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EBO = SACRIFÍCIO E OFERENDA



Um ebo (ebó) pode ser definido como um ato de se fazer uma oferenda, do reino animal, vegetal ou mineral, de comidas, bebidas e qualquer objeto, a uma divindade ou entidade espiritual. É um ato mágico-religioso que se utiliza das forças naturais existentes nesses elementos para um determinado fim. Por este motivo costuma-se dizer que o ebo revela-se como a maior fonte de comunicação entre todas as fontes do universo.



A palavra ebo significa sacrifício e vem de bo - alimentar, palavra utilizada somente para òrìsà, coisas e animais, nunca para uma pessoa. Rírú ebo òrìsà significa oferecer sacrifício ao òrìsà. Na língua yoruba, não há diferentes nomes para definir o sacrifício de animais, de plantas, de oferendas ou trabalhos determinados pelo jogo de búzios. Tudo é conhecido por um só nome: ebo.


Há uma tendência de se atribuir qualidades parecidas dos humanos às dos òrìsà, a quem as oferendas são feitas. Eles podem tocar, ouvir, sentir nossas emoções; têm apetites, desejos e tabus semelhantes aos seres humanos. Para manter essa comunhão, ofertam-se de forma regular as oferendas sob diversas formas, de acordo com a situação que se almeja.



IMPORTANTE:

TODO ATO MÁGICO RELIGIOSO POSSUI TRÊS ELEMENTOS:
1. A condição de competência daquele que realiza;
2. Palavras a serem proferidas em forma de reza - adúra -, saudações - oriki -, cânticos - orin -, e encantamentos - ofò -;
3. A forma de realizar os trabalhos e os locais adequados.




(Extraído de Òrun-Àiyé: o encontro de dois mundos: o sistema de relacionamento nagô-yorubá entre o céu e a Terra, de José Beniste, Editora Bertrand Brasil)

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