Pular para o conteúdo principal

Oguê de Odé


O feijão-fradinho torrado é um dos grãos mais utilizados nos rituais, pois carrega em si a energia da fertilidade, prosperidade e multiplicação. Quando oferecido aos Òrìṣàs, ele não é apenas um alimento: torna-se um condutor de axé, trazendo fartura para a casa e para o caminho daquele que entrega. Torrado, ele representa a transformação pelo fogo, simbolizando a capacidade de resistir, de mudar de estado e de se tornar ainda mais forte, sem perder sua essência. É o grão que se multiplica e fortalece, chamando abundância, saúde e firmeza.

O Oguê de Odé (os chifres) é um dos símbolos mais sagrados de Oxóssi, o caçador, senhor da fartura e da sabedoria da mata. O chifre representa força, vitalidade, abundância e ligação direta com a natureza. É por ele que Odé chama a caça, anuncia sua presença e ecoa sua voz na floresta. Dentro do culto, o oguê é também um instrumento de comunicação espiritual, usado para invocar, para saudar e para reforçar o poder de quem caminha com Oxóssi.
Juntos, o feijão-fradinho torrado e o oguê de Odé expressam o encontro da fartura com a força da natureza. O grão multiplica, o chifre ecoa; um alimenta, o outro protege. Assim, são colocados nos ebós e assentamentos para abrir os caminhos, trazer prosperidade, saúde e manter viva a ligação com o caçador divino, guardião dos alimentos e da sobrevivência.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

DICIONÁRIO YORUBÁ/PORTUGUÊS

Pontos Riscados – Exemplos

Cada entidade possui sua assinatura espiritual, ponto riscado proprio, particular e unico, que a (o) identifica como parte de uma falange, sua identidade, suas vibrações, campos de atualização, que forças manipula com aquele médium – o enredo do mesmo – assim como as forças que disponibilizará/atuará naquela casa/terreiro/centro em que está se manifestando com o presente médium.

omi-torô

Água de ekó ou omi torô (água de preceito), é a água resultante do cozimento da canjica branca. Esta água é usada para diversos fins dentro do candomblé, seja qual for a nação, pois produz calmaria e propicia o equilíbrio das pessoas. É usada como um maravilhoso banho calmante, apaziguando orís em desequilíbrio. Entrando em quase todos os fundamentos de orixá. Tempera orôs resfriando-os e trazendo o asé. Afugenta ajés, traz a clareza e a brancura dos orixás fun-fun. RECEITA DE OMÍ TORÔ TRADICIONAL: Água da canjica Água de arroz (dormida no sereno de um dia pro outro) Água de mina 1 efun ralado 1 pitada de noz moscada ralada 1 acaçá dissolvido 1 bacia de ágata ou terrina de louça Além de um banho calmante e pacificador, serve como ajé de portão, sendo colocado do lado direito da porta de entrada do barracão, tranqüilizando a casa e os filhos de santo, e esfriando e despachando os ajés na porta. (Nota: preceito de 3 dias para quem toma esse banho: roupa de cor, carne, sexo e bebida ...