Pular para o conteúdo principal

EXU VELUDO DO CRUZEIRO



A História de um Exu pode ser contada de uma forma dependendo do espírito que atua nesta falange, sendo este o motivo de ter tantas histórias relacionadas a um mesmo Exú, pois cada um possui sua origem e sua missão. O nome Veludo está associado a tranquilidade, a calma, palavras bem colocadas, palavras ricas em conteúdo, assim um homem de nobreza, de sabedoria e justiça.

A História que apresentaremos a seguir está relacionada ao Exú Veludo do Cruzeiro e mostra a famosa lei do retorno, a causa e efeito. Lembrando que vem a ser uma história resumida.
"Me chamo Antônio, fui casado com Maria Antonieta, nasci em uma família nobre, conservadora, onde os valores de família, de união e de amor eram pregados constantemente entre nós.
Durante um bom tempo durante minha vida na fazenda, observei meu pai a trabalhar dia e noite, noite e dia. Apesar de dar o seu sangue e cada gota de suor, na realidade não passava de um mero alcoólatra, cobiçador e violentador de mulher. Durante anos vi o mesmo maltratar cada uma dessas mulheres e até mesmo mata-las e enterra-las com o auxilio de seus capangas. Apesar disso procurei dedicar minha vida aos estudos e a música, buscando assim de alguma forma retirar de meu coração, de minha mente as atrocidades de meu pai. Foi assim que fui percebendo que os comportamentos adotados por nossa família em festas familiares, na presença de amigos e festividades em geral não passavam de uma peça teatral para a sociedade, que não sabia o que na realidade se passava, como as surras que minha mãe levava, os inúmeros abortos que foi obrigada a fazer, as inúmeras marcas que eu possuía em minhas costas de facas e correntes, de socos e tantas outras marcas que eu possuía em meu corpo por conta das inúmeras surras que levei.
Como disse anteriormente na fase adulta fui amante da música e do direito, assim pude então estuda-los e até mesmo viajar e conhecer novos lugares. Já adulto em uma de minhas visitas aos meus pais, pude ver que nada havia mudado, meu pai continuava o mesmo canalha de sempre. Foi então que durante um passeio na fazenda, decidi que iria mata-lo, decidi que eu e meu pai pegaríamos uma trilha, onde faríamos a cavalo, nesta trilha eu colocaria uma armadilha, onde o cavalo ficaria com a pata presa, assim ao cair meu pai quebraria o pescoço durante a queda. Foi assim que o mesmo veio a falecer, mas nenhuma culpa caiu sobre mim, pois em nossa fazenda tínhamos o costume de colocar armadilhas para evitar que animais predadores ou intrusos entrassem na fazenda.
O tempo passou, comecei então a cuidar da fazenda e encontrei durante as minhas idas à cidade a minha esposa, assim dando inicio ao meu castigo. Durante anos sem perceber fui traído, fui roubado, fui totalmente enganado, enquanto eu buscava manter a fazenda de pé minha mulher pensava em joias e encontrar o seu amante.
Até que em um belo dia ao chegar cansado, achando que eu era melhor que meu pai, que eu era o melhor marido do mundo, me deparei com a minha esposa e seu amante em minha cama. Foi então que peguei uma espada cortando a barriga de ambos e logo em seguida me suicidei.
Assim pude compreender que a justiça feita pelas próprias mãos é falha e assim pude entender a lei do retorno. Esta é uma parte de minha história .

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...