Pular para o conteúdo principal

Cigana Yasmin

No dia 2 de fevereiro de 1902, um grupo de ciganos, da linhagem Natasha, estava acampado numa ilha mágica chamada Chipre, onde a deusa Vênus nasceu de suas águas.

Num certo momento as ciganas jovens foram nadar na praia. De repente uma onda veio e levou Yasmin para dentro do mar.

Deste jeito a cigana Nazira avisou para seu clã que a maré levou a menina. Todos os ciganos foram para a praia, mas não acharam a garota. Assim o Kaku Romão, que era avô de Yasmin, fez suas preces e contou para o grupo que a donzela tinha morrido afogada. Deste jeito todos ajoelharam-se e começam a rezar.

Ficaram naquele mesmo local durante vinte dias esperando que as águas devolvessem o corpo da cigana. Quando completaram-se vinte e três dias, chegou a noite e a Lua cheia apareceu iluminando toda a ilha. Então Vlaz, o pai de Yasmin, foi para a areia e começou a orar de olhos fechados.

Algumas horas depois, ele abriu os olhos e avistou uma baleia enorme que veio em sua direção. Naquele instante o espírito da sua filha saiu, de dentro da boca do animal, em forma de sereia e disse:
- Pai, não fique triste.
- Eu não pertenço mais a terra, pois afoguei-me e meu corpo foi engolido por uma baleia encantada. Mas minha alma foi chamada para trabalhar no mar. Por causa do feitiço deste bicho que me engoliu eu tenho um dom especial: de dia sou um espírito em forma de sereia no mar, porém de noite eu viro uma estrela-guia no céu.

- Peça ao Kaku que levante acampamento, pois eu guiarei o grupo para um lugar melhor pelo céu e pelo mar.
- E não se esqueça que eu estarei numa praia sempre quando, na areia, estiver uma vela azul acesa.

Quando os ciganos se despediram da comunidade, os nativos de Chipre ofereceram para cada cigano um pão, pois eles tinham alegrado o local através da dança e da leitura de sorte. O mais interessante é que esta tradição dura até hoje.

Pois se um cigano visita aquela ilha, ele ganha pão dos moradores ao se despedir.
No dia 2 de fevereiro, o grupo Natasha leva oferendas ao mar para a cigana Yasmin.

Reza a lenda que neste dia é possível ver Yasmin saindo como sereia do mar e transformando-se em estrela se alguém acender uma vela azul na areia e fizer a seguinte prece:
“- Cigana Yasmin, que guiou o seu povo como sereia e estrela. Por favor, guie a minha vida para o caminho da prosperidade.”

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...