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Os antigos diziam, Òrìşà Olufon


Os antigos diziam, Òrìşà Olufon – outrora conhecido como Daodu, o primogênito do rei –

foi nascido primeiro de Ợbàtálá.

Todos os òrìşà têm seu grupo separado de adoradores. Cada um tem, também, uma casa separada para adoração.
Aqueles que adoram a Ợbàtálá usam contas brancas (şèşè efun) e roupas e braceletes brancos. Eles usam o cajado (opa Òsòòrò) e leques (oje) feitos de metal niquelado semelhante a uma liga de estanho.
Eles sempre cozinham com manteiga de karité (banha de ori), ou com olho de semente de melão (egusi), em vez de óleo de palma utilizado por muitas outras pessoas. Seu prato tradicional é conhecido como obe ate (guisado branco).
O sacerdote oferece a Ợbàtálá a noz de cola branca (obi ifin), em vez da noz de cola vermelha tradicional (obi abata), que é dado aos outros òrìşà. Ợbàtálá bebe cerveja de milho (sekete) em vez de vinho de palma.
Caramujos (erinlako) e galinhas brancas são os sacrifícios favoritos de Ợbàtálá e dos outros òrìşà que são seus filhos,
tais como, Ogiyan, Òrìşà Irowu, Orisa Oluofin, Orisa Pòpò …etc.

Os adoradores de Ợbàtálá são sempre limpos e eretos. Eles podem usar roupas de várias cores às vezes, mas para eles, o branco é mais aceitável.
No templo de Ợbàtálá há sempre um pote (awe orisa), que contém água e objetos sagrados (irin òrìşà). A água é mantida limpa e pura (omi otun).
Esta água deve ser obtida pelo sacerdote de Ợbàtálá bem cedo pela manhã, que o faz em completo silencio, tanto na ida quanto na volta ao templo (omi odi).
O sino ou ajija deve ser tocado para limpar todo o mal que ele possa encontrar pelo caminho. Essa água (omi awe) ou (agbo orisa), pode fazer com que as mulheres estéreis tenham filhos,
e quando um bebê está doente, essa água é usada para a cura.

Ợbàtálá é uma divindade poderosa.
Ele é o grande rei de Ìrànjé; o homem velho entre todos os òrìşà.
Ele é alto e bonito."

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