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A AUSÊNCIA DE LOGUNEDÉ DENTRO DO TAMBOR DE MINA TRADICIONAL DO MARANHÃO.


Muitos orixás são cultuados dentro do Tambor de Mina do Maranhão principalmente na Mina Nagô   Abeuokutá, Ibadan, Tapa-Nupê) todas essas nações difundidas em terras maranhenses, sobretudo na capital do estado.





Dentro do nosso conhecimento e pesquisas, tanto na oralidade quanto na literatura mineira ludovicense não encontramos nenhuma referência que o Orixá Logunedé tenha sido cultuado dentro da mina maranhense, principalmente quando esse supostamente tenha alguma associação com a entidade de origem Cabinda como Boçu Jara.
Pelo menos nesse tocante podemos afirmar que Logunedé é Logunedé da nação Ijexá (Efã)
Tó Boçu Jara é pertencente a nação Cabinda.
Sobre Boçu Jara, Boçu Vanderegy e Boçu Meméia são uma Trindade de entidades espirituais que chegou em Codó no Terreiro Cabinda do Vodum Arronoviçavá (também recebido na Casa das Minas com cânticos e toques de tambores próprios).
Com a extinção desse referido terreiro esse trio Cabinda é recebido com muita importância dentro do Terecô tradicional de Codó. Inclusive fazendo parte das 3 salvas da abertura das cerimônias principais do Terecô.
No Santo Antônio dos Pretos chegamos a presenciar a Trindade em terra realizando rituais naquela localidade, Boçu Jara na cabeça de Ana Moreira, Boçu Vonderegy atuado em Dona Libânia Muniz e Boçu Meméia manifestado em Estela Lages. (Todas foram mães de santo do Terecô).
Portanto não temos notícias do orixá Logunedé incorporado em nenhum elegum nem do Tambor de Mina tradicional do Maranhão e nem no Terecô tradicional de Codó.
SOBRE O ORIXÁ LOGUNEDÉ.
Logun Edé é um orixá do Candomblé e outras religiões afro-diaspóricas, filho de Oxóssi e Oxum, conhecido por ser o "príncipe da caça e da fartura". Ele é reverenciado pela sua dualidade, combinando a busca por riqueza e luxo (herdada da mãe) com a habilidade na caça e a coragem guerreira (herdada do pai). Suas cores predominantes são o dourado e o azul-turquesa.
Senhor da riqueza: Ele está ligado à riqueza, à fartura, ao ouro e às pedras preciosas.
Dualidade: Possui características tanto da vaidade e sensualidade de Oxum quanto da cautela e objetividade de Oxóssi.
Símbolos: Usa o arco e flecha (ofá) de seu pai e o abebé (leque) de sua mãe.
Origem: Acredita-se que tenha origem na nação Ijexá (Efã), na Nigéria, e foi trazido para o Brasil durante o período da diáspora africana.

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