Pular para o conteúdo principal

𝙊𝙭𝙖𝙜𝙪𝙞𝙖̃: 𝙊 𝙂𝙪𝙚𝙧𝙧𝙚𝙞𝙧𝙤 𝙅𝙤𝙫𝙚𝙢 𝙚 𝙅𝙪𝙨𝙩𝙤*


 Oxaguiã* é reverenciado como a forma jovem e guerreira do grande Oxalá, o Pai de todos os Orixás. Ele personifica a força, a novidade e, fundamentalmente, a justiça. Sendo um Orixá funfun, sua ligação com a cor branca é primordial, simbolizando pureza, paz e o frescor do novo ciclo. Seus diversos nomes e epítetos, como Osagiyán, Ajagunã, Ajagùnnòn, Elejigbô e Ògìrìyán, refletem suas múltiplas facetas e qualidades.


*𝙐𝙢𝙖 𝙙𝙖𝙨 𝙘𝙪𝙧𝙞𝙤𝙨𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚𝙨 𝙢𝙖𝙞𝙨 𝙢𝙖𝙧𝙘𝙖𝙣𝙩𝙚𝙨 𝙨𝙤𝙗𝙧𝙚 𝙊𝙭𝙖𝙜𝙪𝙞𝙖̃*

Reside na origem de um de seus nomes mais conhecidos: Òrisà-je-iyán, que significa "Orixá comedor de inhame pilado". Esta denominação revela sua predileção pelo inhame pilado, um alimento que está intrinsecamente ligado aos mitos que narram sua interferência para garantir colheitas fartas. Essa ligação com o cultivo do solo e a colheita o estabelece como um Orixá provedor, apreciador de mesas fartas e repletas. No Brasil, essa conexão se estende, simbolizando o inhame novo e, por extensão, tudo o que é novo e que se renova.

*𝙉𝙖 𝙚𝙨𝙛𝙚𝙧𝙖 𝙙𝙖 𝙥𝙚𝙧𝙨𝙤𝙣𝙖𝙡𝙞𝙙𝙖𝙙𝙚*

Oxaguiã se destaca por seu vigor e espírito aguerrido. Ele é o responsável por trazer a Lei ao mundo, sendo a inspiração por trás de todos os sistemas de leis. Essa característica o associa à justiça, à ordem e ao estabelecimento de princípios. Sua proximidade com Ogum é notável; a ponto de se dizer que Ogum é um Oxalá azul e Oxaguiã, um Ogum branco. Juntos, eles compartilham o aprendizado das artes bélicas, o que reforça a imagem de Oxaguiã como um guerreiro estratégico, capaz de destruir o mal e trazer boas ideias (Ajagùnnà)

*𝙊𝙨 𝙢𝙞𝙩𝙤𝙨 𝙦𝙪𝙚 𝙚𝙣𝙫𝙤𝙡𝙫𝙚𝙢 𝙊𝙭𝙖𝙜𝙪𝙞𝙖̃*

Trazem curiosidades significativas. A narrativa de seu nascimento sem cabeça e o recebimento de diferentes cabeças – uma branca de inhame pilado dada por Ori, que causava conflitos por ser "quente", e outra preta presenteada por Iku – ilustra a busca por equilíbrio e a superação de desafios. A cabeça azul marinho sugere a conquista de um estado de equilíbrio e serenidade.

*𝙉𝙤 𝙘𝙤𝙣𝙩𝙚𝙭𝙩𝙤 𝙧𝙞𝙩𝙪𝙖𝙡𝙞́𝙨𝙩𝙞𝙘𝙤*

A dança de Oxaguiã é vigorosa, refletindo sua energia e natureza guerreira. Ele porta uma espada, um símbolo de sua prontidão para a batalha e para a defesa da justiça. Outro elemento importante é o atori, uma varinha utilizada em rituais de expiação e purificação, com a qual ele pode tocar os fiéis.

*Sua saudação característica* é Ệpa bàbá domila!. Folhas como o boldo e o manjericão são associadas a este Orixá, enquanto o azeite de dendê figura entre suas quizilas (tabus). Sua comida predileta, o inhame pilado (iyan), é um elemento central em suas oferendas.

𝙀𝙢 𝙨𝙪𝙢𝙖, *𝙊𝙭𝙖𝙜𝙪𝙞𝙖̃ 𝙚́ 𝙪𝙢 𝙊𝙧𝙞𝙭𝙖́ 𝙘𝙤𝙢𝙥𝙡𝙚𝙭𝙤 𝙚 𝙢𝙪𝙡𝙩𝙞𝙛𝙖𝙘𝙚𝙩𝙖𝙙𝙤*.

Ele representa a juventude, a força combativa, a busca pelo equilíbrio e, acima de tudo, a justiça divina manifestada na terra. Sua ligação com a criação, a fartura e a renovação o torna uma figura essencial no panteão africano e afro-brasileiro. Compreender seus mitos, símbolos e características nos permite ter uma visão mais completa da profundidade e da importância deste poderoso Orixá.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...