com a sua bela máscara e um maravilhoso vestido.
E todos os seus inimigos a aplaudiram e reverenciaram sem saber quem era a misteriosa mulher, que seria revelada somente no fim da festa.
Ela chamou a todos ao centro do salão, ainda com a máscara, os convidados já totalmente bêbados, ela retirou a máscara, revelando-se a todos.
Os inimigos indignados por ser ela , começaram a condená-la, principalmente o seu pai, que no impulso começou a cobrar carinhos que ele nunca teve a ela.
E no soar de palmas, entraram-se empregados ao salão, carregando enormes barris de óleo..
E os convidados achando que fazia parte da cerimônia, ficaram aguardando os servos despejarem o óleo por tudo enquanto Puerê e seu marido saíram escondidos, incendiando todo o espaço, matando e vingando-se assim, de todos os seus inimigos.

Suas últimas palavras aos seus inimigos foram :
- Livrarei vocês dos seus pecados com o fogo.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...